o0o A Companhia de Artilharia 3514 voou para Angola no dia 2 de Abril de 1972 (Domingo de Páscoa) num Boeing 707 dos Tams e regressou no dia 23 de Julho de 1974, após 842 dias na ZML de Angola, no subsector de Gago Coutinho, Provincia do Moxico o0o Rendemos a CCAÇ.3370 em Luanguinga em 11 de Abril de 1972 e fomos rendidos pela CCAÇ.4246 na Colina do Nengo em Junho de 1974. Estivemos adidos ao BCav3862 e depois ao BArt6320 oOo O Efectivo da Companhia era composto por 172 Homens «125 Continentais, 43 Cabo-Verdianos e 4 Açorianos» oOo

domingo, 12 de junho de 2011

Falta ao Convívio/CArt 3514-2011

Angola 1966
Caros Amigos e Camaradas:
Após um prolongado período de silêncio e ausência da minha parte nestas andanças literárias, eis que aqui estou de novo de regresso ao nosso Blogue por, embora não sendo necessário justificar a minha falta, eu achar que vos devo uma explicação pela minha não comparência ao convívio da Cart 3514, que este ano se realizou sob a direcção do nosso camarada Dinis, na terra da sua naturalidade, Arganil, coadjuvado pelos camaradas Oliveira, passado dia 28 do mês findo. Sucedeu que, precisamente nesse dia, foi realizado no Restaurante Pastilha & Filhas, em Reguengos do Fetal, Batalha, um convívio para qual já há 44 anos andava a ser “puxado”, sem que, por diversas razões de força maior, me tivesse sido possível aderir e que se tratava de um evento que envolvia os meus camaradas que me acompanharam na minha primeira comissão de serviço a Angola, integrado na CArt 785/BArt 786-RAP-2, nos anos de 1965-67. Poder-se-á acrescentar que foram eles os primeiros a convidar-me para este convívio e foram eles que ganharam o concurso da minha presença. Por outro lado haveria também a impossibilidade de estar em dois lugares ao mesmo tempo e, por isso, optei pelos mais antigos e em lista de espera há mais tempo. Pela minha falta ao vosso convívio, apresento as minhas desculpas. Embora fora do contexto deste Blogue, mas com opinião favorável do Blogmaster, que achou não haver inconveniente em tal, vou anexar a este post uma imagem referente à minha primeira Comissão e que me representa quando eu tinha os meus 29 anos de idade (já lá vão 45 longos anos) e muito boa saúde!...Para o próximo convívio da Cart 3514, em Évora, como é meu hábito, não faço promessas que é para não faltar. A seu tempo e conforme for decorrendo a minha saúde e disposição para sair do aconchego da minha casa, direi algo ao organizador do evento e ver também se consigo, antecipadamente, alguém que me dê uma boleia da portagem da Ponte 25 de Abril até ao Alentejo. Entretanto, hei-de ir aparecendo de vez em quando por este espaço, para ir dando algumas notícias. Quero ainda dizer que, apesar de ter perdido este ano, com bastante pesar meu, o convívio dos Panteras Negras, gostei muito de ter tido a oportunidade de encontrar-me com os meus camaradas mais velhos, que já não via, a maioria deles, há uns 44 longos anos. Não quero alongar-me mais neste post e, por isso, vou terminar enviando cordiais saudações para o Blogmaster, restantes colaboradores, Panteras Negras e familiares e ainda aos eventuais visitantes deste Blogue, onde quer que se encontrem. Até uma próxima oportunidade, que espero seja em breve.
Para todos um abraço do camarada e Amigo, Botelho.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Noticias de Lumbala Nguimbo

Toponímia
-Moxico-
 Pelo menos 30 jovens do município do Lumbala Nguimbo, a sul da cidade do Luena, província do Moxico, receberam as suas casas no sábado, entregues pelo ministro da Juventude e Desportos, Gonçalves Muandumba. A par das casas, que foram erguidas no prazo de dois anos, o titular da pasta da Juventude procedeu à inauguração de um centro comunitário juvenil, um projecto enquadrado no programa “Angola Jovem”. Este centro, que comporta salas de informática, de aconselhamento e de conferência, biblioteca, anfiteatro, estúdio fotográfico, zona administrativa, salão de beleza, cozinha e quartos de banho, está orçado em 350 mil dólares. O ministro disse que as residências entregues aos jovens têm por objectivo diminuir as dificuldades habitacionais por que têm passado nos últimos tempos. Estas acções juntam-se aos esforços para resolver os problemas ligados ao desemprego, fome e pobreza. De acordo com o ministro, a implementação destes vários programas têm igualmente como objectivo o rápido desenvolvimento das comunidades, daí as acções de fomento à agricultura, concessão de créditos e financiamentos de projectos juvenis. Gonçalves Muandumba mostrou-se satisfeito com o empenho do governo provincial no desenvolvimento do município, que apresenta uma nova imagem, com a construção de várias infra-estruturas de impacto social, deixando para atrás os escombros da guerra. Após estas inaugurações, o ministro da Juventude e Desportos procedeu à entrega de uma ambulância ao Hospital Municipal dos Bundas, que vai ajudar a diminuir as carências que a unidade enfrentava em termos de transporte de pacientes em estado grave e outros.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Arganil 2011

A Cart 3514 conviveu no passado fim de semana em Arganil, vila e sede de concelho, encravada na Serra do Açor, numa região de grande beleza, muito fértil em vegetação e cursos de água.
Área com vestígios dos povos primitivos e da ocupação romana, como atestam a Necrópole dos Moinhos de Vento e o Acampamento Militar Romano da Lomba do Canho.
A Vila é dona de um invejável Património, destacando-se no Centro Histórico a Capela de São Pedro, a Igreja da Misericórdia, a Capela do Senhor da Agonia, ou o Pelourinho da Vila.
Na periferia, o Santuário de Nossa Senhora do Monte Alto datado do século XVI, situado a 500 metros de altitude,  na zona 
serrana do municipio, as aldeias tradicionais, plantadas nas encostas das serranias e vales da região, como Vila Cova de Alva, Benfeita e na rede “Aldeias de Xisto” Coja, Malhada Chã, Barriosa e Piódão, uma das mais bonita do País.
Este ano o convívio organizado pelos camaradas Victor Dinis, Manuel António Oliveira e Fernando Oliveira, na sua linda região, que nos receberam com a tradicional hospitalidade beirã, o ponto de encontro estava marcado para o parque municipal, depois no Monumento aos Combatentes, uma pequena cerimónia, com a deposição duma coroa de flores e um minuto de silêncio em memória dos nossos camaradas falecidos e aos que tombaram em nome da Pátria. 
Arganil 28 Maio 2011 - 1ª Alves Ribeiro, Santos Oliveira, Raul de Sousa, Paulo Ribeiro, Pereirinha, Matos, Ermendino Nunes, Parreirinha, Carvalho e António Duarte. 2ª César Correia, Ruivo, Costa e Silva, M. António Oliveira, Dinis, Eduardo Barros, Fonseca Marques, Carrusca, Ferreira da Silva, Dias Monteiro, Lopes Oliveira (Milo), Parreira, Pereira Rego, Gaspar, Neves Tavares, F. Pereira de Oliveira, A. Jacinto Carocinho (Beja), Mauricio Ribeiro, Serafim Gonçalves, Victor Melo, Augusto Pires, C. Porfirio Gonçalves e M. José Oliveira
Uma passagem na sede da Liga dos Combatentes e depois a peregrinação serra acima a caminho do Monte Alto para uma visita ao Santuário e ao miradouro, finalmente deslocamo-nos para o Restaurante, encastoado no meio ambiente, com uma vista magnifica da envolvente, no jardim circundante atapetado de relva, foi-nos servido um buffet de salgadinhos, rissóis, croquetes, enchidos vários, presunto, queijos e grelhados degustados com fresquíssimos brancos e verdes, depois das fotos de família um excelente almoço na acolhedora sala de jantar do complexo com musica do folclore local ao vivo, sobressaindo na ementa como prato principal a famosa chanfana, um saboroso pitéu beirão acompanhado dum encorpado tinto regional, depois, doces, cafés, digestivos em bar aberto, as histórias, as memórias, o companheirismo, as mensagens dos que não puderam estar presentes, os discursos, o bolo o champanhe, o Hino da Cart, o abraço apertado e o até para o ano em Évora.
Adeus até ao meu regresso

terça-feira, 24 de maio de 2011

“Nunca Digas Nunca”

Há dias o João num artigo aqui publicado, constatava que as visitas ao blog  o deixavam virado do avesso, pelo voto de silêncio a que se tinha remetido, de não escrever uma linha que fosse, sobre o passado em África, mas a vontade e a nostalgia de partilhar factos e memórias dos nossos vinte anos, foram mais fortes e apelativos, cedendo a narrativa de algumas “estórias” do nosso quotidiano lá no município dos Bundas, evocando para a quebra da promessa, o velho ditado popular “nunca digas nunca”  que nós aplaudimos com veemência na esperança de aqui comungarmos de outras passagens gloriosas que sabemos existir no baú das tuas memórias.
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Parreira e Duarte, dois candidatos...!!!
 Sobre o deflector milagroso, nada a dizer, não me lembro, mas também não me é estranho, nunca dei um tiro sentado no patim dum zingarelho, se calhar por nunca me terem desafiado, tenho a certeza do que asseveras, quando dizes que foste de longe o homem que mais caçou lá nas alturas, com o argumento de que a escolha se devia aquela, mas não só, prodigiosa invenção belicista de protecção da tinta e dos cromados da aeronave. Não eras o melhor atirador conforme confessas mas tinhas outros atributos, que disfarçavam o chumbo do arco cego
Os pilotos que iniciaram este intercâmbio nos fins de 72, se não estou errado foram o Coutinho e o Ribeiro da Silva, que decerto conheceste e fizeste amizade quando estiveste colocado no Batalhão e dai o normal convite  para os acompanhares a caçar, bastava uma simples mensagem para o posto de transmissões na Colina do Nengo.
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Dias Monteiro um candidato...!!
A maioria das vezes acontecia quando algum helicóptero fazia ou simulava testes de voo, depois das operações de manutenção, não era fácil levantar  sem autorização do Cmdt do sector, mas os “Pilavs” arriscavam uma rapidinha ao Nengo acompanhados dos mecânicos que normalmente ficavam em terra para dar boleia ao atirador e à caça abatida, faziam uma ou duas sortidas de dez minutos na envolvente das chanas e raramente chegavam vazios. De realçar a disponibilidade e camaradagem que sempre existiu com o pessoal do bivaque, que testemunham as muitas reuniões gastronómicas no hangar da AM44,  em que participamos ao longo da nossa estadia nas terras do fim do mundo.
Adeus até ao meu regresso

sábado, 21 de maio de 2011

Recordações D´Outrora

Destacamento do Lufuta, Maio 1972 - Missa dominical

Gago Coutinho 1972 - Aguiar, Careca, Zé Abreu e Guerra

Latriteira do Mussuma 1972 - César Correia, Ruivo, Vilaça e Resende

Colina do Nengo 1973 - Carrusca Pimenta e Gonçalves

Colina do Nengo 1973 - Beringel, Dinis, Pereira Rego, Carrusca, ??, Serafim Gonçalves e Zé Abreu jogando póker de dados

Rio Mucoio 1973 - Melo, Coutinho, Lourenço do Carmo,  Libãneo, Arlindo Barros e Augusto Silva  
A oito dias de mais um encontro convivio a realizar em Arganil, organizado pelo Dinis pelo Fernando Oliveira e pelo Manel António, que este ano nos vão receber na sua bonita Cidade, esperamos rever amigos reencontrar novas caras, uma casa cheia e que tudo corra de acordo com as espectativas.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Noticias de Lumbala Nguimbo

Os jovens da sede municipal dos Bundas (Lumbala-Nguimbo), província do Moxico, vão ganhar um Centro comunitário, a ser inaugurado esta sexta-feira, pelo ministro da Juventude e Desportos, Gonçalves Muandumba. Para o efeito, o titular da pasta é esperado nessa sexta-feira na cidade do Luena, para depois se deslocar àquela vila que dista a 356 quilómetros da cidade do Luena, onde já se encontra desde hoje, o governador provincial, João Ernesto dos Santos "Liberdade". Ainda no Lumbala-Nguimbo, Gonçalves Muandumba irá visitar o bairro social da juventude em construção desde 2009 e comporta 40 casas, das quais 12 já concluídas, para além de manter um encontro de cortesia com o rei Mwe Mbando III. O Centro Comunitário do Lumbala-Nguimbo vai proporcionar aos jovens a formação profissional em áreas de corte e costura, culinária, decoração, informática, para além de áreas de lazer. 

quinta-feira, 5 de maio de 2011

O Deflector

João Medeiros, 5 Maio 2011
De João Medeiros
Conforme vou visitando o blog, cada vez fico com mais nostalgia e com a vontade de partilhar algumas coisas que me vêem á lembrança, mas tantas delas já foram lembradas por vós e de maneira tão real que fico virado ao avesso. Digo virado ao avesso pois tinha prometido a mim mesmo que nunca iria escrever alguma coisa sobre o meu passado na tropa, principalmente em África, mas mais uma vez na minha vida se vai cumprir o velho ditado (nunca digas nunca). Vamos ver se alguém se lembra? O deflector era um acessório da espingarda G3 (Não Oficial) que servia para encaminhar as cápsulas das balas para baixo em direcção ao chão depois do tiro no momento da ejecção das mesmas, quando fazíamos tiro de instrução na carreira do tiro, para não magoarmos o parceiro do lado, pois já bastava ficarmos com a maçã do rosto e o ombro magoado.
Portanto o deflector deve ter sido inventado por um artista qualquer Português pois os que eu conheci eram rudimentares (peça artesanal). Que eu me lembro devo ter sido o homem da nossa companhia que mais vezes foi á caça de helicóptero, foram tantas que perdi a conta e sabem vocês porquê?
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Deflector milagroso da G3
Não porque fosse o melhor atirador da companhia, pois tínhamos alguns bastante bons, mas por causa da peça milagrosa. “O deflector.” Pois a mesma protegia o helicóptero quando se fazia tiro em voo, evitando que as cápsulas das balas ao serem ejectadas, não fossem para cima, batendo no hélice ou na cabine.
Fiz duas destas peças com chapa de bidão, em tempos diferentes pois eram muito trabalhosas (não havia aparelhos de soldar ou outras ferramentas que facilitassem o trabalho). Qualquer uma delas levou sumiço. Quem foi não sei. A não ser que algum de vocês tenha passado a caçar mais de helicóptero do que eu. um abraço.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Três Amigos, Três Vizinhos

De José Ramalhosa
Elizabeth, NJ - EUA
Nasci na pequena Freguesia de Lanhelas, Concelho de Caminha, no meu ano fomos à inspecção uns 15 mancebos, ficamos todos apurados para o serviço militar, no norte, e na minha zona em particular, depois do apuramento metade dos "sorteados" davam o salto, emigravam clandestinamente para o estrangeiro, principalmente para França, apenas cinco ou seis se apresentaram nesse ano nas unidades, para cumprirem o serviço militar. Depois da recruta e da especialidade, mais uns meses aqui, outros acolá, embarcamos todos para o ultramar. Quando fui a Gago Coutinho pela primeira vez, encontrei o meu grande amigo e conterrâneo furriel Hipólito Lages (já falecido) que pertencia ao Bcav 3862, não recordo a companhia
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Gago Coutinho 1972 - Neves Tavares, José Ramalhosa, Amorim dos Santos, Fonseca Marques, Salgado Correia, João Medeiros e António Duarte
 Algum tempo depois fui informado por camaradas do meu grupo que tinham encontrado na vila um furriel meu conterrâneo, que andava à minha proucura, não o sabiam identificar pelo nome, mas que pertencia à Ccav 3517 sedeada no Luvuéi, que nos tinham  rendido no Lutembo, e agora estava destacado no Luanguinga.
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R.I.5, Caldas da Rainha 1971 - Ramalhosa e Fernandes, acampados na serra do Bouro na semana de campo
Alguns dias depois juntei um grupo de voluntários e fui ao encontro de mais um grande amigo o furriel Fernandes, depois de um grande abraço, disse, “Zé ainda dizem que Angola é grande”, realmente foi uma grande casualidade, encontrar nas terras do fim do mundo, num raio de 100 kms 3 amigos e vizinhos.
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Rio Luce 1973 - Leal Santos, Palma Rodrigues,  Francisco Alves, Resende, João Brás, José Ramalhosa, Vilaça e Barata das Neves com um búfalo e o TSF
 Fiz a recruta no R.I.5 em C. da Rainha com o Fernandes na mesma Companhia, seguimos especialidades e caminhos diferentes, mas acabámos ombro a ombro no mesmo sector operacional e na mesma guerra no Leste de Angola.
Um abraço a todos
José Ramalhosa

sábado, 30 de abril de 2011

Ecos de Angola

Gago Coutinho 1972
Camaradas e Amigos:
Eis-me aqui, uma vez mais, dando sinal de vida e, ao mesmo tempo, a relembrar algum episódio rotineiro da nossa história enquanto estivemos em missão de serviço na ex-colónia de Angola!... Sim, a verdade é que para mim, o meu serviço era uma verdadeira rotina pois era muito diferente do vosso, que era de uma área muito diversa e mais movimentada e arriscada, o que não quer dizer que a minha missão não comportasse riscos. É um facto incontroverso e assente e até há uma frase feita, muito conhecida que diz que “onde está o homem, está o risco” e que, na realidade era, é e sempre será incontestável. Mas, todo este palavreado vem a propósito de vos apresentar um documento fotográfico inédito no Álbum da CArt 3514 e onde, apesar da verdade acima explícita de que o risco acompanha o homem, a nossa juventude, (tinha 35 anos naquela data – estávamos em 1972), inconsciência e imprudência levava-nos a fazer excursões turísticas na periferia de Gago Coutinho, na altura, sede da CArt 3514, sem os mínimos cuidados de segurança!...Esta descontracção, faz-me lembrar o verso de Virgílio, poeta latino, que diz :”Audaces fortuna juvat” que servia de timbre à tropa especial dos “Comandos” e que, traduzido quer dizer “A sorte protege os audazes”!...Mas na verdade, para que serviria a ousadia sem a prudência?...Não haveria sorte que chegasse para tanto!...E ainda para aumentar o azar, nem eu nem os meus acompanhantes eram “Comandos” e parecia mesmo que o tal timbre era exclusivo deles e não se aplicava a mais minguém. Mas continuando e para localizar mais precisamente o sítio em que a foto foi captada, devo dizer que aquela barragem que está ao fundo, é o suporte da estrada que sai de Gago Coutinho para o rio Mussuma e oculta, no extremo direito da foto está uma ponte em ferro que liga as duas margens do primeiro rio que se encontrava quando se saía para o Mussuma, Nengo e Ninda e que está aos meus pés!... É claro que não fui só!...Os meus acompanhantes devem ter sido o Carrusca, o Pimenta, o Norte e o Elísio Soares, que evidentemente, estavam armados, assim como eu também!... Não quero alargar-me mais neste arrazoado e, por isso, vou terminar, enviando saudações cordiais para o Blogue-master, restantes colaboradores, toda a malta dos “Panteras Negras” e familiares e para os eventuais visitantes do Blogue, onde quer que se encontrem. Para todos vai um grande Abraço do Camarada e Amigo, Botelho

domingo, 24 de abril de 2011

Noticias de Lumbala Nguimbo

 Lumbala Nguimbo -
Várias infra-estruturas sociais, com realce para uma escola primária com capacidade para cinco mil alunos, foram reinauguradas, na vila de Lumbala-Nguimbo, município dos Bundas (Moxico), em acto presidido pelo governador provincial, João Ernesto dos Santos "Liberdade" que reinaugurou também a residência da administradora municipal adjunta, sistema de captação, tratamento e distribuição de água potável que vai beneficiar seis mil habitantes da vila de Lumbala-Nguimbo. O sistema de abastecimento de água, instalado em cinco meses pela empresa "Sarito Lda", está orçado em nove milhões de kwanzas, no quadro do programa municipal integrado de desenvolvimento rural e de combate à pobreza. O governador inaugurou ainda os centros emissão da Televisão Pública de Angola (TPA) e da Rádio Nacional de Angola (RNA), este último ainda por montar o equipamento, bem como uma casa para os médicos, orçada em 17 milhões de kwanzas. A comuna de Lutembo, a 67 quilómetros da vila de  Lumbala-Nguimbo, ganhou uma nova administração comunal que vai dignificar a actividade administrativa na localidade. Durante os dois de trabalho de campo no município dos Bundas, o governador provincial reuniu-se, em separado, com os membros conselho de administração local e autoridades tradicionais, para auscultar as suas preocupações e transmitir orientações necessárias
AngolaPress 

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Boas-Festas da Páscoa

Camaradas e Amigos:

Nesta data, não quero perder a oportunidade de apresentar ao Administrador e colaboradores deste Blogue, a toda a grande família "Panteras Negras/CArt 3514"e familiares, assim como a todos os eventuais visitantes do mesmo, os melhores desejos de uma Santa Páscoa, repleta de muita saúde, paz, amor e prosperidade.
Para todos vai um abraço do camarada e Amigo,
Botelho

sábado, 16 de abril de 2011

Uma Caixa de Recordações..!

S. Miguel 15 Abril 2011
De João Medeiros
Já tirei as dúvidas. Estando a minha filha a organizar a sua nova casa perguntou-me se eu não tinha uma caixa ou baú daqueles que os soldados traziam de África com as suas coisas, tal como uma que ela tem, herdada do Avô (Meu Pai) quando esteve na tropa em Lisboa que a minha mãe mandou arranjar para lhe oferecer, (Portugal continental naquela altura para nós, era tudo Lisboa, o meu Pai esteve aquartelado no R.A.C. em São Julião da Barra, com a especialidade de Artilheiro na guarnição da 9ª Bateria de Costa).

Baú do Avô Paterno
Eu disse-lhe que tive uma caixa destas e fui à procura nos arrumos lá em casa dos meus pais e encontrei-a, que recordações me vieram à ideia! Vocês imaginam?
Pois a caixa vermelha, com a cor natural do mogno, com as letras a branco desenhadas pelo Parreira e pintadas por mim, foi gentilmente construída pelo Francisco André Águas (Marceneiro na vida civil, Condutor na tropa, e agora Empresário, que voltas a vida dá).

Arca em mogno vinda de Angola com o espólio militar no porão do navio Timor 
 Bom, decidi arranjar a caixa e a mesma arranjada e recuperada não ia ficar em destaque como merecia, por isso optei por uma solução, para que fique sempre à vista e por certo será muito falada ao longo dos anos na geração dos meus filhos (netos não sei).
A sua madeira ficou incorporada num móvel estilo século XXI e assim a minha filha poderá dizer que as vistas e gavetas daquele móvel são a madeira da caixa, que trouxe o espólio militar do seu pai de terras de Angola.

Reutilização do mogno num móvel estilo século XXI
Com o pouco que restou da madeira, foi feita uma réplica mais pequena (guarda jóias) para o meu filho.
Apreciem e vejam o resultado nas fotos.

Miniatura da arca original com os adereços da época.


sexta-feira, 8 de abril de 2011

Ainda sobre os nossos cães

De José Ramalhosa
Elizabeth, NJ - EUA
Já li vários artigos sobre os cães que tivemos na companhia e nos destacamentos, como já aqui foram lembrados uma ou duas vezes, mas estão esquecidos, quando chegamos a Luanguinga havia também uma cadela chamada  Mariana de pelagem amarela que era irmã do Mucoi e do TSF raçados de "Leão da Rodésia", mais tarde no Nengo também existiu por lá uma cadela pequena cor castanha e parda, cauda curta que não lembro o nome, entre outros mais novos que apareceram posteriormente, no 1º e no 3º pelotão.
Duarte e Ramalhosa a dar banho ao cão "mussuma"
 Certo dia chegou ao 2º grupo um cão de poucas semanas, não recordo quem o ofereceu, nem quem o trouxe, sei apenas, que o criamos com muito carinho. Foi uma surpresa, cresceu bastante, era um cão de porte médio, pelagem castanho escuro com um colar branco, muito esperto e leal, muito meigo e amigo que foi baptizado de Mussuma;
O Morteiro e o kaskanovsky ainda cachorros


sábado, 2 de abril de 2011

Évora - RAL3 - Domingo de Páscoa de 1972

Faz hoje 39 Anos, comemorava-se o dia de Páscoa, e nós no RAL.3 em Évora numa cerimónia de partida para o cumprimento do dever...!! 
O Comandante da Cart.3514 a entregar o Estandarte ao 1º Sargento Botelho  
Já era dificil partir para a guerra num outro qualquer dia, mas no dia de Páscoa era impensavel, tinha de nos calhar na rifa, em tempo de guerra não se comemoravam festas, muito menos festas religiosas, tinha de ficar gravado na memória para o resto das nossas vidas, começou cedo aquele domingo com toda a pompa cerimonial em volta de mais uma partida para Angola, com todo o rigor que o acto encerrava, a formatura em parada, a entrega do estandarte, as graduações, os descursos, e a terminar o tradicional desfile de despedida com a fanfarra a marcar o passo na Praça do Geraldo em Évora, e depois o adeus até ao meu regresso.

2º Pelotão
Desfile a caminho da Praça do Geraldo com o José Ramalhosa no comando, Varela, Fogeiro, Ruivo, Neves, Ribeiro, Ricardo, Ribeirinho, Vilaça, Fonseca e por fim o António Carrilho
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3º Pelotão
Depois o 3º com  o Parreira no comando, precedido do Parreirinha, Saramago, Vieira e mais atrás o Cardoso da Silva
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João Medeiros, Dias Monteiro, Carlos Diogo, Arlindo Sousa e António Soares
Momentos que antecederam a cerimónia de promoção e graduação do "Estado Menor da Cart3514"
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José Ramalhosa, António Duarte, Cardoso da Silva, João Medeiros, Eduardo Barros, Raul Sousa, Manuel Parreira e José Manuel "Pereirinha"
Depois do almoço no Bar de Sargentos matando o tempo que faltava para a "derradeira" viagem de Évora ao Aeroporto Militar em Lisboa, onde embarcamos para Angola.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Feliz Aniversário

 Neste dia especial, venho apresentar ao nosso Camarada e Amigo Manuel Dias Monteiro, os melhores desejos de um feliz aniversário natalício, repleto das maiores prosperidades, boa saúde, muita paz, amor e alegria, na companhia de todos os seus familiares e amigos mais próximos, fazendo, simultaneamente, os mais sinceros votos de que esta data se repita por muitos e muitos anos para seu regozijo próprio e de todos os que lhe são caros. Para o aniversariante, envio um especial abraço de parabéns. Não obstante ser de todos conhecido, anexo uma foto do nosso Camarada Monteiro. Aproveito a oportunidade para enviar cordiais saudações aos colaboradores do Blogue, aos Panteras Negras em geral e aos seus familiares, assim como aos eventuais visitantes, onde quer que encontrem.
Octávio Botelho

sábado, 26 de março de 2011

Os Nossos Cães

 João Medeiros, 26 de Março de 2011
De João Medeiros
Hoje vou falar dos nossos cães.
O T.S. o seu nome completo era T.S.F. era o cão das transmissões como o nome sugere Telegrafia Sem Fios, Cor - amarelo claro, Porte - médio, cauda e orelhas inteiras. Foi herdado pelas transmissões, da C.Caç.3370 era um snob independente, agressivo com os indígenas que não conhecesse.
 
 O Victor Melo e Carvalho na protecção com  os cães TS e o Mucoi
MUCOI - O seu nome, era o de um rio lá da zona, sobejamente conhecido por todos nós, uma zona de caça de eleição. Cor - amarelo claro, Porte - médio, cauda e orelhas inteiras. Foi herdado também da C.Caç.3370, passava a vida atrás dos pelotões nos destacamentos, sem dúvidas o melhor dos nossos cães, a destacar uma resistência infinita.

O Mucoi nunca deixou uma peça de caça na mata era um colosso
LIBRA . o seu nome era o indicativo do posto de transmissões, Cor – amarelo claro, Porte – médio, cauda e orelhas inteiras. Foi-me oferecida pelo Coutinho do P.A.D. 2285 ainda era cachorrinha, passava a vida no destacamento era muito meiga.
A Libra com três cachorrinhos de pelagem negra
MUSSUMA o seu nome era o de um rio lá da zona, era o cão dos mecânicos e dos condutores, Cor - cinzento com o manto do peitoral branco. Porte - médio, cauda e orelhas inteiras, sei que chegou á companhia ainda cachorrinho, como e onde o arranjaram não sei, era um cão bonito pelo porte e cor. 
O Ramalhosa com o Mussuma
LIBRA I. o seu nome era o indicativo do posto de rádio do 1º pelotão onde o operador de transmissões era o saudoso amigo Simplício Caetano seu dono.
Cor - cinza escuro, Porte - baixo, cauda e orelhas amputadas. Era filha do Mussuma e da Libra, era muito bonita, equilibrada e bem mandada, trabalho do Caetano.
 
Na imagem o Mec. Oliveira, Pires, Bélinha e Beringel, em baixo o Parreira com duas leoas abatidas na zona e a cadela do Caetano Libra I
 Um abraço

quarta-feira, 23 de março de 2011

Arganil - Convivio 2011 da Cart.3514

Carissimos Camaradas e Amigos:
Vai realizar-se no dia 28 de Maio (Sabado) no Restaurante Monte Alto em Arganil, o Convivio anual da Cart.3514, para comemorar o 37º aniversário da nossa chegada a casa. O evento deste ano com a organização a cargo dos nossos companheiros, Manuel António de Oliveira, Fernando Pereira de Oliveira e Vitor Marques Dinis, que elaboraram o encontro no segredo dos deuses,  pois havia algumas perguntas no ar acerca da data do facto, mas o Dinis, o António e o Fernando Oliveira souberam dar continuidade a estes encontros de amizade e levar a cabo mais esta missão, que muito nos honra a todos e hoje ao abrir a caixa do correio foi para mim uma agradavel surpresa.
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Encontro anual em Arganil no dia 28 de Maio de 2011 

domingo, 6 de março de 2011

Noticias de Lumbala Nguimbo

Janeiro 2011 - O governador provincial do Moxico visitou Lumbala Nguimbo e ficou satisfeito com o andamento das obras do Centro Comunitário da Juventude. João Ernesto dos Santos "Liberdade" foi à sede municipal dos Bundas e verificou que a instalação dos emissores da Televisão Pública de Angola (TPA) e da Rádio Nacional de Angola (RNA) "está bastante avançada".
O bairro social da juventude, com 40 casas, 12 das quais já concluídas, a casa da administradora adjunta e a residência dos médicos, com sistema de captação, tratamento e distribuição de água, também foi visitado por Ernesto "Liberdade". O governador do Moxico visitou igualmente as obras de reabilitação do Hospital Municipal e da escola primária número 102. No prosseguimento do seu programa de trabalho, o governador deslocou-se ainda à comuna do Chiúme, a 124 quilómetros de Lumbala Nguimbo, para verificar o estado das obras da administração comunal e das casas do administrador e do seu adjunto.
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Lumbala Nguimbo, Rua Principal - Entrada Norte 
Ontem, último dia da visita, deslocou-se a Luchazes, onde, na sede municipal, inspeccionou os sistemas de captação, tratamento e distribuição de água potável e de energia eléctrica e as obras do hospital.
João Ernesto dos Santos "Liberdade" tem agendada uma deslocação à comuna do Muié, a 80 quilómetros de Cangamba.

quinta-feira, 3 de março de 2011

"O Bate Estradas"

De José Ramalhosa
Elizabeth, NJ - EUA
Durante a minha vida de estudante fiz grandes amizades, uma delas, o meu grande amigo Fontainhas de S, Pedro da Torre, concelho de Valença, localidade e residência do camarada Eduardo Barros.
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Gago Coutinho 1972 -  Fontainhas e Ramalhosa em frente à Escola Primária Nº 394
Acabados os estudos, bateu à porta o serviço militar eu ingressei no exercito e o Fontainhas na marinha como fuzileiro naval, sempre mantivemos contacto através de correio, em Angola para onde partimos, depois de mobilizados, os bate estradas (Aerogramas) continuaram esta ligação no terreno ao longo da comissão, um dia recebi uma noticia deste grande amigo, estava a caminho de Gago Coutinho para uma operação militar na zona de Ninda.
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Dest. Mussuma - Ramalhosa e Fontainhas
Um pedido ao seu comandante de grupo, para passar uns dias comigo no destacamento da latriteira do Mussuma, foi autorizado, no dia da chegada fui buscá-lo a Gago Coutinho, voltamos ao destacamento onde passou dois ou três dias, regressei para levá-lo de volta ao seu grupo, na hora da despedida e a meio daquele longo abraço, desabafou comigo, estes dias passados convosco não foram fáceis, sinceramente, nunca tive tanto medo, principalmente de noite com receio de sermos agarrados á mão, tendes de ter uma grande coragem e muita sorte nessas condições rudimentares em que estão destacados.
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Ruivo, Adriano M. Teixeira, Resende, Ramalhosa, Cruz e Julio Norte
.Um grande abraço a todos camaradas.
 José da Cunha Ramalhosa         

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Welcome to Lumbala N`Guimbo

Fotos in ( http://luandamaputobybicycle.blogspot.com/ )

Entrada da Vila do  Lumbala Nguimbo (Antiga Vila Gago Coutinho) 
Fev. 2011 - De Pedro Fontes para António Carvalho:
Caro António foi com enorme prazer que li e re-li o seu mail. Agradeço desde já a sua disponibilidade para partilhar as emoções que uma simples viagem de bicicleta, lhe causaram. De facto, quando cheguei a Lumbala N'Guimbo, pude fácilmente aperceber-me que outrora a população havia tido a sua relevância. A Administração do Municipio ainda é no mesmo local das suas fotografias. Do outro lado da rua está a casa do Administrador, com vista para o vale e para o edificio da Administração. Ao fundo, no cimo da colina jazem as ruinas daquilo que julgo ter sido um hospital (ou talvez uma escola) 

Hospital  Municipal dos Bundas (Destruido na guerra civil)
 Quanto ao local do vosso destacamento, (Mussuma) é agora a Alfândega e a imigração para aqueles que querem viajar para a Zambia. Em principio terei tomado banho nas mesmas águas que vocês tomaram, à cerca de 37 anos antes.
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Ponte do Rio Mossuma, hoje Porto Fluvial de Kayawe (Alfandega/Emigração)
 Aproveitei para visitar o vosso blog e passar os olhos por algumas escritas. De facto os sentimentos que Africa despertava na década de 70, são em muito semelhantes àqueles que hoje desperta a quem visita aquelas terras remotas. Despeço-me com um abraço e aproveito para convida-lo (a si) e a todos os leitores do vosso blog a lerem e comentarem as minhas histórias de um "simples" passeio de bicicleta em Africa.
Aliás, de facto é com todo o orgulho que sugiro que partilhe esta sua mensagem na secção de comentários do meu blog, para que tantos outros leitores possam entender e recordar Angola e consequentemente África. Já agora, esclareço que cheguei bem a Maputo ( e a bicicleta também). A questão é que nem sempre tenho tempo para escrever e actualizar o resto da epopeia. No entanto estou a trabalhar nisso.
Abraço, Pedro
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Edificio da Alfandega junto á Ponte do Rio Mussuma

Ponte Rio Mussuma - Zona Fiscal e Cais de Mercadorias

Ponte Rio Mussuma - Posto Fiscal e Alfandegário
Para aceder ao Blog Luanda Maputo by Bicycle clicar em: http://luandamaputobybicycle.blogspot.com/2010/04/angola-ultimos-dias-iii-luvei-lumbala.html