o0o A Companhia de Artilharia 3514 foi formada/mobilizada no Regimento de Artilharia Ligeira Nº 3 em Évora no dia 13 de Setembro de 1971, fez o IAO na zona de Valverde/Mitra em Dezembro desse ano o0o Embarcou para Angola no dia 2 de Abril de 1972 (Domingo de Páscoa) num Boeing 707 dos Tams e regressou no dia 23 de Julho de 1974, após 842 dias na ZML de Angola, no subsector de Gago Coutinho, Província do Moxico o0o Rendemos a CCAÇ.3370 em Luanguinga em 11 de Abril de 1972 e fomos rendidos pela CCAÇ.4246 na Colina do Nengo em Junho de 1974. Estivemos adidos em 72/73 ao BCav.3862 e em 73/74 ao BArt.6320 oOo O efectivo da Companhia era formada por 1 Capitão Miliciano, 4 Alferes Mil, 2 1º Sargentos do QP, 15 Furriéis Mil, 44 1º Cabos, 106 Soldados, num total de 172 Homens, entre os quais 125 Continentais, 43 Cabo-Verdianos e 4 Açorianos» oOo

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Noticias de Lumbala Nguimbo

Placa Toponímica
Saúde - O Município Bundas na província do Moxico, terá no final deste ano, um núcleo local de dadores de sangue, visando acudir às respectivas unidades sanitárias, a informação foi avançada no Luena, pelo presidente da referida associação provincial, António Pinto “Mata-bicho”, que garantiu estarem criadas as condições para a implementação destes núcleos, aguardando apenas a resposta das respectivas administrações municipais. Fez saber que os municípios do interior da província nunca tiveram bancos de sangue e esta é uma experiência “piloto”, que será extensiva aos outros municípios, de forma a diminuir mortes por falta de sangue. Solicitou apoios das administrações municipais dentro dos seus programas de acção e de outros parceiros sociais, quanto ao estímulo dos associados. Concretizada a intenção diminuir-se-á casos de mortes por falta de sangue nos hospitais e centros sanitários.
Vacinação - 9.390 petizes dos zero a cinco anos de idade foram vacinados contra pólio e sarampo, em Lumbala-Nguimbo, município dos Bundas, província do Moxico, na fase urbana da campanha “Viva vida com Saúde”. De acordo a supervisora municipal do Programa Alargado de Vacinaçao (PAV), Maria Muteche, 5.540 petizes foram imunizadas contra a poliomielite e 3.750 receberam vacina anti-sarampo. Segundo a fonte, durante a primeira fase realizada de 9 a 13 de Setembro 4.272 petizes receberam a vitamina (A), para prevenção da cegueira, e 3.543 receberam albendazol (desparasitante). A fase rural, última da campanha, iniciada a 19 de Setembro já terminou. Finda a campanha, o PAV tem a previsão de vacinar 10.403 petizes menores de cinco anos, em todo o território do município dos Bundas. 
Estão envolvidos na campanha cinco brigadas, constituídas por sete técnicos cada

  • AngolaPress
  • segunda-feira, 12 de setembro de 2011

    Recordações do Leste de Angola

    Caros Amigos e Camaradas:
    Estão quase a completarem-se três meses em que aqui apareci pela última vez. Não sei se sabem, mas a causa desta ausência deve-se ao facto de eu me encontrar algo ocupado, semanalmente, com o meu próprio Blogue, em que me proponho narrar todo o meu trajecto por Angola, desde 1965 até 1974, data em que o mesmo foi encerrado com a minha ultima prestação de serviço, integrado na CArt 3514”Panteras Negras”. É claro que como sempre, se começa a contar uma história pelo princípio e, assim, tenho andado ocupado a compilar alguns documentos fotográficos que ilustrem o trabalho em que me encontro empenhado, trabalho esse que se está a revelar um tanto ou quanto difícil, dada a escassez de documentos de que disponho para isso. Mas esta é uma história que me diz respeito mais directamente a mim e, por isso, vou evocar uma pessoa e uma história que já diz alguma coisa, não só a mim, mas também a vós.
    .
    1ºs.Sargs.Torres e Botelho, no Nengo, em 1973 (?)
    A pessoa em questão foi uma personagem controversa, que teve uma passagem, quase que diria, meteórica pela nossa CArt 3514. Mas o facto real é que, na verdade, apesar de todos os condicionalismos , sempre deixou por cá alguns sinais e vestígios da sua passagem que não podem ser escamoteados, tal como os deixados no espaço por um meteoro, após a sua passagem.
    Assim, não querendo modificar as opiniões de ninguém mas, no entanto, mantendo as minhas, acho por bem evocar essa pessoa que, como todos já devem ter percebido, se trata do, ao tempo 1º.Sarg.Meira Torres e que foi e era, o 1º.Sargento Titular da CArt 3514, pois que, se assim não fora, teria sido substituído por outro 1º.Sargento no QO da CArt 3514, o que, de facto, não aconteceu. Apenas fui posto no seu lugar, mas o meu lugar não foi substituído, porquanto eu pertencia organicamente ao 1º.GC e este, com a minha saída nunca foi recompletado e manteve-se deficitário, durante toda a Comissão.
    E, a esse propósito, ainda me lembro da “Repreensão Pública”(o que vale, é que não foi registada!...) que me foi dada pelo ex-Alf.Rodrigues, no Convívio de Boleiros, em 2010, pela minha falta ao serviço operacional no seu GC. Ora, eu nunca poderia ter estado nos dois lugares ao mesmo tempo, pois não sou, nem era, como a Nª.Srª.de Fátima, que consegue estar em todas as igrejas ao mesmo tempo!...
    Continuando com minha ideia, aqui vai uma imagem fotográfica, tirada no Depósito de Géneros do Nengo, durante uma qualquer refeição, em que figuramos eu e o 1º.Sarg.Augusto Veiga Meira Torres que, apesar de todas as controvérsias sobre a sua pessoa, foi um dos elementos da CArt 3514, tanto oficial como particularmente e passados tantos anos, as questões que tivemos eu e ele, e que pouco ou nada significaram, estão completamente esquecidas e ultrapassadas nas “brumas da memória”.
    Cordiais saudações para o “blog-master”, todos os restantes colaboradores, elementos da CArt 3514 e familiares e ainda para os eventuais leitores deste “post”, onde quer que se encontrem. Para todos um abraço do Amigo e Camarada,
    Octávio Botelho

    sexta-feira, 26 de agosto de 2011

    O Morteiro 81

    S. Miguel 16 Agosto 2011
    De João Medeiros
    Corria o mês de Janeiro ou Fevereiro de 1973, estávamos nos acabamentos finais do destacamento na Colina do Nengo, quando o Manuel Cardoso da Silva entrou na messe, vinha todo ardido, porque o Capitão num dos seus dias de mau humor, apertou com ele sobre a logística da defesa do destacamento, no qual as armas pesadas tinham uma preponderância primordial ( Posição das Metralhadoras pesadas, e do Morteiro 81 ). As Metralhadoras seriam montadas nas torres dos postos de sentinela em cantos opostos e o Morteiro 81 ficaria posicionado ao fundo do destacamento sobre o canto esquerdo entre a Messe e a estrutura do Comando. O Manuel na sua maneira característica de falar quando estava irritado dizia f…-.. agora tenho de abrir ali um buraco para por a merda do Morteiro e fazer um plano de tiro.
    .
    O Cap. Rui Crisóstomo, Carlos M. Monteiro, Parreira, Pimenta, Paulo Ribeiro, Diogo, e na piscina Medeiros e Cardoso da Silva
    Quanto ao plano de tiro, a malta no gozo dizia-lhe que a melhor maneira de o elaborar era fazer uns tiros com o morteiro e depois ir á procura das crateras onde as morteiradas tinham caído, tirava as coordenadas e assim tinha um plano de tiro garantido. Imagine-se o que ele não disse e eu lembro-me. Bom, mas isto foi a parte fácil da tarefa, porque o mais difícil era abrir a cova para instalar o Morteiro e encher as sacas de areia para protecção em volta da cova (ninho). Bem, pessoal para abrir a cova está quieto, voluntários não havia, porque os homens de armas pesadas estavam distribuídos pelos pelotões, tal como os enfermeiros e transmissões, etc.
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    Medeiros e Cardoso da Silva a "desafogar" o Morteiro
    O Manuel já se via a ter de abrir a cova sozinho, com um ou outro homem e tinha de cumprir prazos por causa da ameaça de ter de ir para o mato. Mas lá conseguiu fazer o essencial para se ter um morteiro 81 instalado com todos os erres e esses (cova com diâmetro x , altura y, sacos de areia em volta, munições, mira montada, níveis, lona de cobertura e protecção do equipamento etc.)
    Quando acabou o trabalho ao fim do dia o nosso capitão que pernoitava em Gago Coutinho foi embora e nós fomos tomar umas cervejas como de costume e o Manuel consolou-se a desabafar.No dia seguinte tudo corria ás mil maravilhas, na messe ao almoço como de costume era bocas para um lado e para o outro e quando menos se esperava caiu uma pancada de água como era próprio da época, um autêntico dilúvio.
    .
    Medeiros e Cardoso da Silva a pescar granadas
    Saímos da messe, cada um para os seus lugares, o Monteiro das transmissões disse-me, oh Medeiros o Morteiro está inundado ..! Fui ter com o Manuel e disse-lhe, ele não acreditou e mandou-me para longe, lá insisti e ele foi verificar. O resto vocês imaginam, o nosso Capitão foi observar e não comentou nada porque o ambiente não estava agradável. O Manuel lá desmontou a arma, limpou, lubrificou e guardou o morteiro em lugar seguro e até à chegada dos Maçaricos nunca mais se falou no Morteiro 81.

    sexta-feira, 12 de agosto de 2011

    Noticias de Lumbala Nguimbo

    Placa Toponímica
    O governador do Moxico, João Ernesto dos Santos "Liberdade", visitou na quarta-feira, as obras de impacto social, na comuna de Luvuei, município dos Bundas, em sequência da deslocação iniciada segunda-feira na circunscrição a sul do Luena. O dirigente começou por inspeccionar a construção do sistema de captação, tratamento e distribuição de água potável, escola primária com capacidade de quatro salas de aulas, centro de saúde e uma residência para funcionários da educação e saúde. Na comuna do Lutembo, avaliou a construção de uma escola T4, bem como o sistema de captação, tratamento e distribuição de água à população daquele conselho administrativo. Visita à comuna do Mussuma Mitete, constam da agenda do governante, que igualmente vai constatar a edificação de infra-estruturas administrativas e sociais em construção no âmbito do programa de melhoria e ofertas serviços básicos à população. Durante a sua estada na vila de Lumbala-Nguimbo, inaugurou duas pontes de madeira sobre rio Lucula, na estrada que liga a sede do município, à comuna de Sessa. (Caminho que liga os Bundas a Cangamba no municipio dos Luchazes) As obras estão enquadradas no Programa Municipal Integrado de Desenvolvimento Rural e de Combate à Pobreza. Ainda no Lumbala-Nguimbo, o governador e os membros do governo provincial que o acompanham vão assistir às comemorações do 3º aniversário de empossamento do "rei" Mwe Mbandu III, soberano do grupo etnolinguístico Mbundas, a assinalar de 11 a 12 deste mês, e reunirão também com a Administração Municipal.
    AngolaPress

    terça-feira, 9 de agosto de 2011

    Parque Nacional do Mussuma

    Placa Toponímica
    A Ministra do Ambiente, Maria de Fátima Jardim anunciou a criação do Parque Nacional do Mussuma, no Município dos Bundas, numa zona transfronteiriça que servirá de circulação dos animais dentro da área de conservação entre Angola e a Zâmbia. Informou no Moxico, que o país conta com 13 áreas de conservação de espécies da fauna e flora, que cobrem uma extensão de 82.272 kms². As zonas físico-climáticas de que dispõe Angola resultam numa grande diversidade de animais e vegetação, multiplicidade que coloca o país num dos mais ricos desta região austral do Continente Africano em termos de fauna e flora.  
    Manada de Palancas vermelhas
    As 13 áreas de conservação de espécies da fauna e flora em Angola são o Parque do Iona (Namibe, o maior do país, com 15.150 km²), Parque da Kameia (Moxico, segundo do país, com 14.450 kms²), Parque de Quissama (Bengo-Luanda), Parque de Cangandala (Malanje), Parque do Bicuar (Huíla), Parque do Mupa (Cunene) e Parque regional de Cimalavera (Benguela). As reservas naturais, integrais e parciais são as do Luando (Malanje), de Ilhéu dos Pássaros (Luanda), Luiana (Kuando Kubango), de Búfalos (Benguela), Natural do Namibe e de Mavinga (Kuando Kubango)
  • AngolaPress 
  • sábado, 30 de julho de 2011

    Os que se lembram de mim..

    S. Miguel 29 Julho 2011
    De João Medeiros 
    Há meses atrás, esteve aqui na minha ilha (São Miguel), por pouco tempo, ao serviço da sua empresa, o Victor Dinis das transmissões. Telefonou-me, fui ao seu encontro para lhe dar um Abraço. Há dias atrás, também de passagem aqui na ilha, na companhia dum grupo de amigos, o César Correia. Telefonou-me, fui ao seu encontro para lhe dar um Abraço. Ontem, dia 27/07/2011, toca o telefone e para surpresa minha, era o meu Amigo, João António Fontes, que, estava em trânsito no aeroporto de Ponta Delgada, com destino aos Estados Unidos América, aonde ia de visita aos seus familiares. Como passageiro num voo internacional, não podia sair da sala de embarque, mas, ele lá dentro e eu cá fora, mexemos uns cordelinhos e lá conseguimos dar um Abraço. E bonito! Também me apresentou o seu filho, um jovem bem posto, de fino trato (com 40 anos de idade), que me levou a pensar, que o Fontes, já tinha aquele filho quando foi arrancado à sua terra natal, (Ilha do Fogo - Cabo Verde) e mobilizado connosco para Angola.
    Fátima 2010 - João Medeiros e João António Fontes
    Comentários para quê? Hoje que somos pais e temos filhos, percebemos o porquê, daqueles que já tinham filhos, andarem tristes e preocupados, quando andávamos na tropa. Amigos e Companheiros, que fique mais uma vez registado, a Alegria que sinto. Se dúvidas houver, quando por cá passarem ou quiserem estar, é só dizer, telefonar ou informar, que eu estou aqui para Vós… Os que se lembram de mim.

    terça-feira, 19 de julho de 2011

    Caçada Noturna no Mussuma

    A minha 1ª caçada noturna
    Há dias encontrei o Alfredo, actualmente a viver aqui na zona de T. Novas, era condutor do PAD.2285 em Gago Coutinho, passava dias desenfiado no destacamento do Rio Mussuma à beira da ponte, por causa da caça, dormiu lá algumas vezes com o pessoal da ferrugem. Nos encontros ocasionais, acabamos sempre a reeditar o nosso “glorioso” passado africano, a meio dumas cervejas, recordou uma peripécia passada naquela época, que nunca mais esqueceu e perguntou, Carvalho não te recordas daquela vez que ficamos atascados na chana? Respondi, em qual delas, foram tantas..! Eh pá foi por causa daquele furriel da tua companhia, que caçava sentado no saco de areia em cima do guarda-lama da frente da Berliett, a nossa sorte foi aparecerem os gajos do “cavalo branco”, se não dormíamos lá a sesta, tínhamos de assar a cabra para enganar a larica, marchava mesmo sem sal, digo-te, nunca mais me esqueci daquele “chico” com cara de pau, a querer fazer a tarimba ao pessoal, e a gente bem precisava…! Mas esse tal furriel chegou pró gajo, enfiou-lhe uma galga das antigas, não me lembro como se chamava..! Era o Medeiros..! Não, esse era aquele açoriano marado que puxou da canhota no jogo da bola ao pé da escola, gajo muito porreiro, mas quando se passava dos carretos, cuidado com ele…! Nem o Duarte, foi há tantos anos, já não me lembra o nome dele, (Carrilho) esse mesmo. Escapei desta, mas quando cheguei ao PAD a meio do dia, o 1º Gomes já andava á minha procura, desculpei-me que tinha adormecido no kimbo da minha lavadeira, lixei-me com a intrujice, apanhei uma semana à Benfica…!
    .
    1972 - Coluna militar à saida de Gago Coutinho
    Tenho ainda presente a minha estreia nocturna, tínhamos comprado um holofote a um camionista da TECNIL, saímos a meio da madrugada para caçar ao longo da picada que contornava a orla da mata, a caminho da aldeia do Mussuma algures na fronteira com a Zâmbia, onde estava destacada uma companhia do BCAV_3862, éramos um grupo de pessoal avulso, à procura de alguma cabra ou palanca, que eu só conhecia das caixas de fósforos, com apenas três ou quatro meses de comissão, havia relutância em sair depois do jantar, com medo de ocorrer algum imprevisto e passarmos a noite na mata, mas naquela madrugada o entusiasmo levou-nos a percorrer vinte e muitos kms por ali abaixo, (abatemos duas cabras).
    Começava amanhecer, de faróis apagados e holofote em punho seguíamos uns olhinhos esverdeados que brilhavam ao longe no meio do capim, com a cegueira de chegar à distância de tiro (perto do animal), fomos surpreendidos pela inconsistência do terreno, a Berliett adornou, com os rodado e o semi-eixo atolados, sem árvores na periferia para amarrar o guincho, depois de algumas tentativas, colocando sob o rodado traseiro, troncos, ramagens e os taipais laterais, para sair da situação, se terem gorado, restava-nos aguardar e rezar.
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    Picada de Gago Coutinho para Ninda 1972
    O Pires tinha teimado em não sair da picada, mas tantas vezes insistiram, que acabamos encalhados, a meio dia de caminho do destacamento, ficamos na expectativa de alguém se lembrar de vir à nossa procura, pois sabiam para onde tínhamos ido caçar.
    A espera gerava sempre tensão com recriminações, mau humor e discussões acaloradas, mas não tirava a vontade a ninguém de voltar no dia seguinte, já tinha passado bastante tempo, estávamos a ficar apreensivos por tardar o auxílio, quando de repente no silêncio da manhã, começámos a ouvir o ronronar familiar duma viatura ou de viaturas, ficamos perplexos com a direcção do ruído, mas se dúvidas havia depressa desvaneceram, quando ao longe começamos a vislumbrar primeiro uma nuvem de pó e depois mais perto a silhueta duma coluna militar vinda da Aldeia do Mussuma a caminho de Gago Coutinho.
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    Aldeia do Mussuma - Destacamento miltar 
    Assim que a frente da coluna nos interceptou, abrandou a marcha, e da terceira ou da quarta viatura, desceu o Capitão, exaltado aos berros, interrogando, quem são vocês, que andam aqui a fazer, quem é o comandante da viatura…? Enfim, se mal estávamos pior ficamos, não sei quem comandava a viatura naquela ocasião, nem me lembro de alguma vez, nos questiona-mos sobre o assunto, predominava por norma a razão do mais teimoso…!!
    O Carrilho tinha arranjado aquele trinta e um, ao insistir com o Pires que a chana estava enxuta e dura, gostava de dar ao gatilho e não olhava a meios, não me surpreendeu ao assumir a situação de peito feito, cheio de estilo (ou não tivesse sido forcado, conforme se afirmava e tantas vezes no kimbo dos furriéis noite dentro, fantasiava estórias das suas proezas nas arenas, em tardes de glória na cabeça dos toiros). Somos da “catorze” meu Capitão, estamos a fazer um reconhecimento à picada, para amanhã acompanhar-mos o Pessoal da Tecnil numa prospecção geológica a esta zona, saímos do trilho para inverter a marcha e acabamos de nos atascar.
    O Homem perante a informação e a constatação dos factos, bradou de imediato ordens a uma das viaturas da coluna para nos rebocar, que também acabou a patinar, depois sim com uma segunda Berliett de reforço foi possível sair do lamaçal.
    Nos destacamentos havia apenas um rádio “Racal  TR28” e sempre que saía uma viatura levantava-se sempre o eterno problema, quem vai ficar sem comunicações, o destacamento ou a viatura.
    Adeus até ao meu regresso 

    quarta-feira, 6 de julho de 2011

    Cheguei Tarde Amigo...!

    Conheci o Isidro Ribeiro na Porta de Armas do Regimento Infantaria 14 em Viseu, cidade onde assentamos praça como recrutas, no 3º pelotão da 3ª Companhia,  depois de terminada a instrução e feito o Juramento de Bandeira, fomos colocados no RAL.3 em Évora,  no 2º pelotão da Cart.3516 para fazermos a especialidade, (Atirador de Artilharia). Fomos mobilizados para Angola e incorporados no 2º pelotão da Cart.3514 !... Durante a comissão em Angola, vivemos ombro a ombro as vicissitudes e adversidades, comungamos momentos de franca alegria e também de tristeza,  com as boas e más noticias, confidenciamos situações e projectos das nossas vidas, no dia chegada, depois de cumpridas as praxes e a meio daquele abraço de despedida, a promessa repetida de nos encontrarmos para relembrarmos as aventuras, e desventuras dos mais belos anos da nossa vidas que passamos enquanto Soldados.
    César e Pereirinha na Aldeia de Picão - Castro Daire em 29 Maio 20011
     Mas cheguei tarde amigo!..
    Quando consegui o teu contacto, tinhas partido á dez ou doze dias. Pela amizade e camaradagem, eu, César Correia, e J. M. Pereirinha, em nome de todos os Camaradas e Amigos da Cart3514, viemos prestar-Te esta pequena e sentida homenagem, e dizer-te que mesmo ausente, continuarás sempre presente entre nós, «Familia Panteras Negras» e despedir-me com um "Até Sempre Camarada".
    Um abraço para todos do César Correia

    segunda-feira, 27 de junho de 2011

    Faleceu Manuel dos Santos Roque

    Faleceu, Manuel Roque, nosso antigo camarada do 4º Pelotão. O Roque, natural e residente na Gafanha da Nazaré, pereceu no ultimo sábado, carbonizado na cama do quarto da sua residência , por um incêndio que segundo fonte dos bombeiros, deve ter sido provocado por um cigarro mal apagado, já que o fogo destruiu apenas o quarto da habitação. Já há alguns anos que sofria da doença da diabetes. A evolução desta doença provocou-lhe cegueira e causou de seguida a amputação dos dois membros inferiores, ficando a partir daí dependente de uma cadeira de rodas e do auxílio dos familiares.
    À sua família e amigos, os nossos sinceros pêsames, um abraço de solidariedade neste momento de angústia e dor. Ao nosso Amigo Roque um abraço em nome de todos os "Panteras Negras".
    ATÉ AMANHÃ CAMARADA...

    sexta-feira, 24 de junho de 2011

    Maravilhosa Ilha de S. Miguel

    É verdade amigo Botelho, ao sair dos licores «a mulher do capote» o tempo já não estava bom, mas quando estacionamos na Ribeira Grande para conhecer um pouco da Cidade,  já pensava em  baldar-me ao passeio, para  fazer uma surpresa ao camarada Botelho e dar-lhe um abraço, a chuva não me ia impedir de o encontrar, liguei apenas para saber se estava em casa, mas a chuva intensificou-se de tal maneira que o guia para aproveitar o tempo, pôs toda a gente no autocarro, e vamos embora para outro lado..! Voltei a ligar já dentro do autocarro, uma centena de metros estava a transformar-se em kms, devido à intensidade da chuva. No dia seguinte de visita ao Miradouro dos Mosteiros, contactei o nosso amigo Medeiros, disse-me que estava a cinco minutos do local, mas a pressa e a vontade de conhecer e ver muitas coisas, não dava para meter uma cunha aos meus acompanhantes, era uma injustiça fazer esperar tanta gente..!
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    S. Miguel - Açores:  João Medeiros, César Correia e Esposa
    A solução foi  combinar o encontro no restaurante, a mais meia hora de caminho, onde estava previsto o almoço, para dar aquele abraço, os meus companheiros de viagem ficaram surpreendidos com aquele efusivo cumprimento, mas depois de esclarecidos quando ao motivo, somos amigos e ex-camaradas de armas em África, reafirmado também pelo Medeiros num pequeno discurso de boas vindas, com palavras elogiosas por terem visitado a sua linda  Ilha de S. Miguel, com fotos e palmas ao Açoriano, Amigo do César, prova expressa no rosto da minha esposa, reflexo da minha  felicidade na presença deste grande amigo de longa data.  Falei também com o meu grande Amigo Soares, tinha saído do mesmo hotel á 3 ou 4 dias, azar, mas a conversa foi óptima deu para matar saudades, e lá se passaram dois dias numa pequenina porção de terra, maravilhosa , que aconselho a visitarem, nem que seja em contra-relógio como aconteceu comigo, mas prometi, e se Deus me der saúde vou cumprir!.. VOLTAREI.
    Um abraço a todos os camaradas Panteras Negras, e como diz o amigo Medeiros, venham aos AÇORES... César correia

    sexta-feira, 17 de junho de 2011

    Desencontro

    Lagoa das Sete Cidades na ilha de S. Miguel - Açores
    Caros Amigos e Camaradas:
    Fizeram poucos dias que aqui estive convosco neste mesmo local, quiçá, a molestar-vos com a minha presença e aqui estou de novo. Mas, já de seguida, dar-vos-ei cabal explicação pelo meu inesperado surgimento aqui no Blogue da Cart 3514”Panteras Negras”!... Assim e para não fazer muito “suspense” sobre a minhas motivações aqui vai a minha justificação para a tão inesperada aparição da minha pessoa:
    Estava eu no anterior fim de semana muito tranquilo, na pasmaceira da minha vida, agarrado ao meu PC e à Internet, quando o meu telemóvel, que raramente dá sinal de si, me chama indicando que há alguém a querer contactar-me: Tirei-o da bolsa, liguei-o e procurei saber quem quereria falar comigo. Respondeu-me uma voz em que reconheci o timbre e características de um continental, que me soou um tanto ou quanto familiar , mas que devido ao ruído de fundo no local onde estava a pessoa que me falou, mal consegui perceber o que me dizia. Desligou e voltou a ligar-me e então percebi que tinha em linha (imaginem quem!...), o nosso camarada e colaborador deste Blogue, César Correia!...Perguntei-lhe onde ele estava e ele responde-me que estava na Ribeira Grande e que estava no centro da cidade, junto à C.Municipal. Respondi-lhe que iria ter com ele, pois estava a pouco mais de cem metros de distância, da minha casa. Responde-me ele que não valia a pena , porque estava a chover bastante naquela altura e eu nem tinha dado por isso, pois estava em casa numa sala interior e não via o que se passava.
    E assim, devido à instabilidade meteorológica açoriana, deixei de ir dar um abraço a um camarada que esteve tão perto e, ao mesmo tempo, tão longe devido a esta inconstante condição tão típica do tempo nos Açores! Dizem que num só dia e é verdade, fazem-se sentir as quatro Estações do Ano. Fiquei com bastante pesar de não poder ter estado com ele o tempo que pudesse estar, pois tenho a certeza de que ele estava aqui em trânsito, deslocando-se num autocarro de aluguer, com destino talvez às Furnas ou Nordeste. Dei-lhe o abraço na mesma, embora tenha sido pelo telemóvel, o que não é como se fosse pessoalmente, mas enfim, foi o que foi possível.
    Para ilustrar este post vão perdoar-me, mas não encontro outra imagem melhor do que as que ele deve ter visto em S.Miguel enquanto cá esteve e que é a nossa Lagoa das Sete Cidades.
    Termino enviando cumprimentos ao Blog-Master, a todos os colaboradores, mas em especial ao César Correia, fazendo votos de que, numa próxima viagem que faça aos Açores, tenhamos a oportunidade de nos encontrarmos pessoalmente, a todos os Panteras Negras e familiares e aos eventuais visitantes do Blogue, onde quer que se encontrem. Até breve!...
    Para todos, um abraço do Camarada e Amigo, Botelho

    domingo, 12 de junho de 2011

    Falta ao Convívio/CArt 3514-2011

    Angola 1966
    Caros Amigos e Camaradas:
    Após um prolongado período de silêncio e ausência da minha parte nestas andanças literárias, eis que aqui estou de novo de regresso ao nosso Blogue por, embora não sendo necessário justificar a minha falta, eu achar que vos devo uma explicação pela minha não comparência ao convívio da Cart 3514, que este ano se realizou sob a direcção do nosso camarada Dinis, na terra da sua naturalidade, Arganil, coadjuvado pelos camaradas Oliveira, passado dia 28 do mês findo. Sucedeu que, precisamente nesse dia, foi realizado no Restaurante Pastilha & Filhas, em Reguengos do Fetal, Batalha, um convívio para qual já há 44 anos andava a ser “puxado”, sem que, por diversas razões de força maior, me tivesse sido possível aderir e que se tratava de um evento que envolvia os meus camaradas que me acompanharam na minha primeira comissão de serviço a Angola, integrado na CArt 785/BArt 786-RAP-2, nos anos de 1965-67. Poder-se-á acrescentar que foram eles os primeiros a convidar-me para este convívio e foram eles que ganharam o concurso da minha presença. Por outro lado haveria também a impossibilidade de estar em dois lugares ao mesmo tempo e, por isso, optei pelos mais antigos e em lista de espera há mais tempo. Pela minha falta ao vosso convívio, apresento as minhas desculpas. Embora fora do contexto deste Blogue, mas com opinião favorável do Blogmaster, que achou não haver inconveniente em tal, vou anexar a este post uma imagem referente à minha primeira Comissão e que me representa quando eu tinha os meus 29 anos de idade (já lá vão 45 longos anos) e muito boa saúde!...Para o próximo convívio da Cart 3514, em Évora, como é meu hábito, não faço promessas que é para não faltar. A seu tempo e conforme for decorrendo a minha saúde e disposição para sair do aconchego da minha casa, direi algo ao organizador do evento e ver também se consigo, antecipadamente, alguém que me dê uma boleia da portagem da Ponte 25 de Abril até ao Alentejo. Entretanto, hei-de ir aparecendo de vez em quando por este espaço, para ir dando algumas notícias. Quero ainda dizer que, apesar de ter perdido este ano, com bastante pesar meu, o convívio dos Panteras Negras, gostei muito de ter tido a oportunidade de encontrar-me com os meus camaradas mais velhos, que já não via, a maioria deles, há uns 44 longos anos. Não quero alongar-me mais neste post e, por isso, vou terminar enviando cordiais saudações para o Blogmaster, restantes colaboradores, Panteras Negras e familiares e ainda aos eventuais visitantes deste Blogue, onde quer que se encontrem. Até uma próxima oportunidade, que espero seja em breve.
    Para todos um abraço do camarada e Amigo, Botelho.

    quarta-feira, 8 de junho de 2011

    Noticias de Lumbala Nguimbo

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    -Moxico-
     Pelo menos 30 jovens do município do Lumbala Nguimbo, a sul da cidade do Luena, província do Moxico, receberam as suas casas no sábado, entregues pelo ministro da Juventude e Desportos, Gonçalves Muandumba. A par das casas, que foram erguidas no prazo de dois anos, o titular da pasta da Juventude procedeu à inauguração de um centro comunitário juvenil, um projecto enquadrado no programa “Angola Jovem”. Este centro, que comporta salas de informática, de aconselhamento e de conferência, biblioteca, anfiteatro, estúdio fotográfico, zona administrativa, salão de beleza, cozinha e quartos de banho, está orçado em 350 mil dólares. O ministro disse que as residências entregues aos jovens têm por objectivo diminuir as dificuldades habitacionais por que têm passado nos últimos tempos. Estas acções juntam-se aos esforços para resolver os problemas ligados ao desemprego, fome e pobreza. De acordo com o ministro, a implementação destes vários programas têm igualmente como objectivo o rápido desenvolvimento das comunidades, daí as acções de fomento à agricultura, concessão de créditos e financiamentos de projectos juvenis. Gonçalves Muandumba mostrou-se satisfeito com o empenho do governo provincial no desenvolvimento do município, que apresenta uma nova imagem, com a construção de várias infra-estruturas de impacto social, deixando para atrás os escombros da guerra. Após estas inaugurações, o ministro da Juventude e Desportos procedeu à entrega de uma ambulância ao Hospital Municipal dos Bundas, que vai ajudar a diminuir as carências que a unidade enfrentava em termos de transporte de pacientes em estado grave e outros.

    quarta-feira, 1 de junho de 2011

    Arganil 2011

    A Cart 3514 conviveu no passado fim de semana em Arganil, vila e sede de concelho, encravada na Serra do Açor, numa região de grande beleza, muito fértil em vegetação e cursos de água.
    Área com vestígios dos povos primitivos e da ocupação romana, como atestam a Necrópole dos Moinhos de Vento e o Acampamento Militar Romano da Lomba do Canho.
    A Vila é dona de um invejável Património, destacando-se no Centro Histórico a Capela de São Pedro, a Igreja da Misericórdia, a Capela do Senhor da Agonia, ou o Pelourinho da Vila.
    Na periferia, o Santuário de Nossa Senhora do Monte Alto datado do século XVI, situado a 500 metros de altitude,  na zona 
    serrana do municipio, as aldeias tradicionais, plantadas nas encostas das serranias e vales da região, como Vila Cova de Alva, Benfeita e na rede “Aldeias de Xisto” Coja, Malhada Chã, Barriosa e Piódão, uma das mais bonita do País.
    Este ano o convívio organizado pelos camaradas Victor Dinis, Manuel António Oliveira e Fernando Oliveira, na sua linda região, que nos receberam com a tradicional hospitalidade beirã, o ponto de encontro estava marcado para o parque municipal, depois no Monumento aos Combatentes, uma pequena cerimónia, com a deposição duma coroa de flores e um minuto de silêncio em memória dos nossos camaradas falecidos e aos que tombaram em nome da Pátria. 
    Arganil 28 Maio 2011 - 1ª Alves Ribeiro, Santos Oliveira, Raul de Sousa, Paulo Ribeiro, Pereirinha, Matos, Ermendino Nunes, Parreirinha, Carvalho e António Duarte. 2ª César Correia, Ruivo, Costa e Silva, M. António Oliveira, Dinis, Eduardo Barros, Fonseca Marques, Carrusca, Ferreira da Silva, Dias Monteiro, Lopes Oliveira (Milo), Parreira, Pereira Rego, Gaspar, Neves Tavares, F. Pereira de Oliveira, A. Jacinto Carocinho (Beja), Mauricio Ribeiro, Serafim Gonçalves, Victor Melo, Augusto Pires, C. Porfirio Gonçalves e M. José Oliveira
    Uma passagem na sede da Liga dos Combatentes e depois a peregrinação serra acima a caminho do Monte Alto para uma visita ao Santuário e ao miradouro, finalmente deslocamo-nos para o Restaurante, encastoado no meio ambiente, com uma vista magnifica da envolvente, no jardim circundante atapetado de relva, foi-nos servido um buffet de salgadinhos, rissóis, croquetes, enchidos vários, presunto, queijos e grelhados degustados com fresquíssimos brancos e verdes, depois das fotos de família um excelente almoço na acolhedora sala de jantar do complexo com musica do folclore local ao vivo, sobressaindo na ementa como prato principal a famosa chanfana, um saboroso pitéu beirão acompanhado dum encorpado tinto regional, depois, doces, cafés, digestivos em bar aberto, as histórias, as memórias, o companheirismo, as mensagens dos que não puderam estar presentes, os discursos, o bolo o champanhe, o Hino da Cart, o abraço apertado e o até para o ano em Évora.
    Adeus até ao meu regresso

    terça-feira, 24 de maio de 2011

    “Nunca Digas Nunca”

    Há dias o João num artigo aqui publicado, constatava que as visitas ao blog  o deixavam virado do avesso, pelo voto de silêncio a que se tinha remetido, de não escrever uma linha que fosse, sobre o passado em África, mas a vontade e a nostalgia de partilhar factos e memórias dos nossos vinte anos, foram mais fortes e apelativos, cedendo a narrativa de algumas “estórias” do nosso quotidiano lá no município dos Bundas, evocando para a quebra da promessa, o velho ditado popular “nunca digas nunca”  que nós aplaudimos com veemência na esperança de aqui comungarmos de outras passagens gloriosas que sabemos existir no baú das tuas memórias.
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    Parreira e Duarte, dois candidatos...!!!
     Sobre o deflector milagroso, nada a dizer, não me lembro, mas também não me é estranho, nunca dei um tiro sentado no patim dum zingarelho, se calhar por nunca me terem desafiado, tenho a certeza do que asseveras, quando dizes que foste de longe o homem que mais caçou lá nas alturas, com o argumento de que a escolha se devia aquela, mas não só, prodigiosa invenção belicista de protecção da tinta e dos cromados da aeronave. Não eras o melhor atirador conforme confessas mas tinhas outros atributos, que disfarçavam o chumbo do arco cego
    Os pilotos que iniciaram este intercâmbio nos fins de 72, se não estou errado foram o Coutinho e o Ribeiro da Silva, que decerto conheceste e fizeste amizade quando estiveste colocado no Batalhão e dai o normal convite  para os acompanhares a caçar, bastava uma simples mensagem para o posto de transmissões na Colina do Nengo.
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    Dias Monteiro um candidato...!!
    A maioria das vezes acontecia quando algum helicóptero fazia ou simulava testes de voo, depois das operações de manutenção, não era fácil levantar  sem autorização do Cmdt do sector, mas os “Pilavs” arriscavam uma rapidinha ao Nengo acompanhados dos mecânicos que normalmente ficavam em terra para dar boleia ao atirador e à caça abatida, faziam uma ou duas sortidas de dez minutos na envolvente das chanas e raramente chegavam vazios. De realçar a disponibilidade e camaradagem que sempre existiu com o pessoal do bivaque, que testemunham as muitas reuniões gastronómicas no hangar da AM44,  em que participamos ao longo da nossa estadia nas terras do fim do mundo.
    Adeus até ao meu regresso

    sábado, 21 de maio de 2011

    Recordações D´Outrora

    Destacamento do Lufuta, Maio 1972 - Missa dominical
    
    Gago Coutinho 1972 - Aguiar, Careca, Zé Abreu e Guerra
    
    Latriteira do Mussuma 1972 - César Correia, Ruivo, Vilaça e Resende
    
    Colina do Nengo 1973 - Carrusca Pimenta e Gonçalves
    
    Colina do Nengo 1973 - Beringel, Dinis, Pereira Rego, Carrusca, ??, Serafim Gonçalves e Zé Abreu jogando póker de dados
    
    Rio Mucoio 1973 - Melo, Coutinho, Lourenço do Carmo,  Libãneo, Arlindo Barros e Augusto Silva  
    A oito dias de mais um encontro convivio a realizar em Arganil, organizado pelo Dinis pelo Fernando Oliveira e pelo Manel António, que este ano nos vão receber na sua bonita Cidade, esperamos rever amigos reencontrar novas caras, uma casa cheia e que tudo corra de acordo com as espectativas.

    quinta-feira, 12 de maio de 2011

    Noticias de Lumbala Nguimbo

    Os jovens da sede municipal dos Bundas (Lumbala-Nguimbo), província do Moxico, vão ganhar um Centro comunitário, a ser inaugurado esta sexta-feira, pelo ministro da Juventude e Desportos, Gonçalves Muandumba. Para o efeito, o titular da pasta é esperado nessa sexta-feira na cidade do Luena, para depois se deslocar àquela vila que dista a 356 quilómetros da cidade do Luena, onde já se encontra desde hoje, o governador provincial, João Ernesto dos Santos "Liberdade". Ainda no Lumbala-Nguimbo, Gonçalves Muandumba irá visitar o bairro social da juventude em construção desde 2009 e comporta 40 casas, das quais 12 já concluídas, para além de manter um encontro de cortesia com o rei Mwe Mbando III. O Centro Comunitário do Lumbala-Nguimbo vai proporcionar aos jovens a formação profissional em áreas de corte e costura, culinária, decoração, informática, para além de áreas de lazer. 

    quinta-feira, 5 de maio de 2011

    O Deflector

    João Medeiros, 5 Maio 2011
    De João Medeiros
    Conforme vou visitando o blog, cada vez fico com mais nostalgia e com a vontade de partilhar algumas coisas que me vêem á lembrança, mas tantas delas já foram lembradas por vós e de maneira tão real que fico virado ao avesso. Digo virado ao avesso pois tinha prometido a mim mesmo que nunca iria escrever alguma coisa sobre o meu passado na tropa, principalmente em África, mas mais uma vez na minha vida se vai cumprir o velho ditado (nunca digas nunca). Vamos ver se alguém se lembra? O deflector era um acessório da espingarda G3 (Não Oficial) que servia para encaminhar as cápsulas das balas para baixo em direcção ao chão depois do tiro no momento da ejecção das mesmas, quando fazíamos tiro de instrução na carreira do tiro, para não magoarmos o parceiro do lado, pois já bastava ficarmos com a maçã do rosto e o ombro magoado.
    Portanto o deflector deve ter sido inventado por um artista qualquer Português pois os que eu conheci eram rudimentares (peça artesanal). Que eu me lembro devo ter sido o homem da nossa companhia que mais vezes foi á caça de helicóptero, foram tantas que perdi a conta e sabem vocês porquê?
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    Deflector milagroso da G3
    Não porque fosse o melhor atirador da companhia, pois tínhamos alguns bastante bons, mas por causa da peça milagrosa. “O deflector.” Pois a mesma protegia o helicóptero quando se fazia tiro em voo, evitando que as cápsulas das balas ao serem ejectadas, não fossem para cima, batendo no hélice ou na cabine.
    Fiz duas destas peças com chapa de bidão, em tempos diferentes pois eram muito trabalhosas (não havia aparelhos de soldar ou outras ferramentas que facilitassem o trabalho). Qualquer uma delas levou sumiço. Quem foi não sei. A não ser que algum de vocês tenha passado a caçar mais de helicóptero do que eu. um abraço.

    terça-feira, 3 de maio de 2011

    Três Amigos, Três Vizinhos

    De José Ramalhosa
    Elizabeth, NJ - EUA
    Nasci na pequena Freguesia de Lanhelas, Concelho de Caminha, no meu ano fomos à inspecção uns 15 mancebos, ficamos todos apurados para o serviço militar, no norte, e na minha zona em particular, depois do apuramento metade dos "sorteados" davam o salto, emigravam clandestinamente para o estrangeiro, principalmente para França, apenas cinco ou seis se apresentaram nesse ano nas unidades, para cumprirem o serviço militar. Depois da recruta e da especialidade, mais uns meses aqui, outros acolá, embarcamos todos para o ultramar. Quando fui a Gago Coutinho pela primeira vez, encontrei o meu grande amigo e conterrâneo furriel Hipólito Lages (já falecido) que pertencia ao Bcav 3862, não recordo a companhia
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    Gago Coutinho 1972 - Neves Tavares, José Ramalhosa, Amorim dos Santos, Fonseca Marques, Salgado Correia, João Medeiros e António Duarte
     Algum tempo depois fui informado por camaradas do meu grupo que tinham encontrado na vila um furriel meu conterrâneo, que andava à minha proucura, não o sabiam identificar pelo nome, mas que pertencia à Ccav 3517 sedeada no Luvuéi, que nos tinham  rendido no Lutembo, e agora estava destacado no Luanguinga.
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    R.I.5, Caldas da Rainha 1971 - Ramalhosa e Fernandes, acampados na serra do Bouro na semana de campo
    Alguns dias depois juntei um grupo de voluntários e fui ao encontro de mais um grande amigo o furriel Fernandes, depois de um grande abraço, disse, “Zé ainda dizem que Angola é grande”, realmente foi uma grande casualidade, encontrar nas terras do fim do mundo, num raio de 100 kms 3 amigos e vizinhos.
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    Rio Luce 1973 - Leal Santos, Palma Rodrigues,  Francisco Alves, Resende, João Brás, José Ramalhosa, Vilaça e Barata das Neves com um búfalo e o TSF
     Fiz a recruta no R.I.5 em C. da Rainha com o Fernandes na mesma Companhia, seguimos especialidades e caminhos diferentes, mas acabámos ombro a ombro no mesmo sector operacional e na mesma guerra no Leste de Angola.
    Um abraço a todos
    José Ramalhosa

    sábado, 30 de abril de 2011

    Ecos de Angola

    Gago Coutinho 1972
    Camaradas e Amigos:
    Eis-me aqui, uma vez mais, dando sinal de vida e, ao mesmo tempo, a relembrar algum episódio rotineiro da nossa história enquanto estivemos em missão de serviço na ex-colónia de Angola!... Sim, a verdade é que para mim, o meu serviço era uma verdadeira rotina pois era muito diferente do vosso, que era de uma área muito diversa e mais movimentada e arriscada, o que não quer dizer que a minha missão não comportasse riscos. É um facto incontroverso e assente e até há uma frase feita, muito conhecida que diz que “onde está o homem, está o risco” e que, na realidade era, é e sempre será incontestável. Mas, todo este palavreado vem a propósito de vos apresentar um documento fotográfico inédito no Álbum da CArt 3514 e onde, apesar da verdade acima explícita de que o risco acompanha o homem, a nossa juventude, (tinha 35 anos naquela data – estávamos em 1972), inconsciência e imprudência levava-nos a fazer excursões turísticas na periferia de Gago Coutinho, na altura, sede da CArt 3514, sem os mínimos cuidados de segurança!...Esta descontracção, faz-me lembrar o verso de Virgílio, poeta latino, que diz :”Audaces fortuna juvat” que servia de timbre à tropa especial dos “Comandos” e que, traduzido quer dizer “A sorte protege os audazes”!...Mas na verdade, para que serviria a ousadia sem a prudência?...Não haveria sorte que chegasse para tanto!...E ainda para aumentar o azar, nem eu nem os meus acompanhantes eram “Comandos” e parecia mesmo que o tal timbre era exclusivo deles e não se aplicava a mais minguém. Mas continuando e para localizar mais precisamente o sítio em que a foto foi captada, devo dizer que aquela barragem que está ao fundo, é o suporte da estrada que sai de Gago Coutinho para o rio Mussuma e oculta, no extremo direito da foto está uma ponte em ferro que liga as duas margens do primeiro rio que se encontrava quando se saía para o Mussuma, Nengo e Ninda e que está aos meus pés!... É claro que não fui só!...Os meus acompanhantes devem ter sido o Carrusca, o Pimenta, o Norte e o Elísio Soares, que evidentemente, estavam armados, assim como eu também!... Não quero alargar-me mais neste arrazoado e, por isso, vou terminar, enviando saudações cordiais para o Blogue-master, restantes colaboradores, toda a malta dos “Panteras Negras” e familiares e para os eventuais visitantes do Blogue, onde quer que se encontrem. Para todos vai um grande Abraço do Camarada e Amigo, Botelho

    domingo, 24 de abril de 2011

    Noticias de Lumbala Nguimbo

     Lumbala Nguimbo -
    Várias infra-estruturas sociais, com realce para uma escola primária com capacidade para cinco mil alunos, foram reinauguradas, na vila de Lumbala-Nguimbo, município dos Bundas (Moxico), em acto presidido pelo governador provincial, João Ernesto dos Santos "Liberdade" que reinaugurou também a residência da administradora municipal adjunta, sistema de captação, tratamento e distribuição de água potável que vai beneficiar seis mil habitantes da vila de Lumbala-Nguimbo. O sistema de abastecimento de água, instalado em cinco meses pela empresa "Sarito Lda", está orçado em nove milhões de kwanzas, no quadro do programa municipal integrado de desenvolvimento rural e de combate à pobreza. O governador inaugurou ainda os centros emissão da Televisão Pública de Angola (TPA) e da Rádio Nacional de Angola (RNA), este último ainda por montar o equipamento, bem como uma casa para os médicos, orçada em 17 milhões de kwanzas. A comuna de Lutembo, a 67 quilómetros da vila de  Lumbala-Nguimbo, ganhou uma nova administração comunal que vai dignificar a actividade administrativa na localidade. Durante os dois de trabalho de campo no município dos Bundas, o governador provincial reuniu-se, em separado, com os membros conselho de administração local e autoridades tradicionais, para auscultar as suas preocupações e transmitir orientações necessárias
    AngolaPress 

    sexta-feira, 22 de abril de 2011

    Boas-Festas da Páscoa

    Camaradas e Amigos:

    Nesta data, não quero perder a oportunidade de apresentar ao Administrador e colaboradores deste Blogue, a toda a grande família "Panteras Negras/CArt 3514"e familiares, assim como a todos os eventuais visitantes do mesmo, os melhores desejos de uma Santa Páscoa, repleta de muita saúde, paz, amor e prosperidade.
    Para todos vai um abraço do camarada e Amigo,
    Botelho

    sábado, 16 de abril de 2011

    Uma Caixa de Recordações..!

    S. Miguel 15 Abril 2011
    De João Medeiros
    Já tirei as dúvidas. Estando a minha filha a organizar a sua nova casa perguntou-me se eu não tinha uma caixa ou baú daqueles que os soldados traziam de África com as suas coisas, tal como uma que ela tem, herdada do Avô (Meu Pai) quando esteve na tropa em Lisboa que a minha mãe mandou arranjar para lhe oferecer, (Portugal continental naquela altura para nós, era tudo Lisboa, o meu Pai esteve aquartelado no R.A.C. em São Julião da Barra, com a especialidade de Artilheiro na guarnição da 9ª Bateria de Costa).

    Baú do Avô Paterno
    Eu disse-lhe que tive uma caixa destas e fui à procura nos arrumos lá em casa dos meus pais e encontrei-a, que recordações me vieram à ideia! Vocês imaginam?
    Pois a caixa vermelha, com a cor natural do mogno, com as letras a branco desenhadas pelo Parreira e pintadas por mim, foi gentilmente construída pelo Francisco André Águas (Marceneiro na vida civil, Condutor na tropa, e agora Empresário, que voltas a vida dá).

    Arca em mogno vinda de Angola com o espólio militar no porão do navio Timor 
     Bom, decidi arranjar a caixa e a mesma arranjada e recuperada não ia ficar em destaque como merecia, por isso optei por uma solução, para que fique sempre à vista e por certo será muito falada ao longo dos anos na geração dos meus filhos (netos não sei).
    A sua madeira ficou incorporada num móvel estilo século XXI e assim a minha filha poderá dizer que as vistas e gavetas daquele móvel são a madeira da caixa, que trouxe o espólio militar do seu pai de terras de Angola.

    Reutilização do mogno num móvel estilo século XXI
    Com o pouco que restou da madeira, foi feita uma réplica mais pequena (guarda jóias) para o meu filho.
    Apreciem e vejam o resultado nas fotos.

    Miniatura da arca original com os adereços da época.
    

    sexta-feira, 8 de abril de 2011

    Ainda sobre os nossos cães

    De José Ramalhosa
    Elizabeth, NJ - EUA
    Já li vários artigos sobre os cães que tivemos na companhia e nos destacamentos, como já aqui foram lembrados uma ou duas vezes, mas estão esquecidos, quando chegamos a Luanguinga havia também uma cadela chamada  Mariana de pelagem amarela que era irmã do Mucoi e do TSF raçados de "Leão da Rodésia", mais tarde no Nengo também existiu por lá uma cadela pequena cor castanha e parda, cauda curta que não lembro o nome, entre outros mais novos que apareceram posteriormente, no 1º e no 3º pelotão.
    Duarte e Ramalhosa a dar banho ao cão "mussuma"
     Certo dia chegou ao 2º grupo um cão de poucas semanas, não recordo quem o ofereceu, nem quem o trouxe, sei apenas, que o criamos com muito carinho. Foi uma surpresa, cresceu bastante, era um cão de porte médio, pelagem castanho escuro com um colar branco, muito esperto e leal, muito meigo e amigo que foi baptizado de Mussuma;
    O Morteiro e o kaskanovsky ainda cachorros
    

    sábado, 2 de abril de 2011

    Évora - RAL3 - Domingo de Páscoa de 1972

    Faz hoje 39 Anos, comemorava-se o dia de Páscoa, e nós no RAL.3 em Évora numa cerimónia de partida para o cumprimento do dever...!! 
    O Comandante da Cart.3514 a entregar o Estandarte ao 1º Sargento Botelho  
    Já era dificil partir para a guerra num outro qualquer dia, mas no dia de Páscoa era impensavel, tinha de nos calhar na rifa, em tempo de guerra não se comemoravam festas, muito menos festas religiosas, tinha de ficar gravado na memória para o resto das nossas vidas, começou cedo aquele domingo com toda a pompa cerimonial em volta de mais uma partida para Angola, com todo o rigor que o acto encerrava, a formatura em parada, a entrega do estandarte, as graduações, os descursos, e a terminar o tradicional desfile de despedida com a fanfarra a marcar o passo na Praça do Geraldo em Évora, e depois o adeus até ao meu regresso.

    2º Pelotão
    Desfile a caminho da Praça do Geraldo com o José Ramalhosa no comando, Varela, Fogeiro, Ruivo, Neves, Ribeiro, Ricardo, Ribeirinho, Vilaça, Fonseca e por fim o António Carrilho
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    3º Pelotão
    Depois o 3º com  o Parreira no comando, precedido do Parreirinha, Saramago, Vieira e mais atrás o Cardoso da Silva
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    João Medeiros, Dias Monteiro, Carlos Diogo, Arlindo Sousa e António Soares
    Momentos que antecederam a cerimónia de promoção e graduação do "Estado Menor da Cart3514"
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    José Ramalhosa, António Duarte, Cardoso da Silva, João Medeiros, Eduardo Barros, Raul Sousa, Manuel Parreira e José Manuel "Pereirinha"
    Depois do almoço no Bar de Sargentos matando o tempo que faltava para a "derradeira" viagem de Évora ao Aeroporto Militar em Lisboa, onde embarcamos para Angola.