o0o A Companhia de Artilharia 3514 voou para Angola no dia 2 de Abril de 1972 (Domingo de Páscoa) num Boeing 707 dos Tams e regressou no dia 23 de Julho de 1974, após 842 dias na ZML de Angola, no subsector de Gago Coutinho, Provincia do Moxico o0o Rendemos a CCAÇ.3370 em Luanguinga em 11 de Abril de 1972 e fomos rendidos pela CCAÇ.4246 na Colina do Nengo em Junho de 1974. Estivemos adidos ao BCav3862 e depois ao BArt6320 oOo O Efectivo da Companhia era composto por 172 Homens «125 Continentais, 43 Cabo-Verdianos e 4 Açorianos» oOo

sábado, 24 de outubro de 2009

Colina do Rio Nengo

Imagens d`outrora
Imagens da evolução do destacamento-base construído pela cart3514 na colina do Rio Nengo a meio caminho na picada de Gago Coutinho para Ninda no ano 72 do século passado


Do álbum de Serafim Gonçalves - Numa fase adiantada de construção
.
Do álbum de Manuel Parreira - Numa fase primária de construção
.
Do álbum de Araújo Rodrigues - Pôr de sol no leste

Do álbum de Araújo Rodrigues - Pôr de sol sobre o Destacamento

Do álbum de Dias Monteiro - Tempestade africana sobre o Nengo

Do álbum de Manuel Parreira - Posto de sentinela ao pôr do sol

Do álbum de Manuel Parreira - Pôr do sol sobre o Nengo

Do álbum de Serafim Gonçalves - Posto das Transmissões

Do álbum de Bernardino Careca - Rotunda no centro do destacamento

Do álbum de Serafim Gonçalves - Pedestal com mastro da bandeira e Brasão da Cart3514

Do álbum de Araújo Rodrigues - Panorâmica do destacamento-base na colina do Nengo.
A construção deste destacamento nasceu da imaginação e vontade de um grupo de Camaradas e do apoio e ajuda de todos os outros que nesta obra participaram de algum modo, na perspectiva de tornar a estadia os serviços e tudo o resto mais funcional, mais limpo mais seguro, enfim mais agradável. Os materiais usados na estrutura do esqueleto foram troncos de madeira seleccionados na mata a pedido dos mestres da obra, as paredes eram construídas com chapas de bidons de alcatrão depois de cortados e endireitadas com os cilindros de compactação, o chão de cimento e os tectos em chapa ondulada de zinco cobertos com capim para isolamento térmico.

domingo, 18 de outubro de 2009

"A Leste, o Paraíso...!!!" (1)

Luso, 29 de Setembro 1973
A companhia saiu do Luso em coluna militar com destino a Ninda, povoação situada a cerca de quinhentos quilómetros do Luso e a sul de Gago Coutinho para em conjunto com a 2041ª C.C. realizar a operação Coimbra 300 E/H.

Imagens do álbum de Manuel Parreira - Apoio aéreo montado na picada junto á ponte do rio Nengo de onde foi lançada um grupo de combate héli-transportado. Na imagem alguns camaradas da Cart3514 que participaram na protecção, segurança e logistica. Á direita um camarada Caboverdiano e á esquerda os Furriéis, Ramalhosa, Dias Monteiro, António Soares com o Alf. Araujo Rodrigues na companhia da tripulação do Puma da South African Air Force .
A 2041ª C.C. assim como a esquadrilha de helicópteros da Força Aérea Portuguesa, estavam já nas zonas de intervenção desta operação. Uma breve paragem em Gago Coutinho, para reabastecimento e de novo em marcha em direcção a Ninda, aquartelamento de infantaria a partir do qual os militares da 2041ª e da 2042ª, foram lançadas por meios héli nas zonas de guerrilha.
A partir do destacamento do Nengo, 30 quilómetros a sul de Gago Coutinho no caminho para Ninda, um grupo foi lançado de helicóptero, para uma acção de apoio a forças da 2041ª C.C. cuja missão era atacar um acampamento militar, onde estaria um grupo de guerrilheiros equipados com armas ligeiras e um canhão sem recuo de 75mm. A companhia continuou a viagem, agora por picada até Ninda, onde chegou ao princípio da noite. Ao longo da pequena pista de aviação onde se encontravam estacionados os meios aéreos de transporte e apoio, dois aviões de combate T6 e sete Allouetts III da FAP, foram montadas as tendas de campanha para abrigar os militares operacionais e da formação.

Largada de um grupo de combate na imediação dum objectivo IN
Os grupos da 2041ª e da 2042ª C.C. iniciaram as acções da operação Coimbra 300 E/H, a partir de Ninda, no dia 30 de Setembro de 1973, desenvolvendo acções junto à fronteira com a Zâmbia e a sul de Ninda. Permaneceram no acampamento, em apoio aos grupos em actividade operacional, o grupo de alerta e as duas equipas de defesa imediata. Nem os grupos da 2041ª nem os da 2042ª C.C. envolvidos nesta operação, tiveram contactos de relevo com o inimigo. No entanto e num golpe de mão bem sucedido, um dos grupos da companhia lançado sobre local de actividade inimiga, detectado pela esquadrilha de helicópteros da Força Aérea Sul Africana, no regresso de uma viagem de largada, capturou sem resistência uma série de armamento entre os quais o já referido canhão sem recuo de 75mm.
.
Reabastecimento das aeronaves envolvidas no apoio aéreo e transporte das NT.O regresso ao Luso em meios auto deu-se no dia 18 de Outubro, com um ferido ligeiro e com material capturado: uma espingarda automática PPSH, quatro morteiros 82, um canhão sem recuo de 75mm, uma granada de mão, carregadores e munições.
Já no Luso, a companhia recolheu ao quartel, onde se instalou e se preparou para novas intervenções. Esta primeira operação realizada no leste de Angola concedeu-nos outro tipo de experiência. As acções de contra-guerrilha teriam aqui que ser feitas de forma um pouco diferente das que tínhamos realizado na ZMN. O terreno quase sempre plano, com poucos desníveis mesmo na proximidade de linhas de água, proporcionava andamentos mais fáceis e rápidos mesmo fora dos grandes espaços abertos conhecidos como “chanas”. Para quem tinha estado no norte, a caminhar com dificuldade nas densas matas que ora se desenvolviam em vales profundos ora em montanhas íngremes, matas tropicais cheias de arbustos fechados, de lianas que se prendiam ao equipamento, de humidade e calor, este tipo de terreno apresentava-se bem mais agradável. As formações de combate, em linha, em cunha, em L ou em U, que este tipo de terreno permitia, proporcionavam na marcha para os objectivos ou no assalto a estes, maior poder de fogo contra o inimigo. Todavia e ao contrário do norte, esta zona leste de Angola, muito fria durante a noite e madrugada e muito quente durante o dia, obrigava a um controlo apertado sobre o consumo de água.
informação - http://www.2042comandos.com/

sábado, 10 de outubro de 2009

História - Rota Agostinho Neto

Trilhos e rotas de infiltração dos guerrilheiros IN, (MPLA UNITA e FLNA) no sector do Moxico e bases de apoio na Zâmbia junto á fronteira leste de Angola no inicio da década de 70.
A Rota Agostinho Neto constituiu a grande operação do MPLA no Leste de Angola, após ter obtido o apoio da Zâmbia para ali instalar bases militares, o MPLA pretendeu ligar a sua 3ª Região Militar, o Leste, à sua 1 ª Região Militar, o Norte, progredindo primeiro ao longo do caminho de ferro e depois em direcção a Malanje. Nesta operação o MPLA empenhou as suas melhores forças e comandantes e foi ao longo desta «Rota» que se desenvolveram os grandes combates entre aquele movimento e as forças portuguesas da Zona Militar Leste. Nos primeiros meses de 1970, o MPLA concentra esforços no Leste de Angola, procura abrir um corredor em direcção ao Norte através do Planalto Central, coração económico da província e importante região estratégica, designa os melhores chefes militares, Petroff e Iko Carreira.
"General Costa Gomes"
A investida do MPLA no Leste de Angola, a partir de bases na Zâmbia, coincide com a nomeação do General Costa Gomes para substituir o General João Anacoreta de Almeida Viana, oriundo da Força Aérea, como Comandante Chefe desde 1967, e altera todo o dispositivo militar ao transferir o centro de operações do norte para leste de Angola, esta reviravolta obrigou à criação da Zona Militar Leste (ZML)
"General Bettencourt Rodrigues"
Costa Gomes entregou o comando da Zona Militar Leste ao General Bettencourt Rodrigues que conhecia bem a guerra, que se travava em África, ainda como major, em 1962, desempenhou o cargo de Chefe do Estado Maior da Região Militar de Angola, em que reorganizou as forças portuguesas e contribuiu para a criação dos primeiros grupos especiais de Comandos.
"Vitória a Leste...!!"
Com Costa Gomes, estrategista de mérito, as forças militares tinham pela primeira vez na história da guerra em Angola um objectivo claramente definido, evitar que o Planalto Central fosse flagelado. Regressou à Metrópole, em meadas de 1972, para o cargo do chefe do Estado Maior General das Forças Armadas. Deixou as tropas portugueses à beira da vitória em Angola, e para surpresa o uso de cavalos no teatro de operações no Leste de Angola, embora fossem recrutas africanos os primeiros a experimentar o excelente meio de transporte. A explicação está na origem étnica, para a companhia inicial recrutaram-se Cuanhamas e Cumatos, no Sul do país. Eram guerreiros e nómadas os Africanos do leste tinham vida sedentária e medo das gungas, a escolha do tipo de cavalos utilizados nas operações no Leste de Angola foi feita na Argentina em 1970, com 225 cavalos que se revelaram muito bons. Uma curisiosidade os animais nunca eram ferrados para se movimentarem melhor no terreno arenoso.
Em 1973 fruto da acção militar portuguesa e de dissidências internas as forças do MPLA estavam numa posição defensiva, sem haverem alcançado o seu objectivo...!!
(informação, Dossiers Militares)

sábado, 3 de outubro de 2009

A Caminho das Terras do Fim do Mundo...

De Manuel Dias Monteiro
Junto da terra que me viu nascer, crescer, ir à guerra e regressar, formar família e viver actualmente, existe um lugar bem conhecido para as gentes do Norte, que se chama Cabo do Mundo.
Ironia do destino, ou não, despertei hoje na ideia de continuar a senda deste blogue, abrir o baú das minhas recordações e reviver o meu caminho até às Terras do Fim do Mundo...
Sacudo o pó da fotografia envelhecida e dou comigo em Nova Lisboa, actualmente denominada cidade do Huambo. Fica no centro de Angola, a cerca de 500Km da capital, Luanda, num planalto com cerca de 2000 metros de altitude, o que lhe confere um clima bastante mais moderado, com temperaturas amenas, sem o habitual calor africano. Aqui chegados, trocamos a fardinha domingueira pelo camuflado, sinal que daí para a frente as coisas seriam mais sérias.
O comboio, já nos esperava, esse sim, “já dentro dos carris” e o Luso, actual cidade de Luena, ainda ficava a cerca de 720 Km, sempre para Leste e em direcção à guerra.

Na estação do CFB em Nova Lisboa o saudoso António Carrilho, Dias Monteiro, Mauricio Ribeiro e António Escaleira
Para me despedir da “civilização” aproveito para dar lustro nas botas, requinte esse que, pela cara do nosso amigo, que se a memória não me atraiçoa, é o Escaleira, nosso futuro “maître-d’hôtel”, deveria estar a pensar com os seus botões: - Este “gajo” tem a mania que quer chegar à guerra “limpinho e sem moscas”!... - como dizia o saudoso Solnado.
No dia seguinte, depois de passarmos pelo “Munhango”, chegavamos ao princípio da tarde ao Luso e logo se encetaram os primeiros preparativos para darmos início à etapa final até ao nosso destino – LUANGUINGA – feita em transporte especial e em veículos descapotáveis, que no “puto” que, há dias, tinhamos deixado para trás, por mera coincidência e semelhança, era comum ser usado no transporte de gado. Mas foi assim que continuámos por muitos e muitos quilómetros, porque a nossa guerra ficava mais abaixo, segundo a placa de sinalização rodoviária que existia no LUCUSSE... era mais lá para baixo...para os lados do Fim do Mundo...

No Auto-Pullman a caminho do leste, Albertino Grilo, Dias Monteiro e José Pereira

No Lucusse uma pausa na viagem, Manuel Parreira, Raúl de Sousa e Dias Monteiro
Com a intenção de voltar a este assunto, envio-vos um grande abraço, desejando a todos que pertencem a esta grande família “CART 3514” muita saúde.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Memórias de Angola (Sob o "Cruzeiro do Sul")

(Sob o “Cruzeiro do Sul”)
Após um relativo afastamento, provocado por uma avaria do meu PC que teve que ir a Espanha por três semanas para reparação, cá estou de novo a dar sinal de vida e mais uma contribuição para o Blogue da CArt 3514, Panteras Negras.
Para esta coisa das escritas são necessárias duas coisas essenciais!...A primeira e mais importante é, como não podia deixar de ser, a inspiração; a segunda, mas não menos importante, é o assunto!...E isto é tão verdadeiro que se pode afirmar sem risco de mentir que, com a primeira mas sem o segundo, nada de jeito se pode fazer e, para agravar mais as dificuldades, é também difícil fazer algo apresentável, mesmo havendo o assunto, mas não havendo a inspiração. Em resumo, é necessário haver uma dose equilibrada de inspiração e assunto para conseguirmos uma coisa que seja apresentável e, porque não, agradável para se ler!...Confesso que é difícil arranjar um título diferente para estes “posts”, uma vez que eles forçosamente têm uma finalidade que, como é evidente, se destina e rememorar e reviver episódios da nossa vida e, por essa razão, lhe pus o sub-título que lá está!...
Recordar, reviver é, na realidade, o fim primeiro deste blogue e assim, com esse único fito, aqui segue ,em anexo, mais uma imagem que, tenho a certeza, não se encontra inserida no nosso Blogue e é, portanto, inédita!... Os seus figurantes, são: no 1º.plano, Cardoso da Silva, em pose de “cantor de ópera”, seguido de Borrego Parreira, em pose um tanto alheada e quase dormente, seguindo-se a minha pessoa, com um ar meio divertido, não se podendo dizer o mesmo de Raul Sousa, que está nitidamente divertido com a cena. No 2º.Plano, está o Duarte, em pose de regente de orquestra. O Liberto que está a seguir, está nitidamente espantado com a cena a que está assistir e, finalmente, o Diogo, está com ar grandemente duvidoso de toda a encenação. A localização, como não podia deixar de ser, no quarto dos Furriéis, Destacamento do Nengo, Comando da CArt 3514, Leste de Angola!...A causa do “meeting”: O aniversário de qualquer um dos graduados presentes!...O ano, é suposto ser 73/74!...
Quanto ao sub-título do “post”, vão desculpar-me, mas, meteu-se-me na cabeça recordar outros episódios passados em muitas noites naquela e noutras localizações, umas vezes só, outras acompanhado, em que me dava para me por a perscrutar e localizar nos céus as constelações estelares e de todas as possíveis de observar naquela latitude, a mais fácil de encontrar era o “Cruzeiro do Sul”, que fica pouco distante para sul, do zénite do local e quero dizer-vos que foi essa Constelação que deu muita protecção à CArt 3514 e aos seus Panteras Negras. Crendices?!?... Talvez sim e talvez não!... Quanto a outras constelações, conseguiam ver-se a “Cassiopeia, esta não todo o ano, mas apenas durante cinco ou seis meses, pois quando esta estava invisível, por se encontrar abaixo do horizonte norte, via-se então, em alternância, a Ursa Maior, nos restantes meses do ano.
E digo-vos: Eu gostava de me deitar no chão, em noites limpas de nuvens e ficar horas a observar o céu estrelado de África, mas isto, em lugares seguros, por causa da bicharada, pela qual tinha um respeito enorme.
E, pronto..! Por agora, não quero alongar-me com mais considerações para me não tornar fastidioso. Por isso termino, enviando cordiais saudações a todos os elementos da CArt 3514 e familiares. Igualmente envio saudações para os eventuais visitantes deste Blogue. Para os restantes colaboradores um grande abraço do Amigo Botelho
Até breve!...

domingo, 20 de setembro de 2009

3º Pelotão (2)

Do Álbum de José Moreira Barraca

Imagem do 3º Pelotão junto ao mastro da Bandeira Nacional no destacamento base do Nengo, com quase todos os camaradas que faziam parte deste grupo. Na fila 1: Eliseu Lopes, 1ºCabo Francisco Saramago, Barbosa das Neves (Hippy), António Matos, José Manuel Muleirinho Parreira (Parreirinha), 1º Cabo Enf. Zé Alexandrino Abreu, Santana Aguiar, Carreira, Gilberto Nunes e José Alves Ribeiro. fila 2: Francisco Varela, 1º Cabo José Moreira Barraca, Fur. José Manuel Carneiro Pereirinha, Cap. Rui Afonso Almeida Crisóstomo dos Santos, Alf. António Manuel Costa e Silva, 1ºCabo Joaquim Augusto Esteves, Manuel António Tavares, Fur. Manuel Cardoso da Silva, Fur. Manuel António Borrego Parreira, António Gomes, 1º Cabo Graciano Fernando Simões e Hermandino da Silva Nunes. fila 3: Lucilio Dias Rodrigues, Serafim Gonçalves, Mauricio Lopes, 1ºCabo António Lopes Guerra, ? , ? , Arlindo da Moeda, Eduardo Gonçalves, ? . Fica aqui um desafio aos camaradas deste grupo, identificar os três camaradas de Cabo Verde na foto....!!!!

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Imagens D´Outrora

Esquadrilha de Alouetts III sobre o destacamento do Nengo, no regresso duma OP com apoio aéreo no lançamento de pessoal.
Nengo, Setembro de 1973 - Os últimos quatro meses de 73 foram tempos dificies no leste com uma série de operações militares com Páras, Fusos e Comandos, tentando estancar a actividade do IN na zona fronteiriça com a Zãmbia no corredor entre as bacias hidrográficas do Lungué-Bungo a norte e do Cuando a sul.
Nessa altura a Unita que até então tinha combatido o MPLA, com apoio operacional, material e logístico das N/T, rompeu o acordo...!! com o novo General Comandante Chefe da ZML, Barroso Hipólito, que veio render Bethencourt Rodrigues no Sector do Moxico. Diziam ter pacificado o Leste, neutralizado o Chipenda e acabado com a rota Agostinho Neto e não precisarem mais do Savimbi, até os dois bombardeiros T6 estacionados na AM.44 em Gago Coutinho regressaram à base mãe na A.B.4 em Henrique de Carvalho - Saurimo por determinação superior. Puseram o diabo á solta e quem se "fedeu" foi o mexilhão como sempre acontece com estas brilhantes decisões das Toupeiras de Gabinete.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Recordações D`Outrora

Do álbum de Manuel Araújo Rodrigues

Rio Lufuta, Maio de 1972 - Imagem duma visita de reabastecimento do 1º Gr. ao 4º Gr, que estava destacado na latriteira do Lufuta a meia dúzia de kms da comuna do Lutembo, sob uma cobertura de ramagem, estão sentados Araújo Rodrigues, de costas Maurício Ribeiro , Dimas e Dias Monteiro, em pé temos os camaradas, Rogério Santiago Duarte. Roque, Elísio Soares, Carvalho, Ângelo e Vítor Melo, em amena cavaqueira, tínhamos na altura quase dois meses de comissão que já pareciam uma eternidade.

sábado, 5 de setembro de 2009

Estórias d´Angola


A Cidade era um oásis...!!
Depois de alguns meses na mata, chegar ao Luso, era entrar noutro mundo, a cidade era um oásis, naquela parcela de Angola. A Vila de G. Coutinho ficava a sete ou oito horas de viagem, muita estrada, 400 kms. e pouco conforto, mas com vinte anos era chegar, poisar, mudar de farda e entrar na farra dois ou três dias. Desenfiei-me uma vez com o Luís, algures numa sexta-feira á boleia no jipão com o Mendonça, quem não se lembra daquela figura típica de camuflado, bota alta, chapéu de aba larga enfeitado com uma tira em pele de leopardo, trabalhava na JAEA, (Junta Autónoma Estradas Angola) como prospector geológico e analista de solos, era aventureiro, destemido, marado e louco, dizia adorar beber champanhe gelado na cascata, passei horas a ouvir as suas aventuras e fanfarronices, não havia nada igual no leste e arredores. Chegámos ao final da tarde à Residencial Kate-kero, onde acampamos naquele curto fim de semana, um banho para desencardir o coiro, o pêlo e as entranhas daquele maldito pó vermelho das Terras do Fim do Mundo, á civil e bem cheirosos, entramos nos encantos e recantos da noite, começando pela Pastelaria Cristália para matar saudades dum nata com canela, mais adiante rumamos ao Restaurante Bar Universo para jantar, um bife com ovo a cavalo e umas cucas, depois um salto ao Cine-Luena para ver uma cowboyada, na volta um gelado na Apolo 11, em frente, uns whisky no bar do Luso-Hotel, são duas da madrugada, estamos um pouco ébrios, decidimos rumar ao Pica-Pau, o ambiente está pesado, ficamos indecisos, somos convidados a sentar numa mesa de canto, dançámos o can-can e bebemos mais uns copos na companhia duma chavala, o álcool começa a toldar o capacete, o Luís não resiste ao impulso e entra na roleta, oferece duzentos, trezentos, quinhentos, duas de quinhentos em cima da mesa, mas a chavala não embarca no jogo, uma Quarentona com muitos kms de picada, redondinha e em bom estado de conservação, que estava a galar a cena, abeira-se da mesa, senta-se, e num gesto delicado arrecada uma nota na liga e devolve a outra, pedindo sorrateiramente, posso ir ter com vocês depois de sair..!! Onde estão hospedados? No doze do Kate-Espero respondemos..! Pagámos o estrago, e marchamos rua acima aos soluços, dois em frente um ao lado, entramos na residencial, damos o recado ao “mainato” da recepção e subimos as escadas, aterramos na cama com uma cardina de caixão à cova e adormecemos.
A manhã já ia alta quando acordo, dói-me a cabeça estou com uma ressaca do diabo, entreabro a janela, e reparo com espanto num biquíni vermelho pendurado numa cadeira..!! Grito... és um gajo porreiro...! Não me acordaste porquê…! Nem quero acreditar..! O Luís acorda assarapantado, olha para mim, mira o apetrecho na cadeira, e pergunta, a gaja a gaja..? Respondo, porra isso quero eu saber.!!
Adeus até ao meu regresso

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Caminhos D´Outrora

Do álbum de Manuel Parreira

POR TERRA - A picada que ligava G. Coutinho a Ninda era uma dor de cabeça, por causa das minas e das emboscadas, eram 90 kms de trilho em areia rodeados de mata a perder de vista, a que nos habituamos com o passar do tempo. Na imagem uma secção do 3º Grupo com o Zé Abreu de costas, Ermandino Nunes, Gilberto e Parreira na companhia dos restantes camaradas.

PELO AR - O perigo no sector operacional de G. Coutinho era uma constante, estampado nesta imagem dum Alouette III acidentado numa operação, a ser evacuado no guincho de um Puma

PELO MAR - Em tempo de chuva muitas vezes nos surgiu esta imagem com a picada submersa pelo transvazar de rios, linhas de água, ou baixios que se transformavam em lagos em poucos minutos, com trovoadas e chuvadas do outro mundo.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

A Malta vai "Ressuscitando"

Do álbum de Bernardino Careca
- Elisio Soares, Careca, António Dias Freitas e Amorim dos Santos no destacamento do Nengo em 1973

Encontrei o nosso camarada António Dias Freitas, antigo Padeiro da Cart3514.
Há dias falei com o Barraca, na perspectiva de tentar localizar o Tavares que mora em Sandim, e também por causa do padeiro que mora no concelho da Feira, no lugar de Lobão segundo informação dado pelo Castro, pensei em fazer uma pesquisa na lista telefónica e fui aos correios, acabei encontrando um A. D. Freitas em Canelinhos a poucos kms. pensei que poderia haver duas pessoas na zona com a mesma identidade, mas ao fim da tarde resolvi desfazer o enigma, peguei no phone e disquei o número, do outro lado uma voz familiar, "estou quem fala" aqui é da guerra da 3514, "não estou a perceber" é o Carvalho da 3514 digo eu, oh carago, o furriel Carvalho, como é que deu comigo aqui na aldeia, nunca pensei que procurassem por mim tantos anos passados, temos que nos encontrar um dia destes, não se esqueça de dar um abraço do Padeiro á malta toda, nem quero acreditar..!!
Adeus até ao meu regresso

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Lumbala Nguimbo

Angola-Telecom inaugura sistema VSAT/rural
A população do município dos Bundas, província do Moxico, conta a partir de hoje (segunda-feira) com uma rede de telefonia fixa do sistema (VSAT) da Angola-Telecom, inaugurada, em Lumbala–Nguimbo, pelo administrador local, Augusto Júlio Kuando.
O sistema denominado (VSAT/rural) abrange também três comunas daquele município fronteiriço, nomeadamente, Lutembo, Louvei e Ninda, no âmbito de melhoria de condições das comunicações das populações com o mundo e resto do país.
No acto de inauguração, o administrador municipal, Augusto Kuando, sublinhou que o sistema de telefonia vai facilitar a comunicação entre os munícipes.
O responsável enalteceu, por outro lado, os esforços do governo na melhoria da circulação de pessoas e bens, ao ligar Lumbala – Nguimbo a cidade do Luena, através de autocarros públicos para o transporte da população a preços acessíveis (1.500 contra 2.500 Kuanzas anteriores).
O sistema VSAT/rural da Angola-Telecom já funciona em seis sedes municipais, nomeadamente Kamanongue, Cameia, Luau, Luchazes, Bundas e Moxico (sede).
noticia AngolaPress

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Rei Mwene Mbandu III visita os Bundas


Rei Mwene Mbandu III
O rei da tribo Bunda, Mwene Mbandu III, Lifuti Mbandu, valorizou, no último fim-de-semana, em Lumbala-Nguimbo, município dos Bundas, província do Moxico, os actos culturais, por constituírem alicerce de qualquer tradição. A autoridade tradicional, que fez esta consideração na cerimónia da celebração do primeiro aniversário da sua restituição ao trono, assinalado no passado dia 15 deste mês, disse ser importante a preservação dos valores culturais para que a sociedade aprenda a respeitar os mais velhos e seus costumes.Para o monarca, através da cultura a população compreende melhor os seus hábitos e costumes, evitando a perda da sua origem, identidade, bem como aprende a respeitar o próximo e a criar as boas maneiras. O rei comparou o homem sem cultura como "uma casa sem alicerce" e "árvore sem raízes", argumentando que "todo ser humano tem a sua tribo, cada tribo com sua cultura e perde-la é ser alvo da escravatura". De igual modo, o governador provincial, João Ernesto dos Santos "Liberdade", pediu a população a reflectir profundamente sobre a perca dos valores culturais, bem como procurar formas para o seu resgate. João Ernesto dos Santos reafirmou a vontade do Governo de apostar na recuperação do património cultural e valores morais e cívicos da população angolana, pelo que garantiu apoios para todas as forças vivas da sociedade que apresente iniciativas do género. A Angop soube das autoridades locais, que a data escolhida "Lisase Lya Miondo ya Nganga", em português "Cerimónia Memorial do Reinado Mbundas da Capital" será Celebrada anualmente. Explicaram que a efeméride representa o momento em que o povo da região Mbundas agradece a Deus pelos feitos realizados no período anterior. De acordo com a história, o povo Mbunda tem origem no grupo étnico Bantu, proveniente da Africa Central, nomeadamente, na região de Kola do império Luba e Rund do Congo (antiga República do Zaire).
AngolaPress

Comuna do Chiúme

Comuna do Chiúme com novas infra-estruturas
A comuna do Chiúme, no município dos Bundas, ganhará no final deste ano, uma nova sede administrativa e duas residências para o administrador e o seu adjunto, no âmbito do Programa de Investimentos Público (PIP) para a localidade.
As obras das infra-estruturas foram visitadas pelo governador provincial, João Ernesto dos Santos "Liberdade", no último fim-de-semana, tendo se manifestado preocupado pelo atraso registado na execução dos trabalhos, cuja conclusão está prevista para Dezembro deste ano.
A sede administração terá uma área administrativa com cinco gabinetes, sala de reuniões,
secretaria, sala de espera, refeitório e parque de estacionamento com capacidade para 10 viaturas. As obras, a cargo de uma construtora local, encontram-se na fase de instalação do sistema eléctrico, canalização de água, enquanto as residências esperam apenas pela cobertura.
Uma fonte ligada à empreiteira disse à Angop que os atrasos da execução da obra deve-se ao mau estado de conservação do troço rodoviário que liga Lumbala-Nguimbo/Luena, o que dificulta a transportação do material de construção.
Por outro lado, na comuna do Ninda, no mesmo município, o governante visitou o sistema de captação, tratamento e distribuição de água, que beneficiará cerca três mil e 250 habitantes.
O empreendimento que está na fase de instalação de tubos e montagem dos reservatórios de água com capacidade para conservar 20 mil litros enquadra-se no programa "Água Para Todos".

Lumbala Nguimbo

Camponeses beneficiam de tractores agrícolas
Quatrocentos e 23 camponeses, organizados em associações agro-pecuárias, no município dos Bundas, província do Moxico, beneficiaram hoje (domingo), de quatro tractores agrícolas, para apoiar no desenvolvimento da agricultura.
Em declarações à Angop, a administradora municipal adjunta dos Bundas, Maria Filomena Elisabeth Aires, disse que os tractores foram adquiridos no quadro do programa do governo local que visa apoiar os camponeses no âmbito de combate a fome e pobreza.
Maria Elisabeth Aires sublinhou que as máquinas vão auxiliar os camponeses na actividade agrícola mecanizada, para contribuir na diversificação da produção na região.
Pedro Catoti, um dos camponeses associados, disse que há muito esperava por este apoio, que para si, "constitui "uma mola impulsionadora" para o fomento agrícola no município.
"Com o apoio do governo muitos camponeses vão seguir o exemplo do associativismo", disse o interlocutor que pediu a abertura dos bancos que operam no Moxico na concessão de créditos para o fomento da agricultura na província.
Situado a 356 quilómetros, a sul do Luena, o município dos Bundas, com sede na vila de Lumbala-Nguimbo, é essencialmente agrícola, sendo potencial no cultivo de massambala, massango, mandioca, milho, feijão, amendoim (ginguba), entre outros produtos do campo.
AngolaPress

sábado, 15 de agosto de 2009

Reminiscências do Leste de Angola

Caros Camaradas:
Após uma ausência de cerca de um mês e meio resolvi, novamente, dar sinal de vida através deste meio de comunicação que, para mim, tem tanto valor como outro qualquer e, tudo isto para vos querer dizer que, apesar de ter estado ausente das páginas deste nosso Blogue e da vossa companhia durante tanto tempo, não deixei, por outro lado, de ter estado em comunicação muito mais frequente e particular com outros elementos da nossa CArt 3514 usando outros meios, tais como o telefone, o telemóvel, o e-mail e todos os outros instrumentos que, modernamente, estão ao alcance de muitos de nós.
Evidentemente que me não seria materialmente possível contactar-vos a todos pessoalmente por aqueles meios e assim, para contentar a todos em maior número possível, lancei mão deste meio com muito mais amplitude e possibilidades de contacto para, em simultâneo, mostrar que ainda ando por cá e levar-vos mais uma imagem de alguma ocorrência do passado, que nos fará reviver e recordar factos e pessoas que fizeram e, por incrível que pareça, continuam a fazer parte integrante da nossa vida actual e da nossa história pretérita que, por essa mesma razão, continua viva na nossa memória enquanto vivermos.Uma vez feito o preâmbulo deste post, venho apresentar-vos uma imagem que poderá ou não, ser inédita!...No entanto acho que deve ser, porquanto a fui encontrar um pouco afastada do conjunto de outras que tenho e que ainda não estava digitalizada como outras que possuo!...O certo é que não tenho ideia de, até hoje, a ter visto publicada neste blogue nem em qualquer outro álbum!...por isso vou anexá-la a este articulado, dê no que der, não interessa para o caso!...A foto em questão foi tirada na Messe de Sargentos no Destacamento Séde da CArt 3514, situado na Colina do Nengo, nos já distantes anos de 73/74 e assinala uma festa de aniversário que um qualquer dos “Panteras Negras” que figuram na mesma!...Não sei nem me lembro do mês nem do dia e o ano é um dos que foram ditos acima!. Na verdade, não há qualquer pista que permita precisar a data do evento e isso até não tem importância de maior, pois o que na realidade interessa é o facto em si, documentado da forma que está e isso já é suficiente. Documenta um determinado passo das nossas vidas, decorrido já há uns 35 para 36 anos!... E esse já longínquo tempo, apesar da situação real vivida naquele tempo, deixa nostalgia de muitas coisas: Da nossa idade, da nossa saúde, que não nos dava os problemas que nos dá hoje(para mim, a saúde está a anos-luz de distância da que tinha naquele tempo!) e, por ultimo, mas não menos importante, a camaradagem, a amizade, a boa convivência e a solidariedade que existia entre nós todos, sem distinção.
Passo agora a identificar os figurantes da foto que anexo: 1ª fila: Vicêncio Carreira, Liberto, Fur. Parreira e eu; na 2ª fila: Parreirinha, Fur. Duarte e Fur. Pereirinha.O post está a ficar longo e não tenho a pretensão de maçar nenhum de vós e, por isso, vou terminar enviando saudações para todos os elementos da CArt 3514 em geral e para os eventuais visitantes do Blogue. Envio finalmente um abraço amigo para todos os restantes colaboradores do mesmo!...
Adeus, até uma próxima oportunidade!...
Octávio Botelho

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Estórias de Caça (4)

Do álbum de Manuel Araújo Rodrigues

Na imagem o António Pinto e Vítor Melo a esfolarem este antílope macho, raro nos dias de hoje, pois consta na lista dos animais em vias de extinção ( Yellow backer duiker )
Estávamos em fins de 1973 acampados na Pedreira do Nengo, fazíamos protecção nessa altura á Brigada que andava a colocar o tapete de asfalto na rodovia entre o Nengo e o Luce, a rapaziada da secção que partia ao nascer do sol, quase todos os dias se cruzava a meio do caminho com um antílope de porte médio pele escura com uma malha no dorso traseiro, pescoço robusto com crinas, orelhas grandes, focinho parecido com o burro, mas o animal nunca dava hipótese de alguém levar a arma á cara, atravessava sempre a picada a correr e embrenhava-se em zonas de mata muito densa. O cabo Correia (carinhosamente apelidado de estrangeiro) que o baptizou de Burro do Mato, á muito tempo que andava a prometer metê-lo na panela, mas a canalha já gozava o prato e fazia troça sempre que viam o animal, oh nosso Cabo não vê que o bicho não tem nada de burro, tem é muitos anos de universidade.
Mais uma vez se cumpriu o velho ditado, por outras palavras, "tantas vezes o burro foi á fonte que um dia lá ficou " Na manhã da captura reparámos que o animal tinha dois pequenos chifres, e a malta gozava..! oh nosso Cabo, tem dois chifres, o quê, que conversa é essa...!!! O burro tem dois chifres nosso Cabo..! há, assim já estou a entender...!!
Adeus até ao meu regresso

domingo, 9 de agosto de 2009

Rede de Telefone fixo em Lumbala Nguimbo

Lumbala Nguimbo contará em Setembro com rede telefónica da Angola-Telecom

A Angola Telecom vai inaugurar, em Setembro, no município dos Bundas (Lumbala-Nguimbo), uma rede de telefónica fixa, anunciou hoje, domingo, a administradora municipal adjunta, Maria Filomena Aires.

Falando à Angop, Maria Aires enalteceu o empenho da direcção da Angola-Telecom em garantir o direito à comunicação à população da região, que dista a 356 quilómetros do Luena.

Afirmou que a inauguração do sistema de telefónica fixa é um dos ganhos da paz que o país vive há sete anos e que vai facilitar a vida dos munícipes e de seus familiares.

Maria Laurinda, de 30 anos de idade, funcionária pública, elogiou o Governo pela expansão dos meios de comunicação em benefício da população e fez votos que outros serviços públicos sejam instalados no município.

Para ela, o projecto é um passo rumo ao desenvolvimento do município e do país em geral, e espera que seja extensivo a todo território nacional.

No Moxico, o sistema da rede de telefonia fixa da operadora nacional "Angola-Telecom" já funciona nas sedes municipais de Kamanongue, Cameia, Luau e Luchazes, para além capital da província, a cidade do Luena.

noticia AngolaPress

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Parques de Campismo...!!!

Estes são os buracos a que empíricamente chamava-mos destacamentos, mas não deixavam de ter um certo conforto, tínhamos manga, cama e um tecto e geralmente tínhamos sempre linhas de água nas imediações...!!!

Do álbum do Manuel Parreira
Destacamento em plena mata, entre o Luati e o Mucoio na picada entre G. Coutinho e Ninda

Do álbum de Eduardo de Barros
Destacamento na margem do rio Luce entre G. Coutinho e Ninda

Do álbum de Bernardino Careca
Destacamento na comuna do Lutembo entre Luvuei e G. Coutinho

Do álbum de Eduardo de Barros
Destacamento da latriteira na margem do rio Lufuta entre Lutembo e G. Coutinho

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Imagens D`Outrora

Do àlbum de Serafim Gonçalves


Na imagem o Gonçalves de "Racal" ás costas, o saudoso Francisco Saramago, Gilberto, Parreira e Simões do 3º grupo numa op de protecção.

Na imagem ??, Matos, Arlindo da Moeda, Lopes Gonçalves, Eliseu, Pereirinha, Esteves e Parreirinha, em baixo sentados o Serafim Gonçalves e ??, á volta da lareira numa manhã fria na época do cacimbo.

Na imagem em primeiro plano o Liberto Horta Rodrigues, Serafim Gonçalves, Francisco Saramago e Matos na companhia da rapaziada da Ccs do Bcav. 3862 em cima dos burrinhos de mato em Gago Coutinho

terça-feira, 28 de julho de 2009

A Malta vai "Ressuscitando"


José Barraca e César Castro
Há dias falava com o Vítor Melo pelo telefone acerca da vinda do Arlindo Sousa a Portugal, e também de alguns colegas que nunca estiveram presentes nos convívios anuais, dizia o Melo que o César Soares de Castro do 1º pelotão morava em S. Maria de Lamas, eu sabia que ele tinha jogado futebol nas camadas jovens do União de Lamas, aguçou-me a vontade de o procurar, uma busca na net á junta de freguesia de Lamas, um contacto, um mail para o Sr. Presidente, e uns dias mais tarde uma resposta do Sr. Secretário da Junta, primeiro através do telef. e depois por mail, o Sr. Castro mora aqui na freguesia na rua tal e tal, um telefonema, uma grande surpresa para ele como é óbvio, faz parte do Rancho Folclórico de S. Paio de Oleiros, meia hora ao telefone, e mais uma dica sobre outro colega que julga, fazer parte dos Bombeiros de Crestuma, o José Moreira Barraca do 3º pelotão, mais uma pesquisa, mais um contacto, mais um telefonema, mais uma boa noticia deste nosso camarada, já está reformado da C.M. de Gaia à uns anitos, ficou também ele espantado, não faziam ideia de que a rapaziada da Cart3514 se encontrava regularmente em convívios, pois nunca ninguém os havia convidado, aliás o Barraca foi peremptório a perguntar onde era este ano o convívio, conversa puxa palavra, quando ele me diz conhecer o paradeiro do Manuel das Neves Tavares (Rádio Telegrafista), prometeu procurá-lo para lhe dar noticias e pedir o contacto, vai ser duro e dificil encontrar toda a gente, mas isto é como a bola de neve, uns arrastarão outros, pois há sempre alguém que conhece outro alguém, vamos com calma que está a dar frutos.
Na hora da despedida expressaram a vontade e o desejo de estarem presentes no próximo convivio, e um grande abraço a todos os antigos camaradas de armas que com eles conviveram no leste de Angola
Adeus até ao meu regresso..!!

terça-feira, 7 de julho de 2009

Recordações D´Outrora

De Octávio Botelho
Aqui estou de novo, com uma imagem captada nos já distantes anos de 73 – 74, na Sede da Cart 3514, no acampamento do Nengo, em data que já não recordo!... Tendo ir vasculhar as minhas recordações guardadas não em Álbuns, mas em gavetas, pois neste clima em que vivo, as fotos se conservam melhor assim e as que se guardam em álbuns, estragam-se muito rapidamente e ficam irreconhecíveis.
Apesar da idade da foto, são perfeitamente reconhecíveis os elementos que a compõem e assim, aqui vão as suas identificações: Na fila superior: Vicêncio Carreira, Liberto e (meio escondido) o César Correia...Na segunda fila: Alf.Rodrigues, Fur.Medeiros, Fur.Diogo, Fur. Raul de Sousa e eu…Na terceira fila: Fur. Parreira, Fur. Cardoso da Silva e Fur.Duarte.
Ao olhar para esta fotografia e tendo bem presente o recente encontro que tivemos na Quinta da Provença, próximo de Alenquer, no nosso convívio deste ano, verifiquei os efeitos deste período de tempo , de 36 anos, e ao quanto nos mudou, a todos, sem excepção e, dessa verificação nasce uma natural nostalgia, não da situação vivida nessa distante época, mas sim da nossa idade, da convivência quase familiar que havia e da nossa saúde que, naquele tempo, nem pensávamos e sonhávamos que teria a panorâmica que hoje, a todos, de um modo ou de outro, se nos apresenta inexorável!...
Mas que há a fazer contra esses nefastos efeitos do tempo que sobre nós passou?... E eu respondo: Nada, meus caros camaradas!...Só temos que ir levando a nossa vida o melhor possível, sem nos preocuparmos muito com contrariedades que, certamente nos surgirão e seguindo em frente para o dia seguinte que será sempre melhor que o dia de ontem e o dia de hoje!...
Até, pensando bem, seria bom ir até projectando e programando o convívio previsto para o próximo ano, pois que, meus caros amigos, para mim, que sou um bocado mais velho que vós, já aprendi que devemos aproveitar ao máximo o tempo de vida que nos resta, da melhor maneira possível, enquanto nos for possível!...
E, com toda a franqueza vos digo que, só por total impossibilidade, faltarei ao convívio do próximo ano que, espero, o nosso camarada Carvalho organizará com a maestria que lhe é reconhecida!...
Entretanto , enquanto se espera por isso, vou, periodicamente, revolvendo a minha gaveta com fotos e revendo e relembrando muitos episódios e personagens de ocorrências passadas há muitos anos(quase uma vida, ou para alguns, uma vida!) que assim, continuam vivas e actuais, como se fossem acontecidas há muito pouco tempo, quase diria, sem exagerar, ontem!...
Sim é claro que é pura fantasia!(sejamos realistas)!...Mas acreditem, pois é uma verdade: A fantasia ajuda-nos, em muito, a ultrapassar os contratempos que a vida nos coloca debaixo dos pés, para nos fazer cair e tropeçar e isso devemos evitar o mais possível e a todo o custo!...
Este já vai longo e a sua extensão só se justifica pela minha já longa ausência do Blogue da CArt 3514 e destas lides literárias!...
Termino enviando cordiais saudações a todos os elementos da CArt 3514, aos eventuais visitantes deste Blogue e um abraço para os restantes colaboradores.
Octávio Botelho

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Imagens D´Outrora

Do àlbum de Bernardino Candeias Careca


Nesta como em quase todas as imagens ligadas ao futebol da época em Gago Coutinho o Careca era sempre o dono da bola, como aqui frente á equipa da CCS do BCav.3862, mas o inédito desta foto é a Igreja da Vila regida pela Missão de S. Bonifácio, situada em cima á esquerda, que a maioria de nós sabia da sua existência pois ao Domingo era local de culto para uns e de devoção para outros que apenas participavam no Santo Sacrifício da Saída, decerto que hoje a tantos anos de distãncia, não se recordariam da forma nem da sua localização aqui patente neste retrato.


Na colina do Nengo á três decadas já se jogava futebol de praia e vóleibol, só faltava o mar, mas o rio não era muito longe, o areal ficava situado á esquerda da picada na entrada do destacamento, em cima á esquerda era o paiol, local onde o pessoal está empoleirado a ver a futebolada
Um abraço

Decerto ninguém se lembrava desta imagem do átrio do Comando em Luanguinga construído pela Ccaç.3770, com uma mensagem de louvor do seu Cmdt aos soldados que a edificaram, inscrita num painel, com a seguinte citação:
"E depois desta, outras obras se farão, por outros homens que fechando os olhos á cor da pele, construirão essas casas e viverão em comunidade segundo as leis que eles próprios criaram, e o que dantes era nada, depois de ser alguma coisa, tem possibilidade de ser tudo e podes estar certo soldado de que esses homens jamais esquecerão que foste tu o verdadeiro agente desta obra, quando humildemente assentaste a primeira pedra dos alicerces desta casa. O Cmdt da C.caç 3370"

Imagens D´Outrora

Do álbum de António Manuel Parreira



Na imagem em amena cavaqueira o Dias Monteiro, Parreira, Mauricio Ribeiro e Raul de Sousa

Na imagem em baixo: Costa e Silva, Ermandino Nunes, Lagarto, Pereirinha, Cardoso da Silva, Aguiar, Ribeiro, Serafim Gonçalves, Vieira e Zé Abreu. Em cima: Simões, ?, ?, ?, Esteves, Parreira, Gilberto Nunes, Gonçalves, Arlindo da Moeda e Barraca. Quem souber os nomes dos camaradas de Cabo Verde, faça favor de dizer é um desafio que lanço aos seus camaradas do 3º grupo, e o local onde foi captada, fico á espera...!!
No último encontro em Maio recebi do Manuel Parreira umas dezenas de fotos em suporte digital e trouxe os álbuns do Bernardino Careca e do Serafim Gonçalves para digitalizar e reparar algumas fotos, pois com o tempo vão se detiorando, estão prontos e acabados com muitas imagens inéditas que vão começar a ser publicadas.
um abraço

Destacamento do 3º Grupo junto á ponte do rio Nengo no meio dos eucaliptos, com o Parreira e o Zé Abreu atravessando a estreita estrutura de madeira onde mal cabia o rodado das nossas berlliets, sinceramente não me recordava de aqui ter havido um acampamento nestas condições sem protecção de ordem alguma.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Comuna do Lutembo


29.06.2009
A directora provincial da Família e Promoção da Mulher no Moxico, Glória Ernesto Masseca, encorajou ontem (segunda-feira) as mulheres da cooperativa agrícola “Kukuava”, na comuna de Lutembo, município do Bundas, a engajarem-se nas actividades de combate à fome e pobreza.
A cooperativa existe há dois anos e é constituída por 30 mulheres, na sua maioria regressadas da vizinha República da Zâmbia, que se dedicam ao cultivo de milho, mandioca e outros produtos agrícolas.
Durante dois dias em visita de trabalho ao município dos Bundas (356 quilómetros do Luena), Glória Masseca realizou um ciclo de palestras sobre a “Violência doméstica” em que foram abordados temas como “Competências familiares”, “Fuga à paternidade” e o “Resgate dos valores morais e cívicos”.
As palestras tiveram como alvos as autoridades tradicionais, entidades religiosas, funcionários públicos, mulheres, jovens em geral e militares.
Ainda durante a sua estada na circunscrição, visitou a maternidade municipal onde entregou bens industriais e alimentares às mães de três bebés que nasceram esta semana naquela unidade hospitalar.
noticia AngolaPress

sexta-feira, 26 de junho de 2009

O Arlindo prometera...!!

Antes do jantar brindando com um tchim-tchim esta nossa longa amizade
O Arlindo prometera uma visita na primeira oportunidade que surgisse na viagem Angola, Lisboa, Estados Unidos (Fresno), cheguei a ter algumas dúvidas em poder encontrá-lo, pois os escassos dois dias e algumas horas em Portugal, com uma agenda muito sobre-carregada, com assuntos e burocracias a resolver, deixou-lhe pouco tempo para os que com ele tentaram confraternizar. No dia da chegada, após me ter telefonado depois da saída do aeroporto de Lisboa, uma surpresa, com uma série de chamadas do Medeiros, Soares, Parreira e do Melo.
Tínhamos combinado almoçar na terça-feira no Entroncamento, aproveitando a deslocação para Aveiro onde passou dois dias em casa de Amigos, não foi possível, jantámos na quarta-feira aquando do regresso a Lisboa, nessa manhã foi visitado pelo António Duarte e o Vítor Melo, sempre a correr, como ele disse não dava para mais, mas na próxima vai meter ceia e serão a convite do Duarte, na Anadia. Nas duas horas do repasto contou o seu percurso desde a desmobilização em 74, a sua vida na Gabela, a partida para a América depois da confusão em Angola, uma experiência na Argélia e agora de novo em Angola na cidade do Uíge antiga Carmona, com uma Agro-Pecuária em parceria com sócios Angolanos, mas com a sua família e a sua vida devidamente estabilizada nos EUA.
Na hora da partida um abraço para todos os camaradas da Cart3514, e o desejo de estar em Fátima, no nosso próximo encontro.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Lumbala Nguimbo

Projectos Sociais para os Bundas
O administrador municipal dos Bundas, Júlio Augusto Kuando, apontou hoje (segunda-feira), 17 projectos sociais como prioridades para este ano, no âmbito do fundo da gestão local, com realce para educação, saúde, serviços comunitários, apoio constitucional e á criança. Em declarações à Angop, adiantou ter sido aprovada a construção de uma escola com seis salas de aulas, na sede municipal (Lumbala-Nguimbo), e uma residência para os professores. No sector da saúde serão construídos dois postos médicos em duas povoações, para encurtar as distâncias das populações que procuram serviços sanitários.
A construção de três jardins e um parque infantil, em comprimento dos 11 compromissos do governo com a criança, são outras prioridades da administração municipal do Bundas.
No quadro do programa do Ministério da Juventude e Desportos, denominado “Angola Jovem” está em construção, no Lumbala-Nguimbo, um bairro social com 40 casas e um centro comunitário para a juventude.
As obras vão mudar a imagem da vila situada 356 quilómetros a sul do Luena, além de minimizar a carência habitacional que os jovens enfrentam disse Júlio Augusto Kuando. O centro comunitário, apesar de ter pequenas dimensões, terá funções semelhantes às da Casa da Juventude. noticia AngolaPress

domingo, 14 de junho de 2009

Reecontro com o Vicêncio Carreira

Colina do Nengo 1973 - Na imagem César Correia, Simplicio Caetano, António Escaleira e Rego Correia, em cima o Fernando Carreira numa divertida brincadeira com o nosso antigo cozinheiro. Foto do álbum de César Correia

Há dias assim e ontem sábado foi um deles, aproveitando o dia de sol fui de abalada até S. Martinho do Porto na mira de um bom mergulho e um pouco de sol para curtir o bronze, mas não usufrui desse prazer, para lá da Serra D´Aires o tempo estava nublado e na costa até fazia vento, ainda resisti algumas horas na praia, mas a meio da tarde desisti, subi a serra do Mango, sobranceira á orla marítima, apreciando a sempre bonita paisagem da praia do Salgado e os amantes do Parapente e Asa Delta nos seus longos voos ao largo da vila piscatória da Nazaré. De regresso resolvi passar por Famalicão da Nazaré, aldeia onde morava o Fernando Vicêncio Carreira, era dos camaradas mais velhos da companhia, tomava conta da messe e do bar no Destacamento do Nengo e tinha uma mãozinha especial para os petiscos, era do recrutamento de 1965, mas quando resolveu deixar a faina do bacalhau, foi logo pescado pela tropa, motivo pela qual foi incorporado tão tarde...! Após o regresso á vida civil, esteve novamente embarcado alguns anos na Soponata, emigrando posteriormente para o Canadá, onde reside á muitos anos. Um impulso, levou-me a procurar a um vizinho da terra se o conhecia, resposta imediata, o Fernando chegou ontem para passar férias, está ai em casa. Não me reconheceu imediatamente, mas depois daquele abraço, as perguntas em catadupa, o que é feito do pessoal, citando alguns com recordações e factos, se nos encontrávamos regularmente, enfim um desfiar de questões e muita curiosidade sobre todos nós, troca de contactos, muita vontade de ver o conteúdo do nosso blog, as fotos as histórias, os convívios, dizia-me que muitas vezes ao ver na RTP/Int. em rodapé anúncios de encontros anuais de outros camaradas se emocionava e lembrava muito do nosso passado no leste de Angola. Assim que a minha Filha chegar vou lhe pedir para abrir a Internet para ver se ainda reconheço a rapaziada, devem estar como eu, ou para lá caminham...! Na hora da despedida a vontade implícita de para o ano vir de férias em Setembro afim de rever amigos e celebrar connosco o 36º aniversário da passagem á peluda. Um abraço a todos do Fernando Carreira

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Lumbala Nguimbo

07.06.2009
Governo investe mais de um bilião de kwanzas em projectos sociais
Municipio dos Bundas - Mais de um bilião de Kzs foram disponíveis para a implementação de novos projectos sociais este ano e a conclusão dos que iniciaram em 2008, na província do Moxico, disse sábado o director do Gabinete de Estudos e Planeamento (GEP) do governo local, Baptista Paulino.
Consta dos projectos a construção e reabilitação de escolas, dos sistemas de captação e distribuição de água e energia eléctrica em algumas sedes municipais e comunais, de casas mortuárias e a conclusão do complexo do Instituto Superior Politécnico.
Baptista Paulino, que balanceava a digressão que o governador do Moxico, João Ernesto dos Santos "Liberdade", efectuou quarta-feira às comunas do Lucusse (município-sede), Luvuei, Lutembo e a sede municipal dos Bundas (Lumbala-Nguimbo), disse haver atrasos na conclusão de algumas acções.
O responsável explicou que alguns empreiteiros encontram constrangimentos na aplicação da suas tarefas, por causa das longas distâncias que separam as fontes de aquisição de materiais de construção e os locais de implementação dos projectos.
O estado de degradação das vias de acesso é uma outra dificuldade, por isso, far-se-á o reajustamento de certos projectos para corresponderem com a realidade local.
Na vila do Lumbala-Nguimbo, 356 quilómetros a sul do Luena, estão em construção desde o ano passado 40 casas sociais para a juventude, no âmbito do projecto "Angola Jovem", das quais, apenas 12 estão erguidas e destas, duas na fase conclusiva.
Na mesma circunscrição está em curso a construção de um centro comunitário para a juventude, no quadro do mesmo projecto, que concluído proporcionará formação básica aos jovens locais e momentos de lazer.
O governador provincial deixa neste domingo, a sede municipal dos Bundas em direcção aos municípios do Alto-Zambeze e Luau para avaliar o grau de execução e os efeitos positivos dos programas sociais.
noticia AngolaPress