

Aqui estou de novo, com uma imagem captada nos já distantes anos de 73 – 74, na Sede da Cart 3514, no acampamento do Nengo, em data que já não recordo!... Tendo ir vasculhar as minhas recordações guardadas não em Álbuns, mas em gavetas, pois neste clima em que vivo, as fotos se conservam melhor assim e as que se guardam em álbuns, estragam-se muito rapidamente e ficam irreconhecíveis.
Na imagem em amena cavaqueira o Dias Monteiro, Parreira, Mauricio Ribeiro e Raul de Sousa
Na imagem em baixo: Costa e Silva, Ermandino Nunes, Lagarto, Pereirinha, Cardoso da Silva, Aguiar, Ribeiro, Serafim Gonçalves, Vieira e Zé Abreu. Em cima: Simões, ?, ?, ?, Esteves, Parreira, Gilberto Nunes, Gonçalves, Arlindo da Moeda e Barraca. Quem souber os nomes dos camaradas de Cabo Verde, faça favor de dizer é um desafio que lanço aos seus camaradas do 3º grupo, e o local onde foi captada, fico á espera...!!
Projectos Sociais para os BundasHá dias assim e ontem sábado foi um deles, aproveitando o dia de sol fui de abalada até S. Martinho do Porto na mira de um bom mergulho e um pouco de sol para curtir o bronze, mas não usufrui desse prazer, para lá da Serra D´Aires o tempo estava nublado e na costa até fazia vento, ainda resisti algumas horas na praia, mas a meio da tarde desisti, subi a serra do Mango, sobranceira á orla marítima, apreciando a sempre bonita paisagem da praia do Salgado e os amantes do Parapente e Asa Delta nos seus longos voos ao largo da vila piscatória da Nazaré. De regresso resolvi passar por Famalicão da Nazaré, aldeia onde morava o Fernando Vicêncio Carreira, era dos camaradas mais velhos da companhia, tomava conta da messe e do bar no Destacamento do Nengo e tinha uma mãozinha especial para os petiscos, era do recrutamento de 1965, mas quando resolveu deixar a faina do bacalhau, foi logo pescado pela tropa, motivo pela qual foi incorporado tão tarde...! Após o regresso á vida civil, esteve novamente embarcado alguns anos na Soponata, emigrando posteriormente para o Canadá, onde reside á muitos anos. Um impulso, levou-me a procurar a um vizinho da terra se o conhecia, resposta imediata, o Fernando chegou ontem para passar férias, está ai em casa. Não me reconheceu imediatamente, mas depois daquele abraço, as perguntas em catadupa, o que é feito do pessoal, citando alguns com recordações e factos, se nos encontrávamos regularmente, enfim um desfiar de questões e muita curiosidade sobre todos nós, troca de contactos, muita vontade de ver o conteúdo do nosso blog, as fotos as histórias, os convívios, dizia-me que muitas vezes ao ver na RTP/Int. em rodapé anúncios de encontros anuais de outros camaradas se emocionava e lembrava muito do nosso passado no leste de Angola. Assim que a minha Filha chegar vou lhe pedir para abrir a Internet para ver se ainda reconheço a rapaziada, devem estar como eu, ou para lá caminham...! Na hora da despedida a vontade implícita de para o ano vir de férias em Setembro afim de rever amigos e celebrar connosco o 36º aniversário da passagem á peluda. Um abraço a todos do Fernando Carreira
07.06.2009
Há dias quando pesquisava a correspondência, enviada de Angola nos anos 72/74 aos meus familiares e que guardei religiosamente até aos dias de hoje, encontrei este telegrama que faz parte da "estória" da nossa companhia e de todos nós em particular.
Nas as Terras do fim do Mundo, algures no Leste de Angola, não era poeta quem queria , mas sim quem tinha veia para isso.Marcha da Despedida
Os Maçaricos vão gostar de morar
Nas casernas que vamos deixar
Vamos embora eles ficam sós
Fartos desta guerra já estamos nós
Aqui vai a Artilharia
A marchar sem parar
Ai se chega aquele dia
E nunca mais aqui voltar
Os Maçaricos vão gostar de morar
Nas casernas que vamos deixar
Vamos embora eles ficam sós
Fartos desta guerra já estamos nós
Do Nengo para o Chiúme
Passa-se á curva da morte
Para passar 27 Meses
Foi preciso muita Sorte
Os Maçaricos vão gostar de morar
Nas casernas que vamos deixar
Vamos embora eles ficam sós
Fartos desta guerra já estamos nós