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- O seu nome, era o de um rio lá da zona, sobejamente conhecido por todos nós, uma zona de caça de eleição. Cor - amarelo claro, Porte - médio, cauda e orelhas inteiras. Foi herdado também da C.Caç.3370, passava a vida atrás dos pelotões nos destacamentos, sem dúvidas o melhor dos nossos cães, a destacar uma resistência infinita.
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| O Mucoi nunca deixou uma peça de caça na mata era um colosso |
LIBRA . o seu nome era o indicativo do posto de transmissões, Cor – amarelo claro, Porte – médio, cauda e orelhas inteiras. Foi-me oferecida pelo Coutinho do P.A.D. 2285 ainda era cachorrinha, passava a vida no destacamento era muito meiga.
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| A Libra com três cachorrinhos de pelagem negra |
MUSSUMA o seu nome era o de um rio lá da zona, era o cão dos mecânicos e dos condutores, Cor - cinzento com o manto do peitoral branco. Porte - médio, cauda e orelhas inteiras, sei que chegou á companhia ainda cachorrinho, como e onde o arranjaram não sei, era um cão bonito pelo porte e cor.
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| O Ramalhosa com o Mussuma |
LIBRA I. o seu nome era o indicativo do posto de rádio do 1º pelotão onde o operador de transmissões era o saudoso amigo Simplício Caetano seu dono.
Cor - cinza escuro, Porte - baixo, cauda e orelhas amputadas. Era filha do Mussuma e da Libra, era muito bonita, equilibrada e bem mandada, trabalho do Caetano.
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| Na imagem o Mec. Oliveira, Pires, Bélinha e Beringel, em baixo o Parreira com duas leoas abatidas na zona e a cadela do Caetano Libra I |
Um abraço
Carissimos Camaradas e Amigos:
Vai realizar-se no dia 28 de Maio (Sabado) no Restaurante Monte Alto em Arganil, o Convivio anual da Cart.3514, para comemorar o 37º aniversário da nossa chegada a casa. O evento deste ano com a organização a cargo dos nossos companheiros, Manuel António de Oliveira, Fernando Pereira de Oliveira e Vitor Marques Dinis, que elaboraram o encontro no segredo dos deuses, pois havia algumas perguntas no ar acerca da data do facto, mas o Dinis, o António e o Fernando Oliveira souberam dar continuidade a estes encontros de amizade e levar a cabo mais esta missão, que muito nos honra a todos e hoje ao abrir a caixa do correio foi para mim uma agradavel surpresa.
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| Encontro anual em Arganil no dia 28 de Maio de 2011 |
Janeiro 2011 - O governador provincial do Moxico visitou Lumbala Nguimbo e ficou satisfeito com o andamento das obras do Centro Comunitário da Juventude. João Ernesto dos Santos "Liberdade" foi à sede municipal dos Bundas e verificou que a instalação dos emissores da Televisão Pública de Angola (TPA) e da Rádio Nacional de Angola (RNA) "está bastante avançada".
O bairro social da juventude, com 40 casas, 12 das quais já concluídas, a casa da administradora adjunta e a residência dos médicos, com sistema de captação, tratamento e distribuição de água, também foi visitado por Ernesto "Liberdade". O governador do Moxico visitou igualmente as obras de reabilitação do Hospital Municipal e da escola primária número 102. No prosseguimento do seu programa de trabalho, o governador deslocou-se ainda à comuna do Chiúme, a 124 quilómetros de Lumbala Nguimbo, para verificar o estado das obras da administração comunal e das casas do administrador e do seu adjunto.
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| Lumbala Nguimbo, Rua Principal - Entrada Norte |
Ontem, último dia da visita, deslocou-se a Luchazes, onde, na sede municipal, inspeccionou os sistemas de captação, tratamento e distribuição de água potável e de energia eléctrica e as obras do hospital.
João Ernesto dos Santos "Liberdade" tem agendada uma deslocação à comuna do Muié, a 80 quilómetros de Cangamba.
De José Ramalhosa
Elizabeth, NJ - EUA
Durante a minha vida de estudante fiz grandes amizades, uma delas, o meu grande amigo Fontainhas de S, Pedro da Torre, concelho de Valença, localidade e residência do camarada Eduardo Barros.
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| Gago Coutinho 1972 - Fontainhas e Ramalhosa em frente à Escola Primária Nº 394 |
Acabados os estudos, bateu à porta o serviço militar eu ingressei no exercito e o Fontainhas na marinha como fuzileiro naval, sempre mantivemos contacto através de correio, em Angola para onde partimos, depois de mobilizados, os bate estradas (Aerogramas) continuaram esta ligação no terreno ao longo da comissão, um dia recebi uma noticia deste grande amigo, estava a caminho de Gago Coutinho para uma operação militar na zona de Ninda.
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| Dest. Mussuma - Ramalhosa e Fontainhas |
Um pedido ao seu comandante de grupo, para passar uns dias comigo no destacamento da latriteira do Mussuma, foi autorizado, no dia da chegada fui buscá-lo a Gago Coutinho, voltamos ao destacamento onde passou dois ou três dias, regressei para levá-lo de volta ao seu grupo, na hora da despedida e a meio daquele longo abraço, desabafou comigo, estes dias passados convosco não foram fáceis, sinceramente, nunca tive tanto medo, principalmente de noite com receio de sermos agarrados á mão, tendes de ter uma grande coragem e muita sorte nessas condições rudimentares em que estão destacados.
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| Ruivo, Adriano M. Teixeira, Resende, Ramalhosa, Cruz e Julio Norte |
.Um grande abraço a todos camaradas.
José da Cunha Ramalhosa
Fotos in ( http://luandamaputobybicycle.blogspot.com/ )
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| Entrada da Vila do Lumbala Nguimbo (Antiga Vila Gago Coutinho) |
Fev. 2011 - De Pedro Fontes para António Carvalho:
Caro António foi com enorme prazer que li e re-li o seu mail. Agradeço desde já a sua disponibilidade para partilhar as emoções que uma simples viagem de bicicleta, lhe causaram. De facto, quando cheguei a Lumbala N'Guimbo, pude fácilmente aperceber-me que outrora a população havia tido a sua relevância. A Administração do Municipio ainda é no mesmo local das suas fotografias. Do outro lado da rua está a casa do Administrador, com vista para o vale e para o edificio da Administração. Ao fundo, no cimo da colina jazem as ruinas daquilo que julgo ter sido um hospital (ou talvez uma escola)
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| Hospital Municipal dos Bundas (Destruido na guerra civil) |
Quanto ao local do vosso destacamento, (Mussuma) é agora a Alfândega e a imigração para aqueles que querem viajar para a Zambia. Em principio terei tomado banho nas mesmas águas que vocês tomaram, à cerca de 37 anos antes.
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| Ponte do Rio Mossuma, hoje Porto Fluvial de Kayawe (Alfandega/Emigração) |
Aproveitei para visitar o vosso blog e passar os olhos por algumas escritas. De facto os sentimentos que Africa despertava na década de 70, são em muito semelhantes àqueles que hoje desperta a quem visita aquelas terras remotas. Despeço-me com um abraço e aproveito para convida-lo (a si) e a todos os leitores do vosso blog a lerem e comentarem as minhas histórias de um "simples" passeio de bicicleta em Africa.
Aliás, de facto é com todo o orgulho que sugiro que partilhe esta sua mensagem na secção de comentários do meu blog, para que tantos outros leitores possam entender e recordar Angola e consequentemente África. Já agora, esclareço que cheguei bem a Maputo ( e a bicicleta também). A questão é que nem sempre tenho tempo para escrever e actualizar o resto da epopeia. No entanto estou a trabalhar nisso.
Abraço, Pedro
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| Edificio da Alfandega junto á Ponte do Rio Mussuma |
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| Ponte Rio Mussuma - Zona Fiscal e Cais de Mercadorias |
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| Ponte Rio Mussuma - Posto Fiscal e Alfandegário |
Para aceder ao Blog Luanda Maputo by Bicycle clicar em: http://luandamaputobybicycle.blogspot.com/2010/04/angola-ultimos-dias-iii-luvei-lumbala.html
Qualquer assunto tem o seu tempo certo de ser falado. E mesmo quando a razão ou o motivo que lhe deu origem, se prolonga no tempo e nos força a tê-lo presente na nossa vida, a tentação de o tornar o centro daquilo que escrevemos, é uma coisa que podemos, temos e devemos resistir. Seja qual for a importância que o assunto tenha para nós, falarmos sempre dele, banaliza-o e acaba por ser insignificante aos olhos de toda a gente. Sem outros motivos, adio por agora, a senda a que me tinha proposto e em que vinha insistindo:" A Caminho das Terras Do fim do Mundo". Não respeitando pois, a partir de agora qualquer tipo de cronologia, passo a coisas mais leves e menos monótonas.
Pois hoje, lembrei-me de uma "estória" verídica, passada na minha recruta, sim porque eu também fui soldado recruta como qualquer outro, não era filho de nenhum general. E para quem possa não saber fiz a minha recruta num quartel de uma terra bem portuguesa - Caldas da Rainha - que além das suas belezas naturais das sua gente hospitaleira, era bem conhecida naquele tempo por um outro artefacto em barro que não importa aqui e agora descrever, mas cujo nome era muito pronunciado pelos monitores de instrução, variadíssimas vezes ao dia. Todos os meus camaradas que por ali andaram no primeiro turno do ano da graça (para mim foi uma desgraça, tive de ir para a tropa) de mil novecentos e setenta e um, lembrar-se-ão do Major Meirim, comandante das companhias de instrução. Todavia, não era esse o seu verdadeiro nome. Houve à época um treinador de futebol, de seu nome verdadeiro, Joaquim Meirim, que se dizia pouco ou nada ter praticado de futebol, todavia mercê das suas palestras e da acção psicológica que exercia sobre os seus jogadores, chegou a levar as equipes da primeira divisão nacional que treinou a obterem muito boas classificações. No Regimento de Infantaria nº 5, todos os dias na formatura geral depois do almoço, o tal Major, fazia a sua demorada palestra, ganhando por isso o apelido de Meirim. Num dos temas que o Meirim mais insistia era no aprumo e no respeito pelas patentes militares, em resumo na continência. Se a memória não me falha (e ela costuma falhar e muito, como diria o oficial de justiça de quem eu fui muitas vezes escrivão) na sexta-feira da segunda semana de tropa, foram distribuídas as espingardas G3. Sim, e já não era sem tempo. Então eu chego à tropa de manhãzinha, no princípio da semana anterior, e nunca mais me davam a espingarda, era mesmo falta de confiança.
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| Edíficio do comando do ex-RI5, hoje Escola de Sargentos do Exército |
Pois é deram-me a arma e uma carga de trabalhos para o resto da tropa. E como isso não fosse suficiente, logo no Sábado já com vontade de vir de fim-de-semana e com a espingarda ao ombro, tive de ir ao WC’s municipais (WC’s gerais e enormes que ficavam junto ao bar, daí eu dar-lhe o nome pelo seu tamanho). No regresso, vejo a pouca distância aproximar-se um carro com o nosso Meirim. Primeira reacção: “estou tramado” (claro que tramado é a tradução possível que eu posso dar do que pensei, estas palavras no quartel e debaixo de pressão começam sempre por letras do abecedário - C ou F, - bem, leiam nas entrelinhas). Como vou fazer a continência e tenho arma? Faço com a arma? Mas eu não sei fazer com arma? (o soldado recruta, ainda não sabia que com a arma ao ombro em bandoleira se fazia a continência normalmente). Nesta angústia de ver o fim de semana, a liberdade de dia e meio a esfumar-se, utilizei a lei, que mais se aplica na tropa - LEI DO DESENRASCA. Enfiei antes que ele visse, a arma nos arbustos e quando o carro passou por mim , perfilei-me e aí vai uma continência com toda a pompa e circunstância, e um "muito bem" dito pelo Meirim, soou no recruta a um louvor, deixando-me com a cara estacionada no cruzamento entre a alegria do Meirim não me cortar o fim de semana por falta de uma continência bem feita e as picuinhices férteis no regime castrense .
Para toda a família "Panteras Negras" em geral e em particular a todos os colaboradores deste Blogue, um forte abraço...
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| Jeep Willys 4x4 |
Nengo Fevereiro de 1973
Num domingo à hora de almoço, o Parreira dizia ao Duarte, gostava de visitar um amigalhaço de Évora, que está destacado no Lutembo num pelotão da Ccav3517, sedeada no Luvuéi, o Medeiros, disse logo sem pestanejar, também quero ir, e eu também vos faço companhia, na expectativa de encontrar lá dois amigos, mas o Duarte não tinha nenhuma viatura Berliett, disponível naquela tarde, e lançou um desafio, vamos no Jeep, foi arranjado, está como novo e a picada já está toda alcatroada, ficamos a olhar uns para os outros a pensar, quatro marmanjos enfiados numa lata de conserva com rodas, há um azar e ficamos fritos ou feitos num oito, eram 100 kms de muita mata para cada lado, 30 a Gago Coutinho mais 70 ao Lutembo. Convidámos também o António Soares que um pouco contrariado acabou por embarcar mas só até a G. Coutinho nem mais um passo, e o Medeiros a gozar o prato, no caminho moemos-lhe a cabeça e acabamos por convencê-lo. As coisas arranjadas à Duarte, davam sempre buraco, ainda o questionamos se estava tudo operacional, se o depósito estava atestado…!! Estão com medo, vão a butes, dizia o gajo, ao mesmo tempo que interpelava o seu adjunto, o algarvio 1ºCabo Manuel José Oliveira se estava tudo em ordem, é só darem à chave e ala, respondeu o Manel Zé. Era um Willys se bem me lembro, tinha três velocidades para a frente e uma à retaguarda, estava equipado com dois jerricans para combustível, que encaixavam numa grelha lateral presos com um grampo, a lotação era de cinco lugares três em banco corrido à frente e atrás apenas um banco de cada lado. Abalamos, passamos G.Coutinho, Luanguinga e por fim o Lutembo, onde o Jeep deu o primeiro sinal, começou a tossir com falta de combustível, nós a “borregar” e o Duarte a tentar sossegar-nos com aquela subtileza sua “mui sui generis”, oh meus ceguinhos acham que ando a passear os jerricans ai atrás..!! Ok tudo bem, estivemos de conversa com o pessoal da 3517 e depois dumas Cucas e Nocais fresquinhas, havia que atestar para regressar ao Nengo.
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| Mussuma 1972 - Parreira, Soares, Cardoso da Silva e Carvalho |
Começaram aí os problemas, não havia combustível, um jerricam estava meio de água, o outro cheio de nada e o fim da tarde à vista, ficamos varados, o Alferes lá do sitio era maçarico, tinha chegado há pouco tempo, em rendição individual, garantiu que não tinha gasolina para dispensar e depois de mil e um impropérios e algumas voltas no Lutembo, o Duarte só dizia "aquele aleijadinho está fdido comigo", conseguimos remediar a situação, com a disponibilidade do Administrador que nos ajudou a voltar ao Nengo, onde chegamos já noite fechada, às vezes sonho com estas situações e penso o porquê destas aventuras sem nexo, pois bastava uma avaria um furo e ficávamos no meio do nada, a maldizer a sorte, mas com vinte anos agíamos por impulso, por camaradagem e outras por simpatia..!!
Adeus até ao meu regresso
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| Gago Coutinho 1972 |
Pois é assim mesmo!...Inevitavelmente, como prometi, cá estou de novo a dar um testemunho de vida e, apesar de todos os problemas próprios do meu estado de saúde , a mostrar que o mesmo, não obstante as dificuldades reais, não está assim tão mau!... Pode dizer-se, sem faltar à verdade e sem exagerar, que muitos haverão mais novos que estarão, infelizmente para eles, muito piores do que eu.. Mas devo esclarecer que tal se não deve a qualquer especial mérito meu, mas apenas e tão só ao factor sorte, cuja existência é um facto incontroverso. Mas prossigamos e dirijamo-nos para o tema principal que nos trouxe aqui hoje!...
Como sabem, pois já o tenho repetido em todos os meus escritos, a minha presença neste blogue, tem a finalidade de relembrar acontecimentos ocorridos durante a nossa permanência na ZML , subsector de Gago Coutinho e nos diversos locais e acampamentos em que estivemos, durante os anos de 1972-73-74 e, uma vez que estive fora das actividades operacionais e num contexto muito diferente do da maioria dos “Panteras Negras”, tenho, por essa razão, muito poucas histórias de aventuras ou desventuras por que muitos de vocês passaram, para poder descrevê-las nos meus escritos. Mas estes são factos que não são desconhecidos de todos vós e, neste momento, não estou a revelar situações ou factos que não sejam do vosso cabal conhecimento. Ora isto foi assim, porque assim tinha de ser necessariamente e, cada um e cada qual tinha a sua missão e trabalhar uns para os outros era essa missão que, se assim não fora distribuída seria, de certo, mal cumprida, o que connosco, felizmente, se não verificou.
Mas afinal, riscos, todos corremos, uma vez que, para isso, bastava um combatente por os pés em terra, quer fosse da Guiné, Angola, Moçambique ou Timor, para ficar intimamente ligado ao “risco” que corria qualquer combatente, que era a designação oficial de todo e qualquer militar ao "cair" em qualquer daquelas ex-colónias portuguesas. Até mesmo o simples acto de sair do arame farpado de um quartel ou acampamento, para dar um descontraído passeio turístico nos arredores dos mesmos, para tirar umas fotografias, o que é documentado pela foto que ilustra este “post”. Pois é verdade e a foto anexa, como já disse, o prova, foi tirada no ano de 1972, quando a sede da CArt estava em Gago Coutinho, nos arredores de vila!...Pode hoje considerar-se uma proeza louca, sair da segurança para ir passear e, pelos vistos, sem a arma regulamentar que deveria ser usada em zona de guerra. Hoje a esta distância de tempo, ao olhar para esta foto penso: “Que inconsciência e imprudência”!... e fico estupefacto com tal manifestação de “descontracção”… Mas é assim mesmo!...A foto é real e não se trata de “montagem” e mostra o, ao tempo, 1º.Sarg,Botelho, veterano combatente em terceira comissão em Angola, com as funções de 1º.Sarg.Chefe da Secretaria da CArt 3514!...Sim!...Sou eu mesmo, o signatário deste “post”, que, não querendo prolongá-lo muito mais, vai encerrá-lo, enviando cordiais saudações a toda a grande família “Panteras Negras, ao “blogmaster” Carvalho, restantes colaboradores e todos os eventuais visitantes, onde quer que se encontrem.
Para todos um abraço do amigo e camarada, Botelho
Se a memória não me falha (e costuma falhar bastante), a coisa passou-se no dia de Páscoa de 1973, estava o 1º Grupo estacionado algures entre o Nengo e Ninda. Seguíamos então, um grupo de valorosos militares na nossa Berliett de serviço, pela picada de areia e aparece-nos pela frente uma outra Berliett que, desgraçadamente trazia a bordo um General vindo das bandas de Ninda. Mas que raio andava um General a fazer num dia de Páscoa, em pleno Leste de Angola? Estaria zangado com mulher, se é que tinha mulher? Continuo com a dúvida, até hoje.
Estava eu a dizer que nos deparámos com a tal outra viatura e, na manobra de cruzamento, a nossa regressou ao trilho antes de tempo e, zás, “passa a ferro” a lateral da outra onde seguia o tal general. Aquilo fez bastante barulho por causa daqueles ganchos laterais e obrigou à paragem das duas colunas militares.
Identificado o comandante de coluna (militar), neste caso o signatário desta coluna (escrita), logo fiquei com a sensação de que vinha aí coisa ruim. E veio.
Uns dias depois o Capitão Santos lá me deu a notícia do castigo aplicado pelo comandante do batalhão: uma repreensão agravada; mas com o esclarecimento adicional do general: “Aquilo não era um grupo de combate, era um bando armado!”.
Confesso que hoje sinto algum orgulho por essa “promoção”.
E tenho de reconhecer ao senhor general uma vista apurada porque, de facto, naquele grupo não abundavam as fardas do exército português: havia gente em tronco nu, calças de ganga cortadas acima do joelho, com franjinhas e tudo, chapéus à "cowboy", barbas por fazer, cabelos compridos e desgrenhados; enfim, uma coisa assustadora. Parece-me que o único fardado era eu e por isso acho que o castigo foi merecido. È bem feito porque nunca se deve andar com “bandidos” e muito menos num dia de Páscoa.
Mas a coisa não ficou por aqui porque os senhores da guerra do ar condicionado em Luanda agravaram o castigo para três dias de prisão simples.
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| Lumbango 1972 - Arlindo Sousa, Araújo Rodrigues e Carvalho |
O cumprimento do castigo até não era importante, porque se resumia a permanecer no aquartelamento durante os três dias; só que perdi o direito às férias; como solução de recurso lá fui eu, dar meio quartilho de sangue para ter direito a 15 dias de licença graciosa.
Também aqui a coisa não correu lá muito bem, porque quando me preparava para embarcar no Nordatlas para ir passar duas semanas a Luanda, aparece o segundo comandante do batalhão com a lista de pessoas autorizadas a embarcar e eu não era contemplado. Era a primeira vez que faziam isso. Tinha de ser. Definitivamente aquela não era a minha guerra. E assim terminou o meu sonho de uma brilhante carreira militar. [Eh eh eh!!]
PS - Não sou dado a saudosismos e por isso tenho resistido às solicitações para escrever neste fórum, no entanto compreendo a curiosidade dos participantes e, a pedido do António Carvalho, esforçado mentor deste espaço, deu-me hoje para escrever umas linhas.
No último encontro da Cart.3514 fiz referência ao episódio a que alude o título.
Manuel Rodrigues
 A data do aniversário de um amigo, é sempre especial principalmente quando este é um velho e íntimo AMIGO, sendo quase um membro da família...Esquecer o dia de aniversário de um colega, de um "amigalhaço", de um parente é falta considerada grave, e em alguns casos as famosas desculpas do tipo: " eu pensava que era no próximo mês..." não colam. Elas deixam a situação pior ainda. Se, por outro lado, os parentes, são pessoas claramente definidas, a figura do AMIGO precisa de ser avaliada com maior cautela. Não são tantos aqueles que preenchem tal qualificação, porque é difícil ter amigos verdadeiros, alguns quando surgem são mais chegados que os nossos próprios irmãos.Todos nós já tivemos experiências marcantes com amigos que na hora "H", nos ajudaram, nos aconselharam, nos acolheram ou simplesmente estavam lá para ouvir a mesma história pela décima vez. Todos os outros amigos, que me perdoem, mas o tal AMIGO de quem vos estou a falar, chama-se Octávio Barbosa Botelho, decano da família "Panteras Negras", colaborador deste blogue, a quem nesta data, envio um forte e sentido abraço com votos de muita saúde e de muitos anos de vida.
Parabéns Botelho"A todos os restantes amigos e colaboradores, bem como a toda a família "Panteras Negras" votos de um ANO NOVO, com saúde, paz e amor e, já agora, porque não mais uns trocados para ajudar a encarar o ano com verdadeiro optimismo."
Lufuta, novamente o Lufuta!... E porquê? Porque foi aqui que nos adaptámos rapidamente a África, à beleza do seu entardecer, onde começámos o nosso abraço mais profundo com a terra africana, negra,... roxa... e branca, onde até as laterites extraídas da terra tinham uma cor avermelhada de sangue!... Foi por aqui que, como os restantes camaradas, do Lutembo, do Lubango e de Luanguinga, nos confrontámos com um céu, que de dia ou de noite não compreendíamos, mas admirávamos em segredo. Enfim, um horizonte ilimitado que faz guardar recordações desta região no íntimo de quem por lá passou um dia. Estávamos a iniciar a chamada época do cacimbo, meteorológico e psicológico, e íamos aprender que ele corresponde no calendário ao verão do "puto", por ser o tempo em que ia haver menos calor. Só que em Angola ninguém pensava no frio que fazia durante a noite. Apesar desta idiossincrasia, não esquecíamos nunca o factor que nos fazia ali permanecer, éramos um grupo de combate, e a nossa missão era estar de olhos bem abertos para não sermos colhidos de surpresa e, sem consequências de qualquer espécie, já tínhamos apanhado os nossos "cagaços"!... Daí, era de “bom tom” estarmos bem com todos e com o "Patrão lá do Alto", para onde, menos materialistas do que hoje, ao primeiro sinal de alarme, recorríamos, embora de arma na mão, à sua protecção Divina. Parecer-vos-á uma dicotomia incompreensível, mas era verdadeira e acontecia nos bons e maus momentos. Seguindo este espírito, já a manhã daquele dia sete de Maio de mil novecentos e setenta e dois ia muito alta, quando recebemos a visita do capelão militar que iria celebrar uma missa ali, no Lufuta. Ali se concentrou o pessoal que escoltava o Capelão, vindo de Luanguinga, a quem se tinha juntado à passagem o pessoal do Lubango e de onde confluíram também os destacados no Lutembo. Tratava-se de uma missa celebrada por um militar e para militares. Combinou-se que, na hora do ritual da consagração, na falta de clarins que abrilhantassem a cerimónia, eu e o meu camarada Raul Sousa, subíssemos as barreiras de protecção e lançássemos cada um a sua granada ofensiva M/62(1). Todo o pessoal tomou conhecimento, ou melhor, pensou-se que todos teriam tomado. No entanto, como todo o pessoal não chegou exactamente no mesmo momento, houve ali qualquer falha de comunicação inesperada. Muitos de vós certamente estarão lembrados, pelo menos, do caricato do sucedido!... Chegado ao momento combinado, à indicação dada pelo celebrante e corroborada pelo Maurício Ribeiro, com a maior das calmas, tiramos as cavilhas às granadas e do cimo da barreira, atirámo-las para um fosso ali existente. Foram dois estrondos sucessivos de granada...Quando nos voltámos para regressar ao local onde era suposto continuar a cerimónia, só vimos o pessoal em grande correria á procura de armas uns atrás dos outros. O celebrante, olhou para nós, mas perante a debandada geral, abandonou o altar improvisado e “ala que se faz tarde”. Nós os "guerrilheiros" causadores desta aflição, ficamos imóveis, atónitos e com um misto de vontade de rir, mas ao mesmo tempo de medo, do que poderia ter acontecido no meio daquela "guerra". A missa, depois de serenados os ânimos, continuou... mas o espírito religioso e o grupo coral, vindo de Luanguinga se não me falha a memória dirigido pelo nosso amigo e camarada António Soares, acabou com os estrondos. Mas meus caros amigos, eu só não participei na debandada geral à procura de um abrigo, porque tinha sido um dos autores da "tramóia", caso contrário, quem tem o dito cujo no fundo das costa tem medo...Nesse dia, ao final da tarde, tivemos o primeiro desgosto da nossa comissão!... Chegava a infausta notícia de que o nosso Camarada Ernesto Gomes, de saudosa memória, havia perecido por afogamento, no rio Lutembo!... Daí também, a data de 07/05/1972, permanecer indelével no “baú das recordações”!... Como isto está já demasiado longo e, talvez, correndo o risco de me tornar fastidioso, resta-me encerrar o capítulo LUFUTA, por onde só voltei a passar no regresso, no final da comissão. Em especial, a todos os camaradas que fizeram parte do 4º grupo e, em geral, a toda a família “Panteras Negras”, um grande abraço. (1) - É uma arma de arremesso destinada ao combate próximo. Actua por efeito moral (grande estrondo) e por acção de sopro
 Natal, é sempre sinal de festa de renascimento e de esperança... Todavia, a vida prega as suas partidas!... Neste Natal, embora exista tudo aquilo em nossas casas, ele vai ser mais triste para todos os camaradas que, como eu, fizeram outrora parte da CART3514 e hoje da família " Panteras Negras".
Faleceu prematuramente o Manuel da Costa Carreira, nosso camarada de armas do 4º. Pelotão. O Manel Carreira era natural de Cortes, onde nasceu em 1950 e residia em Várzea, Arrabal, Leiria. Colhido de surpresa com esta triste e infausta novidade, transmitida pelo nosso comum camarada António Carvalho, só posso afirmar o que todos sabem. Foi sempre um excelente camarada, um óptimo AMIGO, com quem privei durante o tempo que passámos em Évora e os vinte e sete meses em Angola. Encontrámo-nos, como muitos de vós, este ano em Fátima e despedimo-nos com um forte abraço e com "um até para o ano". Aos seus Familíares e Amigos, os nossos sinceros sentimentos, a nossa solidariedade e queremos dizer-vos que estamos convosco neste momento de grande dor e angústia. É mais um AMIGO que parte primeiro e desaparece na curva da estrada desta vida terrena.
ATÉ AMANHÃ CAMARADA...
Alunos terminam 1º ciclo com bom aproveitamento escolar Oitenta e um alunos, dos 191 matriculados na escola do ensino secundário do 1º ciclo, no município dos Bundas, encerraram hoje o ano lectivo/2010, como os primeiros finalistas da reforma educativa. A reforma educativa no ensino secundário foi introduzida em 2008 e vai até a 7ª classe. Durante o ano lectivo foram matriculados 14.986 alunos em dois subsistemas de ensino (primário e secundário do I ciclo), tendo havido a aprovação de 14.143 educandos. As aulas foram asseguradas por 132 professores. O director da escola, Bernardino André Catongo, reconheceu o empenho dos professores e alunos, tendo em conta o bom aproveitamento alcançado nesta época escolar. Disse que o desenvolvimento da educação passa necessáriamente por vários factores e mudanças, tendo apontado o homem e meios materiais como condições fundamentais para se atingir a qualidade de ensino que se pretende no país. Como perspectivas para o próximo ano, Bernardino Catongo solicitou a construção de uma escola secundária do 1º ciclo e outra de 2º ciclo, com 12 salas cada, bem como o aumento de número de professores, sem precisar a cifra.
AngolaPress
Boas-Festas
Nesta quadra que se aproxima, não quero deixar de formular, para toda a família “Panteras Negras” restantes colaboradores , respectivos familiares e bem assim a todos os visitantes deste Blogue, onde quer que se encontrem, os meus sinceros votos de um Santo Natal, com muita saúde, paz, alegria, amor, fraternidade e solidariedade cristã , recomendada pelo Aniversariante que, o próximo dia 25 do corrente, celebra o seu 2010º aniversário. Para todos um abraço do camarada e Amigo, Botelho
E esta...?
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| João Medeiros |
Estava a nossa Companhia sediada no Nengo, quando o Batalhão 3862 foi rendido pelo Batalhão 6320, formamos uma coluna (com a devida autorização do nosso Capitão) e fomos receber os maçaricos. Foi uma grande festa em Gago Coutinho para aqueles que lá estavam e para os que chegaram e contactaram com os amigos das suas terras, tal como eu, porque no 6320 vinha uma data de "Açorianos". Foram umas horas bem passadas de contar aventuras e ouvir novidades. Quando os contactos acabaram e voltamos á realidade viemos para o Nengo e chegados lá, os que não tinham ido, quiseram saber as novidades e estávamos a conversar uns com os outros, quando o Soares e o Cardoso da Silva que estavam sempre com o caniço na água, lá iam fazendo as suas perguntas a uns e a outros, para se rirem com as histórias que iam ouvindo. Pergunta o Cardoso da Silva que tinha ido a Gago Coutinho na coluna. Oh (não me lembro o nome apesar de saber quem é) estavas todo entretido lá na conversa com um maçarico, nunca mais largavas o gajo, o (………) olhou para ele e não disse nada, por que não podia manda-lo para longe, virou as costas para se ir embora, pergunta-lhe o Soares então (……..) isto é segredo. Oh (……..) queria era mostrar a sua alegria por ter encontrado um amigo, e diz, Oh Furriel tu não imaginas o que é que eu senti, no meio daquela maçaricada toda, eu olhava para uns e olhava para outros e não via ninguém conhecido, de repente olho para o lado e o que é que eu vejo, um " SUBTERRÂNEO" meu, que alegria carago. Olhou uns momentos para o Cardoso da Silva e para o Soares á espera de uma reacção, mas nenhum soube o que dizer daquela alegria singela, de ver um CONTERRÂNEO (subterrâneo) naquele fim do mundo. >
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O Soldado Revés
Alguns se lembrarão ainda das peripécias deste camarada, operador de transmissões do 1º Pelotão que formou companhia connosco, mas não chegou a embarcar para África, por motivos disciplinares, mas que deixou muitas estórias e alguma “saudade” pela sua irreverência e audácia.Tínhamos iniciado a semana de campo nos primeiros dias de Dezembro de 1971, ali para os lados de Valverde, na Herdade Estatal da Mitra, manhãs muito frias com geada e ar gélido. Os Soldados acamparam a três, em tendas de três panos, muito rudimentares, com pouco ou nenhum conforto e mal agasalhados. Os cabos milicianos ficavam em tendas cónicas, em grupos de oito, dormíamos no chão em colchões de espuma. As madrugadas eram muito agrestes e o Revés a tiritar de frio entrava na tenda dos graduados e onde apanhasse um buraco enrolava-se na manta e ferrava o galho, ao toque de alvorada pirava-se embrulhado no cobertor, só quase no final é que demos pelo intruso, uma noite depois do jantar, fui com o Carrilho e o Medeiros a Valverde beber uns copos com uma rapaziada do Pólo Universitário, na volta quando chegamos, verificamos que havia gente a mais e colchões a menos, depois da lengalenga, ai que eu morro de frio e por ai fora, o Medeiros comiserou-se e o Revés lá se "aconchegou" aquela e as restantes noites do IAO. Adeus até ao meu regresso
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| Évora 1971 - Matos, Serafim Gonçalves e ??? no IAO na Herdade da Mitra |
Reconstrução nacional
9-11-2010 - Infra-estruturas socioeconómicas - Será inaugurado um jardim infantil no município que em Dezembro ganhará igualmente um centro multiuso para a juventude, residência protocolar e sistemas de captação e abastecimento de água (nas comunas de Luvei e Lutembo).O programa aponta ainda a inauguração de sinais da Rádio Nacional de Angola (RNA) e da Televisão Pública de Angola (TPA), na Vila de Lumbala-Nguimbo, a 357 quilómetros do Luena.
POLITICA
11-09-2010 – O governador provincial do Moxico, João Ernesto dos Santos “Liberdade”, considerou hoje o primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto, um homem rico em ideias patrióticas, que continuam vivas na memória dos angolanos. O governante fez estas declarações numa palestra alusiva ao 17 de Setembro, Dia do Herói Nacional, realizada na sede municipal dos Bundas (Lumbala-Nguimbo), a 357 quilómetros do Luena. João Ernesto “Liberdade” realçou que apesar de desaparecer fisicamente as ideias e convicções de Agostinho Neto permanecem vivas. Afirmou que o “exemplo do herói nacional, sua irrepreensível conduta de militante de dimensão histórica iluminará a paz alcançada em 2002, salvaguardando a independência nacional e o desenvolvimento do país. Explicou que Agostinho Neto muito cedo se revelou como patriota e nacionalista consequente, médico de elevada sensibilidade, célebre pensador e poeta de dimensão internacional. António Agostinho Neto nasceu a 17 de Setembro de 1922, na aldeia de Kaxicane, município de Icolo, provincia do Bengo, e morreu a 10 de Setembro de 1979, em Moscovo, vítima de doença.
AngolaPress
Venho por este meio e em meu nome, neste dia 03DEZ10, desejar ao Camarada António José Rosado Carvalho, da ex- CArt 3514 ”Panteras Negras”, um dia muito feliz, com muita saúde, paz, tranquilidade e amor, na companhia da sua esposa e filha e, porque não, na de alguns dos seus mais próximos amigos que, porventura, tenham mais possibilidades de acompanhá-lo nesta comemoração que, faço votos, se repita por muitos e felizes anos. Aproveito a oportunidade para enviar cordiais saudações a toda a família “Panteras Negras”, aos restantes colaboradores, assim como aos eventuais visitantes deste Blogue. Um especial abraço de Parabéns para o aniversariante, do Camarada e Amigo, Botelho
Hoje, dia 3 de Dezembro do ano da Graça de 2010, o nosso grande amigo e Webmaster deste Blogue, António Carvalho, vai deixar de ser um cidadão de cinquenta e tal anos para ser, doravante, mais um caminhante que perdeu o medo de se perder, ou seja um sexagenário. Sinal do tempo. O tempo voa e não perdoa o que por vezes, se torna doloroso mas, por outro lado, não deixa de ser sublime pela mais valia da experiência de vida que a idade com ela transporta. Alguém, cujo nome de momento não recordo, disse que a idade deverá ser contada, não em anos, mas em amigos que tenhamos adquirido pela vida fora. Partindo desta premissa maior e, pelo que de ti conheço, se for contabilizada a tua idade em amigos, é fácil concluir que és muito mais velho, do que realmente aparentas. Mas isto é "filosofice" barata e não importará aqui e agora. Na sublimidade do dia que hoje celebras, venho intrometer-me, para rogar que Ele, o nosso "Patrão lá do Alto", em torno de ti, semeie todas as pérolas necessárias para que a tua vida seja sempre reflectida, pelo brilho da paz , do amor familiar e, em suma, pela felicidade. Que a alegria deste dia do teu aniversário perdure por todos os outros dias da tua existência , sempre na companhia daqueles que mais amas. Parabéns Carvalho - Um grande abraço. P.S.- Aproveitando o ensejo envio, em especial, aos colaboradores deste Blogue e, em geral, a toda a família “Panteras Negras”, um grande abraço e votos de Felizes festas Natalícias.
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