o0o A Companhia de Artilharia 3514 voou para Angola no dia 2 de Abril de 1972 (Domingo de Páscoa) num Boeing 707 dos Tams e regressou no dia 23 de Julho de 1974, após 842 dias na ZML de Angola, no subsector de Gago Coutinho, Provincia do Moxico o0o Rendemos a CCAÇ.3370 em Luanguinga em 11 de Abril de 1972 e fomos rendidos pela CCAÇ.4246 na Colina do Nengo em Junho de 1974. Estivemos adidos ao BCav3862 e depois ao BArt6320 oOo O Efectivo da Companhia era composto por 172 Homens «125 Continentais, 43 Cabo-Verdianos e 4 Açorianos» oOo

terça-feira, 15 de abril de 2014

Recordações com 40 anos...!!

De César Correia
Tínhamos chegado á pouco tempo a Luanguinga, e todos, desde o Cmdt. da companhia, aos alferes, furriéis, cabos e praças, se prestaram  a colaborar, na organização de algo que ocupasse a mente nos tempos livres, uma solução foi a pratica desportiva e o favorito era o futebol, mas também o voleibol  a sueca e outros jogos de cartas, faziam parte da actividade lúdica. Outros de forma altruísta dedicaram-se  voluntariamente ao ensino das letras e números, na alfabetização de alguns camaradas que as vicissitudes da vida  não lhe  tinham permitido o acesso à escola enquanto jovens. Uma tarde alguém comentou á minha beira, o Furriel Soares vai formar um grupo Coral, se quiseres participar a malta vai juntar-se no refeitório, «um barracão que servia para esse efeito» claro que queria, ainda hoje gosto de cantar!! Mal ou bem?? Não sei!!! Mas gosto, e com 20 anos!!  Cheguei!!! e lembro-me que já estavam a ensaiar o coro, quantos...!! Não sei, cantavam bem... também não me lembro, só recordo dos vozeirões do Botelho, e do Paulo Ribeiro. Nova canção,  e fui convidado pelo Soares a participar no coro, depois das devidas instruções, começámos a exercitar, levantei a voz para fazer frente aqueles vozeirões, queria dar nas vistas, excedi-me!!!
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 O exibicionismo custou-me caro, o Maestro comentou em tom irónico. A cantar alto já cá tenho muitos, vai dar uma volta, mentia se disse-se que na altura não tinha ficado chateado, com vergonha, porque achei que não era motivo para ser despachado assim, mas paciência, o coral  foi um sucesso, eu teria tido  muito orgulho em ter participado. Pouco tempo depois, voluntariei-me para formar a Equipa das Obras, com, o Matos do 3º Gr,  o Vaz do 1ºGr,  e o CHEFE???? Furriel Soares, pensei para mim!!! Já estou "F" tramado,  mas não meus caros aqui a música era outra e os instrumentos também, durante mais ou menos dois anos, trabalhamos, colaboramos, discordamos, mas conversamos sempre dentro dos limites com respeito, o objectivo era comum, trabalhar bem, nas muitas e variadas obras que fizemos para a instalação dos serviços da Companhia, e também para o bem estar de todos os Camaradas , e também na construção da famosa Peixaria em Gago Coutinho em que o Mestre Soares, encarregado de  obra discutia e dava suas opiniões a outros mestres de obras já bem credenciados, a ponto de ser-mos convidados para os acabamentos de outras obras..!!! Éramos camaradas, tornamo-nos amigos, fomos companheiros,  aventureiros a ponto de algumas vezes arriscarmos a própria vida,  colaboramos nas mais diversas decisões e ao fim destes quarenta anos tenho orgulho de continuar  a considera-lo um grande AMIGO, pois nem sempre quem te repreende te quer mal. Um Abraço a todos Os Panteras Negras, que espero abraçar em Penacova, e ao Soares, um abraço especial por me ter dado a oportunidade de hoje estar aqui a recordar esta saudosa "estória" de  Amizade

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Do Jornal "Comarca de Arganil"

De Serafim Gonçalves.
Noticia do jornal Comarca de Arganil, publicitando o evento da nossa companhia a realizar no próximo dia 17 em Penacova.
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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Louvores e Puxões de Orelhas...!!

"Ordem de Serviço nº 12, de 3 Abril de 1973"
O Amigo César Correia continua a surpreender a rapaziada, com estas relíquias documentais com mais de quarenta anos, achadas lá no fundo do seu baú de estimação, esquecido há muito tempo no sótão da sua casa de família em Mosteirinhos. São quatro páginas que fazem parte do nosso passado e da história da companhia, contempladas nos anexos da "Ordem de Serviço nº 12, de 3 Abril de 1973" precisamente um ano depois da nossa chegada a África, com muitos louvores e apenas um puxão de orelhas (umas férias no hotel "prisão" do batalhão, para o Álvaro Pina). Os louvados nessa data foram os cabo-verdianos, José Soares da Rosa, Raimundo Mendes Varela, Tomás da Silva, Manuel de Jesus Pina e os continentais, Arlindo António Rodrigues Pais, José Fernando Tavares Ruivo, António Fernando Gabriel Carrusca, José Augusto Amorim dos Santos, José Luís Gonçalves Ribeiro, António Camilo Pinto, Fernando Vicência Carreira, João Artur Carrilho Fogeiro, Augusto José do Carmo Libâneo, David Ramos Vaz, César Pereira Correia, António Manuel Nunes de Matos.


 
Ps: Para aceder aos documentos em tamanho maior, deve fazer um duplo clic com o mouse, sobre a página que quer ler em pormenor.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Manuel J. Oliveira, Homenageado em Tavira

Há dias, deparei  na Web com uma notícia já de há seis meses  atrás  que dizia o seguinte:
“No passado dia 27 de Setembro de 2013 teve lugar em Tavira, no Parque de Exposições, a Cerimonia comemorativa do 365º. Aniversário do Regimento de Infantaria Nº 1”.
Sucede  que, ao lê-la com atenção e porque no tempo que eu parti à descoberta “dos algarves” por lá tendo ficado de uma só assentada cerca de três meses, essa unidade militar chamava-se oficialmente CISMI – Centro de Instrução de Sargentos Milicianos de Infantaria, mas que,  na linguagem de caserna,  tinha um significado bem diferente e bem marcante, que como todos os ex-furriéis que por lá passaram sabem queria dizer: - Centenas de Infelizes Sacrificados e Martirizados Inocentemente.
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Bem!... Mas como isto  que acabei de escrever não faz parte da notícia, vamos ao que de facto interessa. Ao ler tal notícia e vendo as fotografias da comemoração do 365º. aniversário do RI 1, numa fila de indivíduos , muito bem alinhados e aprumados, com ar adequado à solenidade do acto, vejo o nosso amigo e antigo camarada de armas Manuel José Oliveira, algarvio dos quatro costados e  residente em Olhão. 
Investigado o assunto verifiquei que, inseridas nas comemorações do RI 1,  em que estiveram presentes os Núcleos da Liga dos Combatentes da região, fora homenageado, entre outros indivíduos, o Manuel José Oliveira, com a Medalha de Campanha da Liga dos Combatentes.
É com imensa alegria, admiração e orgulho que vemos um dos nossos, da Cart3514, da família Panteras Negras,  ser agraciado e homenageado! Aqui deixamos o registo,  mais que merecido, ao nosso camarada e amigo Manuel Oliveira.
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PARABÉNS OLIVEIRA, muita saúde e felicidades pela vida fora!...
 

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

A Malta vai Ressuscitando..!!

José Barata Gomes Neves, Sold. Atirador nº 032560/71, do 2º Pelotão da Cart3514, deu à costa esta semana, através da pesquisa e empenho do Zé Ramalhosa, que através da Junta de Freguesia conseguiu encontrar este camarada nas faldas da Serra da Estrela, na aldeia e freguesia de Unhais-o-Velho, no concelho de Pampilhosa da Serra, onde constituiu família e reside actualmente. Já falamos com ele, depois da surpresa enorme que sentiu, ao ouvir do outro lado do atlântico o telefonema do Ramalhosa. Fez questão de enviar a todos os camaradas "panteras negras" um abraço, e pediu  que lhe guardem um lugar á mesa no encontro de Penacova.
Adeus até ao meu regresso

O Joaquim Pinheiro já faleceu..!!

  Joaquim Pinheiro, "éPe", faleceu há uns anos num acidente de motorizada na sua zona de residência, nascido em 1950 na freguesia de Mancelos - Amarante. Era 1º Cabo Atirador nº 155242/71 do 2º pelotão da Cart3514, o Zé Ramalhosa andava e anda empenhado em saber da rapaziada do seu grupo, não chegou a tempo, o "éPe", camarada de muitas jornadas, que muito respeitávamos pelo seu carisma, carácter, companheirismo, disponibilidade e muito empenho aquando da sua participação, com o António Soares na acção de alfabetização e escolarização dos camaradas a quem a sorte das letras não tinha sorrido na infância. Chegámos tarde, mas não vamos deixar de expressar  aqui a  nossa tristeza e solidariedade aos familiares, e como sempre reafirmar-mos, o Joaquim Pinheiro e todos os outros camaradas que partiram na frente, serão sempre lembrados até que, a nossa memória se extinga.
Adeus até ao meu regresso

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

A Malta vai Ressuscitando...!!

Serafim da Silveira 1º Cabo Atirador, nº mec.  156407/71 do 2º Pelotão da Cart.3514, residente numa freguesia de Amarante, depois de alguns anos de labuta em França, acaba de regressar ao nosso conhecimento, 40 anos após o regresso de Angola. O  seu antigo camada e comandante, José Ramalhosa, á muito que tentava,  saber do seu paradeiro, e também, do Joaquim Pinheiro (Epe) que ao que parece, também está em vias de dar à costa, já sabemos que reside em Mancelos no concelho de Amarante. O José Luís Gonçalves Ribeiro foi  há dias à procura do Silveira e com algumas lembranças da sua naturalidade, conseguiu  encontra-lo em Freixo de Baixo onde reside com a família. Já falamos com ele, está aposentado e este ano em Maio, quer  reencontrar em Penacova os antigos camaradas "panteras negras"  a quem envia um grande abraço.
Adeus até ao meu regresso

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Convivio Penacova 2014

 O 9º Convívio da CART. 3514 vai realizar-se no Concelho de Penacova no próximo dia 17 de Maio de 2014, a cargo do nosso camarada António Serafim Oliveira Gonçalves que este ano tomou em mãos a sua organização. O ponto de encontro  e o restaurante  onde iremos conviver, será brevemente anunciado e enviado via CTT com mapa das vias de acesso, ementa e hotéis com preçários de forma a que cada qual possa organizar antecipadamente a sua viagem e estadia.
Adeus até ao meu regresso  

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Faleceu Albertino Inácio Martins Grilo

Faleceu no passado  mês Dezembro o nosso antigo camarada de armas, Albertino Inácio Martins Grilo, 63 anos nascido em Fevereiro de 1950, natural do Pilado, concelho da Marinha Grande, ex-militar do 4º pelotão. Tomámos conhecimento da partida de mais um amigo de muitas jornadas, que muito prezavamos pelo seu carácter e lealdade. Em nome de todos os nossos camaradas, queremos associar-nos e deixar uma palavra de carinho e expressar  a nossa tristeza e solidariedade aos familiares, com os nossos mais sinceros votos de pesar. Queremos  reafirmar mais uma vez, que o Albertino Grilo e todos os outros camaradas que partiram na frente serão sempre lembrados até que, a nossa memória se extinga.
Adeus até ao meu regresso

domingo, 15 de dezembro de 2013

É NATAL…


Não poderei falar de Natal sem fazer uma viagem aos tempos da minha infância em que o Natal era bem simples, sem correrias, sem presentes, sem luzes, sem confusões …
Recordo com muita saudade e  nostalgia,  a minha família reunida ao redor de uma lareira que crepitava chamas de amor que inundava o coração de todos num serão em que os doces e fritos característicos da época  temperavam a festa para delícia de crianças e adultos. A magia do Natal começa e rapidamente termina. Tanta azáfama, tanta preparação e num instante chega ao fim.Mas o  Natal dos dias de  hoje,  ainda vale pela partilha e pela festa em família.
É, por isso, pelo espírito de  partilha  que quero desejar a  todos os "velhos" Camaradas da CART3514, amigos da grande família "PANTERAS NEGRAS" e seus familiares, um NATAL FELIZ, um ANO NOVO com muita saúde e tudo o que mais desejarem. Para Vós um forte abraço do camarada e amigo,
Manuel Monteiro

sábado, 30 de novembro de 2013

Recordações D´Outrora

De José da Cunha Ramalhosa
Há dias o Ramalhosa falou dos EUA ao telefone, para informar do paradeiro do 1º Cabo, José Luís Gonçalves Ribeiro do 2º Grupo, e também duma relíquia "africana" que encontrou no sótão da casa dos Pais, na última visita a Lanhelas, sua terra natal, que vai subsistindo à mais de quarenta anos, ao rigor do tempo ao caruncho e à corrosão, que não resisti em publicar..!!
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Falamos da imprescindível e célebre mala (arca) construída em madeira e revestida a chapa, que quase todos adquirimos em Gago Coutinho, na loja do Sr. Almeida ou Aníbal, não tenho presente e nos acompanhou de destacamento em destacamento com os nossos haveres do dia a dia ao longo dos dois anos e tal, que malhamos no leste de Angola.
Adeus até ao meu regresso

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Sobreviventes do Nosso Tempo

Alguns Mininos também sobreviveram:
Gostei imensamente ao tomar conhecimento de que foste um do sobreviventes da guerra colonial, eu nasci em 1968 na Vila Gago Coutinho, hoje Lumbala-Nguimbo, no bairro Chinhundo, recordas um bairro que estava junto ao quartel ou ao escassos metros da  pista de aterragem, cresci neste bairro só aos 20 anos é que sai quando, andei um pouco.
 
Quando recordo na altura ainda como criança, íamos muitas vezes no quartel, junto do meu mano, agora é falecido, havia muitos rapazitos cambuta á espera de sopa na cozinha dos soldados portugueses, deixando os estudos na escola e esperando a famosa sopa como se chamava no grupo dos "TUSOPEIROS".
 
Há vezes, eu gosto de perguntar o meu  Pai, a vida como era no passado, ele conta o momento em que eles vendiam cera e peixe nos lojas dos Europeus, a construção da Igreja de S. Bonifácio da Missão Católica e os campos de mandioca e outros assuntos interessantes da vida do Município, aqui até este momento há gente velha ou quadros que viveram na era colonial contam cenas maningue.
 
O meu Chefe, ele na altura trabalhou na Administração Colonial e conta como trabalhava com os Administradores de Vila Gago-Coutinho tudo aquilo me dá gosto de ouvir aquelas historias do passado recente Angola.
 
Me recordam, os helicóptero quando iam nos caça abatiam os palancas e outros animais, voltavam amarrados nos pata, numas das vezes aterravam na baixa do rio Lumbala,  deixavam os carne nas suas namoradas, dá riso e alegria quando estamos juntos, os meus velhos a recapitular ou a tirar a radiografia da vida ou tempo colonial.
 
Não ficas cansado de reportar e mandar sites, onde é possível encontrar algum material da Museologia do Município, um mapa politico administrativo da era colonial por exemplo, como se chamava as aldeias ou sanzalas na era colonial, porque os bairros actuais alguns nomes sofreram alteração devido o tempo.
Aquele abração
17 de Novembro de 2013
L. J. M.
PS: este mail foi recebido na nossa caixa de correio a semana passada, remetido da antiga Vila Gago Coutinho por um rapazinho que no nosso tempo tinha apenas cinco anos de idade, e que hoje através das novas tecnologias  chegou até nós com estas palavras de ocasião, fazendo nos recordar alguns dos bons momentos que também lá passamos, contacto que iremos preservar e explorar com muito empenho.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

A Malta vai Ressuscitando...!!

José Luís Gonçalves Ribeiro - 1º Cabo Ap.de Met. nº 156768/71 do 2º pelotão.
Há dias falei com o Ramalhosa pelo telefone para New Jersey nos EUA, por causa do nosso próximo convívio 2014 que se vai realizar em Penacova no distrito de Coimbra, e do outro lado do Atlântico chegaram noticias sobre este nosso antigo camarada de armas, conhecido e tratado carinhosamente no seio da companhia por “Reguila”, alcunha que ainda hoje recorda, mas não sabe quem o apadrinhou, reside no concelho de S. Tirso, desde longa data. Já falei com ele ao telefone, lamenta muito não ter tido conhecimento há mais tempo dos nossos convívios mas promete não faltar ao próximo em Penacova, aproveitou também para enviar um abraço a todo o pessoal.
Adeus até ao meu regresso 

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Pequeno Apontamento

Já passaram uns dias sobre  o convívio dos Panteras Negras, desta feita, em Lagoa no Algarve, daí já haver tempo suficiente para refletirmos sobre a festa e sobre a "Família Panteras Negras".Claro que o Reino dos Algarves, fica lá longe e daí uma das razões prováveis para que este ano o grupo tivesse sido mais pequeno; cerca de 30 elementos. Mas embora menos fizemos uma grande festa em  que, como já disse o António Carvalho no post anterior, a fasquia esteve  alta sendo por isso difícil conseguir-se melhor.  Não posso deixar de louvar os organizadores, mas seria um erro grosseiro não deixar aqui um abraço especial ao Augusto Pires pela hospitalidade com que nos recebeu, pela disponibilidade que sempre teve para nos acompanhar em todos os passos que alguns de nós demos em Lagoa. Ele orientou por telefone todos os que foram chegando na sexta feira ao final da tarde, indicando o melhor trajeto para Lagoa, indo ao nosso encontro, conduzindo-nos ao alojamento que, em devido tempo e por seu intermédio, tinha sido reservado no Aparthotel Solférias. Esperou que nos instalássemos e voltou a ser o nosso guia até ao  Auditório Municipal de Lagoa onde no Sábado iria ser  o ponto de encontro de todo o pessoal. Só faltou pegar-nos na mão para atravessarmos a rua sem nos perdermos. Além de tudo o mais que por nós fizeste, amigo Augusto Pires,  um muitíssimo OBRIGADO e um forte abraço. É sempre com alegria e até alguma comoção, porque não dizê-lo, que em cada convívio, a cada ano, abraçamos os Amigos, antigos camaradas, com quem partilhamos aqueles duros vinte e sete meses. Renovamos a promessa de, para o ano , voltarmo-nos a abraçar. Depois, infelizmente algumas dessas promessas ficam por cumprir. Com muita mágoa e pesar verificamos que alguns já não estão presentes por já terem partido primeiro e desaparecido na curva da estrada da vida terrena como já algures, neste mesmo blogue, o afirmei.
Mas mudando de agulhas, não posso também deixar em claro uma situação estranha neste tipo de convívios. A ausência continuada do  nosso Comandante de Companhia. Em todos os blogues que sigo sobre a temática de antigos combatentes de Angola, da Guiné e de Moçambique, nas suas festas anuais, é raro o evento em que o Cmdt de Companhia não está presente e durante ou no final da festa fala àqueles que foram os seus militares e às suas famílias. Eu, em minha modesta opinião, acho de bom tom, fica muito bem e é assim como que a cereja que remata a decoração de um bolo de aniversário. E durante os nossos convívios, nas nossas conversas, verifico que há já muita gente a partilhar da minha opinião.Espero que o nosso Comandante de Companhia, não esteja aborrecido com nenhum dos elementos da CArt.  Ninguém está isento de erros. Mas se os houve, já ocorreram há quarenta anos atrás, já estão esquecidos. E se algum houve que não foi esquecido, então caros camaradas, quem por esse motivo não está presente, não quer ou não sabe celebrar a AMIZADE e não faz falta nos nossos convívios.Depois desta reflexão que já vai longa, afirmo uma vez mais que os nossos convívios servem única e exclusivamente para celebrar a AMIZADE entre nós PANTERAS NEGRAS e as nossas famílias que se acostumaram  a acompanhar-nos e a vivê-la com o mesmo entusiasmo que nós a vivemos.
Para todos os Panteras Negras e suas famílias, votos de uma ótima saúde e um grande abraço.

domingo, 29 de setembro de 2013

Convívio, Lagoa - Algarve 2013

A Cart 3514 participou no passado fim de semana, no 8º encontro convívio no Município de Lagoa, região com vestígios arqueológicos e marcas históricas de sucessivas épocas, presente em cada monumento, em cada cenário, desde o Arade  ao barrocal. A estadia foi no aparthotel Solférias, rodeado de falésias douradas e deslumbrantes vistas, ao longo do mais belo trecho da orla costeira algarvia, com recortes caprichosos, que guardam praias de areia fina, desde Nª. Senhora da Rocha ao Ferragudo, de Albandeira a Benagil, do Carvoeiro ao Pintadinho, não olvidando a praia da Marinha, qual delas a mais bela e recatada, clima ideal para uns dias de férias, com sol ameno e a temperatura da água a rondar os 25º uma pequena maravilha.
Convívio Lagoa 2013 - Foto de Família  
O encontro começou a meio da manhã junto ao Auditório Municipal, com cerca de três dezenas de “panteras negras” na companhia de familiares e amigos, onde iniciamos o roteiro com a deposição de uma coroa de flores no Monumento aos Combatentes de Lagoa em memória de todos camaradas falecidos, de seguida, uma visita guiada ao museu no Convento de S. José com arte sacra, onde o espólio do ultimo governador de Macau, Gen. Rocha Vieira sobressai pelo seu esplendor e valor histórico.Cerca do meio-dia rumamos ao restaurante, situado num local de grande beleza, enquadrado pelo verde dos “greens do Pestana Golf Resorts” em Vale da Pinta, onde nos serviram à chegada um refrescante cocktail, acompanhado de um vasto sortido de salgadinhos, abriram-se as portas ao som do nosso hino… uma surpresa da organização que aplaudimos, depois um almoço gourmet, que se prolongou tarde adentro com música, bailarico, fado e muita animação, dissertações acaloradas sobre histórias e memórias, em fim de festa, o tradicional bolo com champanhe, o hino da Cart, o abraço apertado e o adeus até para o ano, se Deus quiser.
Este ano o convívio esteve a cargo do Emílio Pires do Hélder e do Águas, decorreu de forma impecável, posso afirmar, podemos fazer igual, melhor não será tarefa fácil, quero por tudo isto deixar aqui expresso um grande elogio à organização, em especial ao Pires à Esposa e ao filho Bruno, pela disponibilidade, hospitalidade e simpatia e também pelo excelente churrasco no domingo, obrigado camaradas do Algarve.
Adeus até ao meu regresso

sábado, 28 de setembro de 2013

A Malta vai Ressuscitando..!!

Joaquim Lourenço do Carmo - 1º Cabo Ap. Morteiros nº 099265/71 do 1º Pelotão. Há muito que o tentávamos localizar, sabíamos que trabalhava como carpinteiro de cenários, e o Victor Melo chegou a ver o nome do Carmo como técnico de cenários a correr algumas vezes no final das peças, passadas em televisão. No passado dia 16 a caminho do Algarve, fiz uma pequena paragem ocasional na vila de Ourique, sentados no jardim meia dúzia de alentejanos conversavam animadamente quando os interpelei, procurando saber se conheciam este antigo camarada nascido no concelho, algo desconfiados com a abordagem, apresentei-me disse para onde ia e acrescentei mais alguma informação, que um seu irmão mais velho julgo que o Jacinto era na época carpinteiro de cenários numa empresa de teatro em Lisboa, eh pá, diz um, essa gente são conhecidos pelos "alcunha", outro,  aqui pelos apelidos ninguém o conhece, outro, então pois o Joaquim trabalhava lá em Lisboa para o L´Féria, outro, há ai quem diga que tem casa ali para o Garvão, outro, ouvi dizer que foi operado há tempos, logo outro lembrou que trabalhava com um irmão na câmara, perguntei se sabia o nº de telemóvel, não, mas tome lá o meu e daqui a três semanas telefone-me que ele está de baixa por acidente, conferi o nº ligando o telemóvel , batia certo, agradeci a informação do sr. Ernesto, despedi-me dos compadres e abalei a caminho dos Algarves. Dias depois recebo uma mensagem "SMS" sou o Joaquim  Lourenço do Carmo com um nº de telefone adjacente. Já falei com ele está reformado tem de facto casa no Baixo Alentejo mas mora em Lisboa, prometeu estar presente no próximo convívio, e deixou também um abraço a todos os camaradas de armas que com ele privaram em África.
Adeus até ao meu regresso

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

A Malta vai Ressuscitando..!!

Joaquim Lopes Gonçalves mais conhecido por “Beringel” na Cart3514, antigo condutor-auto, natural de Beringel ali para os lados de Beja, destacado no 1º grupo nos acampamentos do Lumbango e na Pedreira do Nengo,durante algum tempo. Como é hábito nesta rubrica destacar o regresso de camaradas após muitos anos de ausência, mas nunca esquecidos, o Gonçalves volta  a reencontrar os camaradas "panteras negras" trinta e nove anos depois, no próximo almoço convívio, actualmente na situação de aposentado, decidiu  este ano, associar-se ao evento e viajar até Lagoa no Algarve na companhia do António Carocinho “Beja”.
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1972 - Cidio Vaz, Gaspar, Alf. Rodrigues, Tomás Silva, Conceição, Jesuino, Melo, Beringel, Carvalho e Pinto 
Recordo uma pequena "estória", que jamais esquecerei passada numa tarde de Novembro de 1973, comemorámos nessa data o S. Martinho na Colina do Nengo com uma assada de castanhas, bem regada com vinho e cerveja, no final do magusto já com o sol no horizonte, partimos a caminho da Pedreira do Nengo, com alguns já de vela encharcada, o condutor do velho burrinho do mato era o Joaquim Gonçalves “Beringel”, bom rapaz, mas um pouco nevoso que fervia em pouca água, a pouca distancia do destacamento, havia  uma curva manhosa na picada de terra batida, que contornava uma pequena enseada na orla da mata, o excesso de velocidade, o lusco-fusco e alguma negligência, provocaram um pequeno acidente, com a queda aparatosa duns três ou quatro que iam sentados no estrado do Unimog, projectados borda fora para o meio da mata,  de entre eles o saudoso Simplício Caetano, que com um grão na asa, não era farrapo de assoar. 
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!972 - Joaquim Gonçalves e Carvalho
Após a chegada e apesar de não ter havido feridos, instalou-se a confusão, mais pelo efeito colateral dos vapores etílicos do que pelo trauma, não paravam de pedir satisfações ao condutor, palavra puxa palavra, entornaram o caldo, com o Caetano a tentar tirar esforço e o Beringel de canhota em punho a puxar a culatra a trás, com o restante pessoal a travar a contenda e a sanar a situação, no outro dia quando tentamos averiguar a desmanda e admoestar os prevaricadores com algumas "guardas à benfica"  já ninguém se lembrava com rigor do incidente, apesar de alguns hematomas à vista e à mistura, que há dias recordei ao telefone em conversa com o Joaquim Gonçalves. 
Adeus até ao meu regresso

sábado, 7 de setembro de 2013

Noticias de Lumbala Nguimbo

Rei Mwene Mbandu III
Um desfile de palhaços (homens mascarados) e a exibição de danças tradicionais marcaram no passado mês de Agosto, o inicio das festividades do quinto aniversário da entronização do Rei Mwene Mbandu III, na vila de Lumbala Nguimbo, província do Moxico. No programa comemorativo houve intervenções do Administrador Municipal, Sr. José Miguel Madunda, e do Rei aniversariante, assim como apresentação de dádivas e ofertas para o Rei.
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A exibição de peças de artesanato, alimentação, ervas medicinais e bebidas tradicionais do povo Mbunda constaram também no evento da efeméride.O reino de Mwene Mbandu III abrange os municípios dos Bundas e Luchazes na província do Moxico, e estende-se ao Kuando Kubango, assim como às repúblicas da Zâmbia, Namíbia, Zimbabwe e Republica do Congo Democrático.
Mais informação em:
http://www.mbundakingdom.org/Lithathe-Lya-Miondo-Ya-Mbunda%202012.htm

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

8º Convívio Lagoa 2013

Amigos e Camaradas
Na tentativa de relembrar e manter a nossa forte amizade, consolidada nos momentos que passámos entre 1972 e 1974, temos o imenso prazer de organizar e convidar-te a participar, assim como a tua família, a mais um convívio, desta vez a ser realizado na cidade de Lagos, no Algarve.
O evento que se vai realizar no dia 21 de Setembro de 2013, tem o seguinte programa:
- 09h30m: às 10h30m: Ponto de encontro junto ao Auditório Municipal de Lagoa.
-10h30m: às  12h30m: Visitas ao monumento em memória dos combatentes e convento de S. José
- 12h45m: Partida para o Restaurante Pestana Golf  e Resort, "Casa do Clube Vale da Pinta"
Confirmem a vossa presença até ao dia 10 de Setembro, contamos com todos vós.
         Boa viagem.
        Um abraço
        A Organização

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Noticias de Lumbala Nguimbo

Estrada Lumbala Nguimbo - Ninda
Carlos Veigas, que falava à margem da visita que o governador provincial do Moxico efectuou à referida estrada, acrescentou que três das quatros pontes de betão previstas na empreitada, já se encontram concluídas.O soba Abel Calumbuana disse que o desenvolvimento da comuna do Ninda depende muito da recuperação desta via, por ser a única maneira das pessoas se deslocarem e lembrou que as vias de acesso foram destruídas durante o conflito armado e, com a paz, o Executivo tem feito tudo para repor as ligações e possibilitar a circulação de pessoas e bens. “Estamos satisfeitos, porque há muito esperávamos que a estrada de Lumbala-Nguimbo a Ninda fosse reabilitada. Agora estamos a ver, com os nossos próprios olhos, o trabalho que está a ser desenvolvido”, argumentou.
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O governador do Moxico, João Ernesto dos Santos “Liberdade” garantiu que, nos próximos cinco anos, o Governo prevê recuperar as vias secundárias e terciárias, numa extensão de 2.401 quilómetros de estradas, incluindo pontes nos troços a serem intervencionados. Além disso, encorajou o empreiteiro a imprimir mais dinamismo aos trabalhos, para que as obras sejam concluídas dentro dos prazos previstos no contrato