o0o A Companhia de Artilharia 3514 foi formada/mobilizada no Regimento de Artilharia Ligeira Nº 3 em Évora no dia 13 de Setembro de 1971, fez o IAO na zona de Valverde/Mitra em Dezembro desse ano o0o Embarcou para Angola no dia 2 de Abril de 1972 (Domingo de Páscoa) num Boeing 707 dos Tams e regressou no dia 23 de Julho de 1974, após 842 dias na ZML de Angola, no subsector de Gago Coutinho, Província do Moxico o0o Rendemos a CCAÇ.3370 em Luanguinga em 11 de Abril de 1972 e fomos rendidos pela CCAÇ.4246 na Colina do Nengo em Junho de 1974. Estivemos adidos em 72/73 ao BCav.3862 e em 73/74 ao BArt.6320 oOo O efectivo da Companhia era formada por 1 Capitão Miliciano, 4 Alferes Mil, 2 1º Sargentos do QP, 15 Furriéis Mil, 44 1º Cabos, 106 Soldados, num total de 172 Homens, entre os quais 125 Continentais, 43 Cabo-Verdianos e 4 Açorianos» oOo

domingo, 16 de junho de 2013

Adriano, Boas Melhoras

Hoje encontrei no facebook estas duas praças da 3514
O César Correia numa visita ao Adriano Mendes Teixeira numa unidade hospitalar de Lisboa onde está internado, com uma úlcera no estômago, já debelada e em recuperação, gostei da ideia e do companheirismo sempre presente do César ao levar as t-shirts com o logotipo da colina do nengo estampada, para oferecer ao Adriano, em memória dos velhos tempos compartilhados algures no cu de judas. Ao Adriano mais uma vez o desejo de boas melhoras e rápida recuperação.
César Correia de visita ao Adriano Mendes Teixeira numa unidade hospitalar em Lisboa
  

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Noticias de Lumbala Nguimbo

Igreja de S. Bonifácio reinaugurada
Os fiéis católicos de Lumbala-Nguimbo ganharam, neste domingo, uma nova paróquia com capacidade para mais de 300 pessoas sentadas, inaugurada pelo arcebispo de Saurimo (Lunda Sul), Dom Manuel Imbamba. O templo da missão, denominada São Bonifácio, foi inaugurada em Outubro de 1953 e as obras de ampliação tiveram a duração de nove meses, financiadas pelo Governo provincial, administração municipal dos Bundas, parceiros sociais e apoios dos fiéis. Ao falar na homília, o arcebispo dom Manuel Imbamba disse que é grande a gratidão com que a comunidade católica celebrou o evento, por receberem uma casa de Deus que vai ajudar a fortificar o evangelho de Cristo na região. Segundo ele, a paróquia está devidamente renovada em todos os aspectos, para proporcionar a graça e a salvação de Deus. 
Igreja de S. Bonifácio reinaugurada no passado domingo após obras.
 Acrescentou que a Igreja além de espelhar a arte, a beleza arquitectónica, artística e as pedras mortas, espelha sobretudo a beleza da nova comunhão e das pedras vivas que visam implorar à Deus tudo aquilo que os fiéis precisam para o cumprimento da fé. Em sua óptica, a igreja é um edifício, um lugar propício e um lugar privilegiado onde os fiéis reúnem, corrigem, comprometem e exigem a mudança e alimentam a sua fé, para caminharem sempre de acordo com a vontade do Senhor. Na ocasião, o prelado católico exortou aos fiéis a fazerem do referido templo um lugar onde todos acorrem para que Deus os ajude, orienta e dê a luz que precisam para puderem fazer boas escolhas, bons discernimentos e poderem caminhar conforme o querer de dele.
 Igreja de S. Bonifácio de novo ao serviço dos fiéis, (destruida na guerra civil de Angola)
Manuel Imbamba disse ainda que “a igreja é a casa onde os fiéis procuram o sacramento e aqueles sinais visíveis que nos ajudam a estarmos sempre a brilhar como filhos e filhas de Deus, onde se celebra a eucaristia para alimentar a fé e fortificar o evangelho de Deus. Advertiu que a igreja nunca deve ser uma casa da desordem, de desunião, da intolerância e de situações odiosas que levam os fiéis a viver de costas viradas para com Deus e para com os irmãos, mas sim é a casa onde cada um se sinta amado por Deus. Assistiram a cerimónia, membros do governo provincial, da administração municipal, autoridades tradicionais, fiéis católicos e a população em geral.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Noticias de Lumbala Nguimbo

Antiga Vila Gago Coutinho - O comércio fronteiriço entre os municípios dos Bundas em Angola e as localidades do Kalapu e Mungu na Zâmbia, está a crescer e melhorar significativamente, apesar de alguns constrangimentos na transportação de mercadorias por via fluvial, constatou esta quinta-feira, a Angop no local. No Porto fluvial do Mussuma-Ponte, na parte angolana atracam quatro a cinco canoas a motor por dia, trazendo a bordo mercadorias diversas, com destaque para bens alimentares, roupas de diferentes qualidades e origens,  bem como outros produtos industriais. As canoas de 15 metros de comprimento e dois de largura transportam da Zâmbia 15 toneladas de diferenciadas mercadorias e dez a 20 passageiros a abordo, percorrendo 75 quilómetros das localidades zambianas acima citadas até ao Porto fluvial do Mussuma-Ponte 10 kms a sul de Lumbala Nguimbo, sede municipal dos Bundas.
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Porto Fluvial do Mussuma-Ponte
Rebeca Jinguissa, uma das angolanas interpeladas na altura que estava a embarcar para o Mungu, explicou que durante a viagem encontram muitos obstáculos, superados quase sempre, devido a experiência dos tripulantes das canoas. “A viagem de Angola à Zâmbia demora quatro a cinco dias, devido ao aumento do caudal dos rios neste tempo chuvoso” disse a comerciante angolana, “mas da Zâmbia para Angola, com a carga faz-se uma a duas semanas, sobretudo, no tempo seco”, acrescentou. O responsável do Posto Fiscal, no Mussuma-Ponte, inspector chefe Naúma Fio, reconheceu as dificuldades que os passageiros têm que ultrapassar durante o percurso. “Há vezes que o combustível (gasolina) acaba antes de chegarem ao destino”,  disse. Referindo-se ao funcionamento do posto, manifestou a insuficiência de efectivos para o controlo eficiente de toda extensão fronteiriça, de forma a evitar que os utentes destes meios escapem ao fisco das autoridades policiais e migratórias. Actualmente existem apenas 12 elementos e são necessários outros dez,  dada a vasta fronteira que o município dos Bundas partilha com a província do Oeste (Zâmbia), onde muitos rios com as nascentes no território nacional desembocam naquele país vizinho,  tendo igualmente apontado a falta de meios de comunicação. O Porto fluvial do Mussuma-Ponte é porta de entrada de cidadão Zambianos e Zimbabweanos, além de angolanos, que trazem consigo diversos produtos que são comercializados em muitos pontos da província do Moxico. Bundas é um dos municípios que faz fronteira com a Zâmbia, a par do Alto-Zambeze, tem a sua sede na Vila de Lumbala-Nguimbo, baptizada de Vila “Gago Coutinho”,  pelo regime colonial português, desde princípios do século passado até à data da independência.
  • AngolaPress
  • quarta-feira, 8 de maio de 2013

    Noticias de Lumbala Nguimbo

    A Administração Municipal dos Bundas aposta nos sectores social e económico intensificando este ano diversas acções no sector social, para melhorar as condições de vida das populações locais, afirmou hoje, o seu administrador, José Miguel Mandunda. Em declarações à Angop, o responsável fez saber que, no âmbito do programa municipal integrado para o desenvolvimento rural e de combate à pobreza, foram gizadas acções que contemplam a construção de uma escola primária, na povoação do Luio, esquadra policial e residência para o comandante comunal de Luvuei. 
    Na povoação do Nengo, a administração projectou construir uma  escola primária, no Ninda e Sessa, um centro de saúde com capacidade para 30 camas e a respectiva residência para os enfermeiros. Quanto ao sector da agricultura, José Mandunda anunciou a construção de um armazém para a conservação de produtos agrícolas, na comuna de Luvuei, e aquisição antecipada de imputs e sementes agrícolas para a próxima campanha, bem como incentivar os camponeses a criarem associações para terem acesso ao crédito agrícola.
    Satisfeito pela reabilitação e ampliação da estrada que liga a sede municipal à cidade do Luena, disse que a sua conclusão, em 2014, irá melhorar a fluidez na circulação de pessoas e consequente escoamento de produtos de campo para os maiores centros de consumo. Quanto às estradas que ligam Lumbala Nguimbo com as comunas, disse que o maior constrangimento era chegar às comunas do Sessa, mas a administração, no quadro do programa municipal integrado, conseguiu repor duas pontes sobre o rio Lucula e sete pontecos na estrada que liga à comuna do Mussuma.
    No capítulo de energia e águas, José Mundunda explicou que apenas a sede do município possui um grupo gerador que permite a iluminação pública e domiciliar na vila e bairros periféricos, ao passo que o sistema de captação, tratamento e distribuição de água instalado em 2011 funciona regularmente.  
  • AngolaPress
  • segunda-feira, 6 de maio de 2013

    Milicianos, Os Peões das Nicas

    Escrito deixado em Luanguinga pelo CMDT da Companhia de Caçadores 3370, que rendemos em Abril de 1972 - (E depois desta, outras obras se farão por outros Homens que fechando os olhos á cor da pele, construirão essas casas e viverão em comunidade segundo as leis que eles própios criaram, e o que dantes era nada, depois de ser alguma coisa tem possibilidade de ser tudo e podes estar certo soldado de que esses homens jamais esquecerão que foste tu o verdadeiro agente desta obra quando, humildemente assentaste a primeira pedra dos alicerces desta casa. O CMDT da C.CAÇ. 3370 - Rui Neves)
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    Luanguinga 1972 - Bernardino Careca na entrada das Trms
    Rui Neves da Silva, foi mobilizado pelo BC10-Chaves e formou uma subunidade de infantaria, com destino ao reforço da guarnição normal da RMA; em 15Mai71 embarcou no NTT "Vera Cruz" rumo a Luanda, como capitão miliciano comandante da CCaç.3370; após desembarque seguiu para o sudoeste de Angola, aquartelando em Luanguinga no sub-sector de Gago Coutinho (onde reencontrou o capitão Melo Antunes comandante de duma Cart do Bart 3835, e conheceu o alferes miliciano Lobo Antunes, médico do mesmo batalhão ali estacionado) após intensa actividade operacional, regressou, sem baixas de nota na sua subunidade. O seu primeiro contacto com a arte literária ocorreu em 1958, quando publicou clandestinamente um opúsculo onde, criticava o establishment na instituição de ensino que então frequentava. Mais tarde escreveu sob pseudónimos diversos, para a extinta Agência Portuguesa de Revistas, dezenas de livros que ele próprio desde sempre caracterizou como literatura de sobrevivência, depois em 2007 o ingresso a séria no mundo literário com a publicação de: Nós, os que sobreviveram à guerra e à indiferença a que depois nos votaram, somos os remorsos vivos dos responsáveis pelo tempo perdido e pelos sofrimentos passados em terras que depois reconheceram, mas tarde de mais, que afinal não eram nossas em - Milicianos, Os Peões das Nicas -

    segunda-feira, 1 de abril de 2013

    Estórias de Angola

    Emissora do Nengo
    De vez em quando chegavam á companhia através do movimento nacional feminino MNF da “Súpico Pinto” uma resma de revistas já lidas e relidas, para entreter a tropa no mato, reportando vários assuntos, e anúncios diversos, que líamos e relíamos da primeira à última página, um anúncio sobre um curso, por correspondência, de Montador de Rádio  e TV da Álvaro Torrão, entusiasmou o Melo,  que o subscreveu primeiro e  mais tarde encorajou o Arlindo Sousa a aderir, depois de chegar o primeiro módulo com o chassis e a placa perfurada onde eram montados todos os circuitos e os componentes, o projecto consistia em montar um rádio emissor, com a ajuda dum manual de instrução técnica que englobava um diagrama eléctrico e um de montagem, mais uma mescla de material que chegava mensalmente no correio em kits, que depois de armados e testados eram soldados a estanho, ao final da tarde no kimbo das transmissões, passo a passo conseguiram afinar e pôr o caixote a emitir, não me recordo em que frequência, mas com um raio de amplitude limitada, na ordem dos 40/50 metros.
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    Colina do Nengo, Natal de 1973 - Dinis, Paulo, Careca e Pimenta. Em cima, Oliveira trms, Marques Tavares e Carrusca
    Na época 73/74 o FC Porto tinha adquirido o Cubilhas e havia muita expectativa por parte dos adeptos, na conquista do campeonato, de entre eles sobressaia o carismático, Barbosa das Neves do 3º grupo, mais conhecido pela alcunha artística de “Hippy”, que sofria com os desaires do dragão e com as farpas do Pereirinha, e dos encarnados do SLB que lhe atormentava o capacete a toda a hora.
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    Luanguinga - Medeiros, Ramalhosa, Diogo, Barros, Soares, Duarte, Melo ??
    Um domingo nos finais de 73, em que o Porto jogava nas Antas com uma equipa do meio da tabela, armaram um estúdio improvisado, na tenda do Victor Melo, com o Arlindo Sousa, o António Oliveira, Elísio Soares e o Careca que conhecia os jogadores de ambas as equipas de ginjeira, e também muito jeito a imitar os relatadores desportivos da época, gravou antecipadamente um sketch imaginário dos primeiros dez ou doze minutos do jogo num pequeno gravador do Elísio Soares, tão perfeito com toda aquele acervo de linguagem do futebolês,  que a gravação parecia real.
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    Algures em 1973 - Faustino Costa, Castro, Pinto, Gaspar, Rego Correia, Caetano, Melo e Antº Oliveira
    No lado oposto, á sombra do frondoso alpendre das transmissões, coberto do enleio de maracujás, estava instalado o arraial habitual, onde normalmente a maioria da tribo do Nengo, acampava nas tardes de domingo a ouvir os relatos do futebol, o pessoal ia aquecendo o ambiente, enquanto o Medeiros sintonizava a Emissora do Nengo, disfarçando a marosca, o Pereirinha e o Careca, trouxeram de mansinho o Hippy já com o jogo a começar, de peito feito e uma enorme fé no Cubilhas, com sete ou oito minutos jogados, o Peruano falha um penalty, depois começou o descalabro, 3 golos de rajada em cinco minutos na baliza do Porto, arruínaram a alegria do “Brabosa das Neves”, que só descobriu a pantominice que lhe armaram, quando perdemos o som do relato e começamos a ouvir o run..run…run da cassete, o Hippy percebendo o logro, despertou incrédulo e furibundo do seu pesadelo, disparou de raiva naquele seu jeito brejeiro, carago, vão f.d.r outro..!!
    (Com informação do Victor Melo um dos participantes activos nesta história.) 
    Adeus até ao meu regresso

    sexta-feira, 29 de março de 2013

    Feliz e Santa Páscoa

     Nesta Quadra Festiva, não quero deixar passar a oportunidade de apresentar ao nosso "Blogmaster", aos restantes colaboradores, a todos os elementos da CArt 3514 "Panteras Negras" e seus familiares, assim como a todos os visitantes deste Blogue, onde quer que se encontrem, os melhores desejos de uma Santa e Feliz Páscoa, com muita saúde, amor, paz e alegria. Para todos, em geral, vai um abraço de camaradagem e amizade do amigo e camarada,
    Botelho.

    segunda-feira, 18 de março de 2013

    A Caminho das Terras do Fim do Mundo (7)

    Depois das "estórias rocambolescas" passadas durante a estadia, do 4º Grupo no Lufuta, chegou a hora da primeira mudança de destacamentos; saiu-nos na rifa ir parar ao Lutembo. Não perdemos com a troca. No Lutembo, onde o 3º Grupo tinha estado sedeado desde a nossa chegada ao Leste, existia "uma espécie de instalações" onde já era possível dormir "debaixo de telha" e deixar os "bungalows" em descanso.  Ali, ao contrário do isolamento do Lufuta, havia um bom núcleo de população nativa, um posto de administrador e um pequeno comércio onde se podia beber uma CUCA fresca ou um Whisky com gelo quando à noite  o administrador nos convidava para jogar o King. Passados estes quarenta anos é o que retenho do lugar. 
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    Com o Costa e Silva na minha primeira viagem(prospeção!) ao Lutembo
    A estadia, como já referi, foi de curta duração e ainda bem, porque no aspeto operacional a nossa missão não era nada invejável. Tínhamos por missão abastecer um grupo de Katangas que se encontrava entre o Luvuei e o Lutembo, aí pela latitude de um lugar tenebroso: - Lumai. Era um lugar isolado perto do rio que lhe dava e ainda dá o nome e que como já referi num dos meus posts anteriores era o sítio onde, se fosse possível balizar a zona do Inferno, da Guerra e da sua filha primogénita, a Morte, essas barreiras teriam de ficar entre o Luvuei e o Lutembo. E isto porque foi nessa zona que uma Companhia de Comandos, teve o seu maior número de baixas, foi nessa zona que, numa operação de lançamento de Comandos helitransportados, o heli canhão, pilotado por um capitão foi abatido, tendo o mesmo, segundo julgo, perecido no acidente. Foi também nessa zona que, ao longo dos vinte e sete meses que estivemos para Sul, se verificaram os maiores "berbicachos" provocados pelo IN, como dizíamos naquela época. Ora para além disto, acrescia o facto de naquela altura, vá lá saber-se o porquê, só tínhamos uma única viatura o velho "burrinho do mato” - o UNIMOG. Agora imaginem ou recordem o que era fazer-se cerca de trinta e cinco a quarenta quilómetros para cada lado naquela picada esburacada, cujos trilhos eram bem vincados no chão, pelos rodados das BERLIETS e das outras viaturas pesadas civis dos MVLs, que semanalmente faziam Luso/Gago Coutinho, hoje, Luena/Lumbala N'Guimbo e vice-versa. Valia-nos que alguém se lembrou de montar as jantes do Unimog ao contrário o que provocou maior distancia entre rodados e o burrinho do mato já quase que acertava no trilho marcado na picada. Felizmente, que nada nos aconteceu.
    Nenhuma mina nem nenhuma emboscada. Hoje chego a pensar que aquela gente (o IN) até achava que tínhamos boa cara e que éramos boas pessoas. Caso contrário, se tivéssemos tido o azar de pisar uma mina anticarro ou sofrêssemos alguma emboscada, numa viatura daquelas e com oito homens em cima, hoje de certeza que teríamos gravado o nosso nome no monumento dos mortos em combate. Partíamos pelas 06.00 horas e apesar de algum frio que naquelas manhãs se fazia sentir, dado estarmos a entrar na época do cacimbo, eu pessoalmente, quando chegava ao objetivo - o Lumai ou ao Lutembo - no regresso vinha sempre a transpirar. Seria medo? Até acredito porque não queria ser herói; mas também nunca fui nenhum covarde. Embora, em minha modesta opinião, o medo provoque mais calafrios que calor. A quarenta anos de distância e sem ressentimentos, que aqui não têm lugar, não posso deixar de dizer que comandar homens não é a mesma coisa que manusear títeres. Tenho hoje a certeza de que o que me fazia transpirar não era o medo mas a revolta que sentia na alma e que obrigatoriamente, nos anos setenta, numa sociedade castrense, era obrigado a calar. Durante o tempo que durava a viagem de ida e volta a pergunta que me bailava na cabeça era uma só: Que mal fez este grupo de homens para merecer esta sorte? De que crime são acusados? Terá consciência quem nos obriga a expor-nos e arriscar-nos tanto, ou mesmo tudo, e dá-nos por contrapartida tão pouco? Era esta forma de sentir a minha sina e a dos militares que comigo partilhavam o perigo, que me faziam transpirar até que chegava com eles a porto seguro. Bem, perdoem-me a lengalenga que já vai muito longa e os pensamentos transversais mas que, no dia de hoje recordei e aqui os deixo reproduzidos. Fiz bem? Fiz mal? Deixo ao vosso critério o julgamento...
    Prometo que, da próxima vez, tratarei de coisas mais ligeiras e com humor.Em especial, a todos os editores do Blogue, a todos os camaradas que fizeram parte do 4º grupo, a toda a CART3514 e, em geral, a toda a família “Panteras Negras”, um grande abraço.

    terça-feira, 12 de março de 2013

    O dia a dia nos destacamentos

    Os destacamentos em que a companhia foi dividida, originou a necessidade de criar um mínimo de condições para a sobrevivência no terreno. As acções de protecção só eram possíveis, a partir de um acampamento na imediação da frente de trabalho, onde o pessoal dispusesse de um conjunto de apoios que lhes permitisse desempenhar a sua missão. Montar ou deslocar acampamentos na mata, foi tarefa que nos habituámos e que realizamos muitas vezes em simultâneo com a actividade operacional.
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    Picada do Nengo 1972 - António Pinto, Carvalho, e Melo
    A companhia utilizou dois tipos de estruturas, o bidonville que construímos na Colina do Rio Nengo, sede do comando da Cart, e os destacamentos temporários, onde as condições eram muito precárias, acomodados em tendas cónicas, durante quase toda a campanha, excepto no inicio da desmatação, na picada entre o Mussuma e o Nengo, em que dormimos algumas vezes debaixo da bulldozer para nos protegermos do frio e dos medos da noite e depois numa segunda fase começamos a montar as tendas, mas dormíamos em colchões no chão, a mobilidade dos acampamentos, dependia da progressão da D8 que aumentava ou diminuía em função da topologia do terreno e da densidade da vegetação na mata, mas depois da terraplanagem passar o Nengo a situação por motivos de segurança estabilizou, o pelotão voltou a reagrupar utilizando novamente a cozinha de campanha, um enfermeiro, uma viatura, transmissões e o pessoal que complementavam a orgânica do acampamento.
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    Luanguinga 1972 - João Medeiros e Elisio Soares 
    No mato não havia folga para a preguiça, mas sobrava ainda tempo para algumas actividades de lazer, os jogos de cartas eram os mais populares, os açorianos e continentais jogavam à sueca, os cabo verdianos gostavam muito da bisca de três, as damas e o póquer de dados também entretinham, estranho era ver um tabuleiro de xadrez na mata, que muitos não conheciam, jogado entre o Rodrigues e o Arlindo de Sousa que o praticavam amiúde ao final da tarde, a despertarem a curiosidade primeiro, e a entranhar o bichinho depois em alguns, que começaram a compreender o bê-á-bá da saída dos peões e da restante movimentação das peças, cavalos, bispos, torres e realeza.
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    Leste 1973 - Caetano e António Oliveira numa de xadrêz
    A segurança, a alimentação, a saúde e a higiene eram os factores que primávamos com mais apego, à noite a vigilância do acampamento ficava à guarda duma secção, que em turnos de duas horas, iniciava “o quarto de sentinela” às 20 horas e terminava às 6 da manhã, quando a cozinha, começava a preparar o pequeno almoço, depois uns iam para a picada, fazer protecção, alguns encarregavam-se da lenha, da água e na ajuda à cozinha, outros na coluna de Berliett, à sede da companhia para reabastecimento, e ao final da tarde não dispensávamos um mergulho, quando o rio estava à mão, ou na falta de melhor, um duche a balde no destacamento.
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    Leste 1973 - Caetano, Arlindo, Oliveira e a cafeteira da do banho 
    Hora do tacho algures em 1973 - Gonçalves, Parreira, Parreirinha, Eduardo Gonçalves, Cardoso da Silva, Matos e Eliseu
    Ao serão não enjeitavamos uma saída à caça de vez enquanto, quase toda a gente gostava de acompanhar, tornou-se um hábito de tal forma, que tivemos de fazer uma escala, nenhum  queria ficar para trás,  raramente apagavamos o pitromax "candeeiro" antes da meia noite, havia sempre alguém que queria por o correio em ordem e a leitura em dia, quando a disposição reinava ou a necessidade impunha. Foi assim durante vinte sete meses, num total de oitocentos e tal dias..!!
    Adeus até ao meu regresso

    sexta-feira, 1 de março de 2013

    Noticias de Lumbala Nguimbo

    Comuna de Ninda
    Mais de Oitocentos alunos da comuna do Ninda ganharam, esta quarta-feira, uma escola primária com seis salas de aulas, inaugurada pelo governador provincial do Moxico, João Ernesto dos Santos “Liberdade”. Alunos e professores das referida escola mostraram-se satisfeitos, porque segundo eles, a partir de agora passam a ter boas condições de ensino e aprendizagem em relação ao passado em que as aulas eram ministradas debaixo de árvores e em capelas.  Na localidade são leccionadas aulas da iniciação a 6ª classe sob orientação de sete professores. O director da escola da comuna do Ninda, Manuel Zeferino Gemixi, disse necessitar de mais seis docentes para assegurarem as aulas. 
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    Entrada norte de Ninda
    Os beneficiários se comprometeram proteger as infra-estruturas e o mobiliário posto à sua disposição para que sirvam também as novas gerações.  Por seu turno, a soba Domingas Mussole Cambuta louvou o empenho do Governo na construção de escolas e hospitais, o que está permitir o ingresso de muitas crianças no sistema de ensino e a melhoria da assistência médica e medicamentosa das populações.
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    Novo bairro habitacional em L. Nguimbo
    Lumbala Nguimbo - Cento e trinta pessoas estão desabrigadas em consequência das chuvas que se abatem nos últimos dias no município dos Bundas, província do Moxico, informou hoje, quinta-feira, o administrador municipal, José Miguel Mandunda. Sem precisar o número de casas destruídas pelas enxurradas, o administrador disse à Angop que muitas das famílias foram acolhidas pelos familiares e vizinhos. Os bairros ao arredor da vila de Lumbala-Nguimbo, sede municipal dos Bundas e de algumas sedes comunais são os mais afectados. Segundo o administrador, a preocupação foi já comunicada à Comissão Provincial de Protecção Civil e até à data aguarda-se pelos apoios para os sinistrados, sobretudo, chapas de zinco para a reconstrução das suas casas.
    Construção da nova ponte em Ninda 
    A conclusão da reabilitação das estradas nos diversos troços rodoviários da província, vai acelerar o desenvolvimento socio económico da região, augurou o governador do Moxico, João Ernesto dos Santos “Liberdade”, em Cangamba (município dos Luchazes). Em declarações à imprensa, no final de uma visita de constatação das obras em curso nesta circunscrição, disse que actualmente decorrem obras nos troços rodoviários que ligam os municípios do Luau e Alto-Zambeze, Lucusse/Lumbala-Nguimbo, Lucusse/ Lumbala-Kaquengue, “tudo em prol da melhoria das condições sociais básicas da população”. Referiu igualmente sobre a conclusão em Agosto próximo da reabilitação e ampliação do troço Luena-Dala (província da Lunda Sul), obras atrasadas devido as chuvas que se abatem na região. Os troços rodoviários que ligam (Lumbala-Nguimbo à comuna do Ninda e à comuna do Chiúme, para facilitar a ligação com a província vizinha do Kuando Kubango, também estão em reabilitação. João Ernesto dos Santos fez saber que nos troços rodoviários acima referenciados estão em curso a reconstrução das respectivas pontes, para permitir maior fluidez de viaturas e mercadorias. Quanto às ligações entre as sedes municipais e comunais explicou que já existe um programa concebido em 2012 e remetido ao ministério da Construção para que até 2017 estas vias de comunicação sejam reabilitadas. Dados oficiais do Núcleo provincial do Instituto Nacional de Estradas de Angola (INEA) indicam que Moxico tem três mil e 477 quilómetros de estradas, destes apenas mais de 700 estão adjudicados para a sua reparação e tem 133 pontes grandes e pequenas.

    quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

    Estórias d`Angola

    Quantas meu Alferes?
    Há dias encontrei um amigo da minha juventude que também passou pelo leste na minha época, foi mobilizado numa companhia que estava sedeada no Luvuéi, e recorda-me sempre, Carvalho lembras-te daquela cena na messe de oficiais em Gago Coutinho, por causa dumas cucas frescas, ia estragando as minhas férias, fiquei muito à rasca quando o Cmt entrou, já tinha viagem marcada com a passagem paga para a metrópole, nunca mais me vou esquecer..!!
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    Num destacamento algures 1973 - F. Costa, Rego, Gaspar, Elisio Soares, Correia, Conceição e Coutinho em baixo 
    Em Julho de 1972 com três meses de comissão, rodamos para o rio Mussuma, acampamos na margem esquerda junto à ponte, 10 kms a sul da Vila Gago Coutinho, para dar protecção à TECNIL nos noventa quilómetros de picada para Ninda,  iniciamos a construção do destacamento  numa zona arborizada na orla da chana, para albergar o comando da companhia, que nunca  acabamos, por motivos já aqui narrados anteriormente. A protecção à SETEC no troço Luio, Gago Coutinho, ficou operacionalmente a cargo da CCav 3517,  que nos renderam no Lutembo  e também em Luanguinga, deslocavam-se a Gago Coutinho sempre que havia avião na busca de correio.
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    Em Gago Coutinho 1973 - Elisio Soares e Arlindo Sousa
    Nos princípios de 1973, numa das muitas colunas feitas ao batalhão, encontrei na placa da pista junto ao Nordatlas um amigo de longa data, destacado no Lutembo como enfermeiro da 3517, que eu desconhecia na altura, depois de um grande abraço e de pormos a conversa em dia, naquela manhã muito quente e abafada, nada melhor para selar este inopinado encontro, que umas cervejolas para refrescar, convidei-o a entrar no bar dos sargentos, onde já não havia cerveja fresca, o Arlindo Sousa e o “Estrangeiro ( ”1º Cabo João de Almeida Correia, apelidado, pela forma singular da sua pronuncia), alvitraram o bar da messe de oficiais, torci o nariz ao entrar, sugeri antes, que bebêssemos á porta, como era habitual, mas os argumentos do “Mil Nove e Vinte” afirmando que a “Chicalhada” estava toda na pista aquela hora, como era hábito sempre que havia avião, convenceram-me, o meu amigo Zé Victor, muito tímido, por norma avesso a confusões, pergunta-me ao ouvido, se não ia haver maka, tranquilizo-o, enquanto não ouvires o avião a roncar, podemos estar descansados..!! Entrámos, descontraídos e sentamo-nos, o Arlindo pergunta se há cuca fresca, o barista responde, quantas meu alferes? Pedimos uma rodada, e mais outra, eis que, entra o Cmt. do Batalhão, levantamo-nos e fazemos a paulada da praxe (continência), bem disposto responde à nossa saudação com cordialidade, pergunta-nos qual a nossa unidade, respondemos em uníssono, nós somos do Nengo e este camarada da dezassete no Luvuéi, o Cmt. vira-se para o balcão pede um Martini e oferece uma rodada, não me recordo se aceitamos, julgo que alguns perderam logo a sede, a estratégica agora era dar ao slide, o mais rápido possível dali para fora, sem causar mossa…!!
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    O Famigerado SETE situado a 30 kms de Ninda,  perto da fronteira com a Zâmbia
    O Cmt. emborca o dring em dois ou três tragos, despede-se do pessoal e ao sair chama á porta o rapazinho do bar, que na volta entrou de semblante carregado e angústia estampado no rosto. Levantei-me cheguei ao balcão e pedi a conta, volta-se para mim meio desanimado e sussurra-me, meu furriel, o nosso Comandante pagou a vossa despesa, mas fez-me uma ameaça, se voltar apanhar “estranhos”, no bar da messe de oficiais, dá-me uma porrada e despacha-me para o Chiúme de arma às costas, desculpamo-nos que aquilo eram só bocas, enfim, tentamos animar o rapaz, mas o Estrangeiro na volta comentava no seu intragável “portonhol”, olha o gajo ficou todo borrado com medo Chiúme…!! E quem não tinha receio de ir parar ao Chiúme? Aquilo nem para pessoal de barba rija… aquele destacamento era maior pincel do leste, pior só o inferno do Sete, desactivado após meses de sucessivos ataques de grande intensidade.
    Adeus até ao meu regresso

    quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

    Noticias de Lumbala Nguimbo

    Hospital de Lumbala Nguimbo
    SAÚDE - O Hospital Municipal dos Bundas necessita de dois médicos especializados em cirurgia e ortopedia, disse hoje, quarta-feira, a chefe de Repartição Municipal de Saúde, Margarida Ana . “São ainda necessários 100 enfermeiros e 300 técnicos de enfermagem e outros quadros administrativos para a expansão dos serviços sanitários na circunscrição”, reforçou a responsável em entrevista à Angop. A responsável manifestou ainda a sua preocupação devido a inoperância do bloco operatório, garantindo que tudo está a ser feito no sentido de se repor a funcionar, com a compra dos equipamentos que faltam para o seu apetrechamento. No município existem dois centros de saúde e nove postos médicos, onde estão colocados dez técnicos sanitários cada, disse a fonte, que apontou a malária, doenças diarreicas e respiratórias agudas, assim como a conjuntivite como as principais preocupações. Por seu turno o director do hospital, Júlio Capalo, explicou que 80 a 100 pessoas, sobretudo, crianças são diagnosticadas diariamente com casos de malária, doença considerada endémica, principalmente nesta época chuvosa. A propagação do vírus de sida é uma outra inquietação apresentada pelo responsável do hospital, tendo explicado que em 2012 foram diagnosticados 61 casos, contra 51 em 2011, sendo as mulheres as mais infectadas. Para contrapor esta situação são realizadas palestras de sensibilização nas comunidades, bem como distribuídos preservativos. Serviços de ortopedia, pediatria, vacinação, banco de urgência, medicina, testagem voluntária de VIH/Sida, centro materno infantil estão instalados no hospital dos Bundas assegurados por quatro médicos expatriados, auxiliados por 53 técnicos de enfermagem e quadros administrativos.
    Escola do 1º Ciclo de Lumbala Nguimbo
    EDUCAÇÃO - Dezanove mil alunos de iniciação a 10ª classe vão frequentar aulas no município dos Bundas, província do Moxico, no presente ano lectivo, aberto oficialmente na passada terça-feira, informou hoje, quarta-feira, o chefe da Repartição, André Catongo. A fonte disse que as aulas serão asseguradas por 162 professores, necessitando ainda de 50 outros docentes e dez escolas, para estender a rede escolar em toda a extensão territorial. André Catongo disse existirem 36 salas de aulas, número insuficiente dada a explosão escolar que se regista nos últimos anos. Quanto ao material didáctico, disse não existir queixas, quer por parte dos professores como dos alunos.
    Lavras de cultivo junto ao rio em Lumbala Nguimbo
    AGRICULTURA - O sector da agricultura no município dos Bundas, província do Moxico, prevê colher 160.382 toneladas de productos diversos, no fim da presente campanha agrícola 2012/2013, disse hoje, quarta-feira, à Angop, o chefe da secção municipal da agricultura, Kanhica Lastone. A fonte estima uma produção de 95.840 toneladas de milho, mais de 5.000 toneladas de mandioca e outras 3.000 de arroz, entre outras colheitas e para o efeito foram preparados 36.890 hectares. Em relação ao ano agrícola anterior, de acordo com a fonte da Angop, a produção foi de 88.000 toneladas, em 34.260 hectares cultivados. Kanhica Lastone justifica este aumento pelo facto dos camponeses serem apoiados antecipadamente com sementes e instrumentos de trabalho, bem como a introdução da agricultura mecanizada e tracção animal.  Explicou que dos hectares preparados 130 são mecanizados e 260 de tracção animal, 36.100 manuais, onde estão envolvidos cinco mil famílias camponesas organizados em 29 associações e uma cooperativa. "Os pequenos agricultores estão a ser assistidos material e tecnicamente, para que tenham maior produtividade no fim da campanha", disse o responsável da agricultura que estimou uma boa época agrícola, a julgar pelo empenho dos camponeses associados da regularidade das chuvas. Por outro lado, solicitou celeridade dos bancos na concessão de micro créditos e reparação de estradas e pontes, para que os camponeses consigam transportar os seus produtos do campo para os centros de comercialização.   "Há muitos produtos que se estragam no campo por falta de meios de transporte e também os compradores não conseguem chegar onde está o camponês, devido ao mau estado das estradas em alguns casos", lamentou.
  • AngolaPress
  • sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

    Nengo - Natal de 1973 - O Holy Night

    Embora já um tanto ou quanto fora de época(mas não muito, uma vez que a época Natalícia se prolonga até ao dia 6 de Janeiro), tive a ideia de vos apresentar um post especial, alusivo a esta quadra. Mas, vou contar como se proporcionou a oportunidade de vos presentear com este brinde especial. Foi, portanto, deste modo: Um dia destes pus-me a navegar na Internet e esbarrei com um link do Youtube que apresentava a Canção de Natal, conhecida como “O Holy Night” ou ainda “Cantique de Nöel”, que me fez recordar o Natal de 1973, passado na Colina do Nengo. Confesso que ao ouvir as magníficas vozes do Kings College de Cambridge, fiquei bastante emocionado, pois me fizeram relembrar o já referido, longínquo e nunca esquecido Natal do Nengo. Não consigo também esquecer o nosso  maestro  que dedicadamente, conseguiu que o improvisado Grupo Coral obtivesse um desempenho muito acima da média, tendo-se em conta que os elementos que o compunham eram, praticamente, analfabetos musicais, pois todos, ou quase todos, embora tivessem bons timbres de voz, não conheciam os símbolos musicais e cantavam todos “de ouvido”, sendo eu um deles. Pois, meus caros camaradas e amigos, foi como já disse: Ao escutar a excelente interpretação do Kings College, não resisti em capturá-la e colocá-la, com a ajuda do nosso blogmaster Carvalho, neste Blogue para que possam todos recordar e emocionarem-se com a maravilhosa harmonia  daquela encantadora canção que, para mim, é mais enternecedora que o Silent Night. Espero que o Vídeo lhes agrade e aproveito a oportunidade para desejar a todos vós e aos vossos familiares a continuação de Boas-Festas de Natal. Com um abraço de amizade para todos vós e para os eventuais visitantes deste blogue, onde quer que se encontrem, do Camarada e Amigo,
    Octávio Botelho

    quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

    FELIZ NATAL E ...

    Se eu fosse um poeta, escreveria hoje algo muito poético e bonito sobre o Natal. Se eu fosse um escritor saberia os vocábulos certos para descrever, nas minhas palavras, os meus sentimentos sobre o Natal. Se eu  fosse um letrista a harmonia das palavras certas escorreria para o papel como a água fluída e límpida de uma fonte em plena concordância com música própria. Se eu fosse tudo isso o poema seria criado de imediato na minha mente e a pena seria o elo transmissor para chegar a todos que me lerem. Mas como não sou nada do que atrás ficou expresso, limito-me a dizer-vos o trivial, simplesmente o que sinto e o que vos quero aqui deixar:
    Para todos os "velhos" Camaradas da CART3514, amigos da grande família "PANTERAS NEGRAS" e seus familiares, um NATAL FELIZ, um ANO NOVO com muita saúde e tudo o que mais desejarem, com um forte abraço do camarada e amigo,
    Manuel Monteiro

    segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

    Feliz Aniversário

    Neste memorável dia 03DEZ12 venho, por este meio, apresentar ao nosso Blogmaster, António José Rosado Carvalho, os mais sinceros votos de um Feliz Aniversário, na companhia de todos os seus familiares e amigos mais próximos, no gozo de uma boa saúde e ainda com muita paz, tranquilidade, felicidade e tudo de bom e do melhor e ainda com os desejos de que esta comemoração se repita por muitos e muitos anos (no mínimo, até aos cento e tal, mas com muita saúde!...). Aproveito a oportunidade para apresentar os meus cumprimentos para os seus familiares, para quem desejo também as maiores felicidades e muito boa saúde. Para ele vai um abraço de amizade enviado do meio do Atlântico, pelo Camarada e Amigo, Octávio Botelho

    sexta-feira, 2 de novembro de 2012

    Noticias de Lumbala Nguimbo

    Saúde
    25/10/12 – O Hospital Municipal dos Bundas precisa de 200 enfermeiros e cinco médicos especializados em medicina geral, cirurgia e pediatria, para melhorar a assistência médica e medicamentosa dos pacientes que procuram os seus serviços. A preocupação foi exteriorizada pelo administrador do hospital, Marvão César, que disse existirem 32 enfermeiros e três médicos cubanos, número que considerou insuficiente para atender os mais de 150 pacientes que por dia afluem àquela unidade sanitária. A malária, infecções transmissível sexualmente (ITS), doenças diarreicas e respiratórias agudas são as principais patologias na região, com 23 doentes internados, informou a fonte. O hospital tem serviços de pediatria, medicina geral, cirurgia, ortopedia, ginecologia, banco de urgências, consultas externas, entre outros. Marvão César disse, por outro lado, que o hospital carece de meios de transporte quer para evacuação de casos graves quer de apoio às actividades administrativas e supervisão hospitalar, por avaria das duas ambulâncias. Quanto aos medicamentos, a administração municipal através do programa de municipalização dos serviços de saúde adquire regularmente fármacos. O hospital tem a capacidade de internar 50 pacientes e em todo o município estão controlados nove postos médicos que funcionam com três a quatro enfermeiros.

    Agricultura
    23/10/12 – A Administração  Municipal dos Bundas vai apoiar os camponeses na campanha agrícola 2012/2013, visando aumentar a produção agrícola na localidade, disse hoje o seu administrador, José Miguel Mandumba. Ao falar à imprensa, explicou que, além da agricultura, o apoio vai abranger a piscicultura e pecuária, com distribuição de “inputs” às associações e cooperativas.  A campanha agrícola que naquela circunscrição será aberta oficialmente no próximo mês de Novembro. Quanto ao escoamento dos produtos para a cidade do Luena, o maior centro comercial da provincial, José Mandumba garantiu estarem criadas as condições de transporte, com a reabilitação da estrada principal e a existência de camiões para o feito. As autoridades locais controlam 12 associações de camponeses e uma cooperativa, com um total de 680 camponeses. Para a presente campanha agrícola foram preparados 425 mil hectares, para diversas culturas, com uma previsão de colher mais de duzentas mil toneladas de milho, feijão, mandioca, batata-doce e diversas hortícolas.

    Politica
    19/10/12 – O Primeiro Secretário  Provincial do MPLA no Moxico, João Ernesto dos Santos “Liberdade”, iniciou hoje, sexta-feira, uma digressão aos municípios dos Bundas e Luchazes, para inteirar-se da situação da juventude. Segundo o programa a que a Angop teve acesso, João Ernesto dos Santos faz-se acompanhar de responsáveis do MPLA e das organizações juvenil e feminina do partido. Indica que a delegação deverá examinar as principais preocupações que afligem os jovens daquelas circunscrições situadas a sul do Luena, capital do Moxico. A inserção da juventude na vida activa da sociedade faz parte dos eixos do programa de Governo do MPLA apresentado aos eleitores nas eleições de 31 de Agosto último.

     Administração Local
    14/10/12 - O Governador Provincial, João Ernesto dos Santos “Liberdade”, no uso das faculdades que a Lei sobre Organização e Funcionamento dos órgãos da Administração Local do Estado lhe confere, reconduziu, sábado, nove administradores municipais. No despacho, o governador provincial reconduziu Zaqueu Isaac, administrador municipal do Moxico (sede), Adelina Chilica, administradora do município do Alto-Zambeze, José Miguel Mandumba, administrador de Bundas, e Artur Emanule Lemos Sapalo, do Kamanongue. Para os municípios da Cameia, Léua, Luacano, Luau e Luchazes foram reconduzidos, respectivamente, Rodrigues Chipango Sacuaha, Quinta Camiji Pinto, Pascoal Mucazo, Juvenal Mutunda e Pinto Luís. Num outro despacho, João Ernesto dos Santos “Liberdade”, nomeia nove administradores adjuntos, Bento Luembe Paulino para o município sede Moxico, Anastácia Ginda (Camanongue), Domingos Lucunga Catepa (Luacano). Todos exerciam as mesmas funções nas respectivas circunscrições. Constam ainda Francisco Caiombo Catenga (Luchazes), Nora Mahongo Isaac (Luau), Jeremias Ussoma Loloji (Léua), arcelina Chipuleno Cassauié (Bundas) e José Brás Cassessa Luís (Alto-Zambeze). Os três últimos é pela primeira vez que integram o aparelho administrativo a esse nível.

    Economia
    08/10/12 - O Banco de Poupança e Crédito (BPC) inaugurou hoje, sábado, cinco agências bancárias na província do Moxico, no âmbito do programa de expansão dos serviços bancários daquela instituição em todo o país. Trata-se dos balcões dos municípios dos Bundas, Luchazes, Léua e Moxico (sede), sendo este último com serviços duplos, para atendimento às empresas (rede azul9 e ao público em geral. A Angop apurou que nos cinco balcões inaugurados esta semana foram criados mais de 40 novos postos de serviço para a juventude. Segundo o presidente da comissão de administração do BPC, Paixão Júnior, a “rede azul” está vocacionada para questões empresariais, como concessão de créditos bancários, de forma a dar uma celeridade aos processos ligados à classe empresarial da região. A parte de atendimento público igualmente vai juntar-se aos outros balcões existentes na cidade do Luena e noutros municípios da província, para solucionar em tempo real o pagamento dos salários dos trabalhadores da função pública e não só. Por seu turno, o empresário César Amândio mostrou-se regozijado com abertura destes balcões, que para si vão estimular e engrandecer a actividade comercial na província. Com a abertura deste balcões, elevam para 12 o número de dependências do BPC na província do Moxico, das quais duas móveis, faltando os municípios de Luacano e Kameia.

    sábado, 20 de outubro de 2012

    Arriar da Bandeira

    Parada na Colina do Nengo
    A cerimónia no ultimo feriado nacional do 5 de Outubro, com a Insígnia Nacional, a ser hasteada no cimo do mastro "de patas para o ar", à semelhança do que fizeram ao País, trouxe-me à memória uma cena, passada em 1973 na parada do quartel do Batalhão em Gago Coutinho com a cerimónia do arriar da bandeira, ao qual muitos soldados assistiam ao final da tarde, com o piquete da guarda em formatura.
    O Sargento Dia deu inicio ao ritual ordenando “firme”, “sentido” “ombro arma”, “apresentar arma”, “arriar bandeira” com o clarim a marcar a cadência da descida”, o cabo partiu e a bandeira ficou presa no cimo do mastro, por mais habilidades e manobras do Soldado da Guarda, a operação não teve êxito, o Sargento pediu um voluntário para resgatar a bandeira, ao qual se aprestou um soldado que de pronto trepou ao dito, agarrando na bandeira e iniciando de imediato a descida, o 2º Comandante que presenciava o acto, interveio irritado, ordenando ao praça que voltasse a subir o pau e á ordem de comando, voltar a descer com ela ao ombro, ao ritmo do toque do clarim, uma barrigada de riso para gáudio dos presentes, que no final tiveram que destroçar com uma veemente reprimenda e ameaças de  pildra por parte do actor da comédia …!!!  
    Adeus até ao meu regresso

    sábado, 29 de setembro de 2012

    Évora 2012

    7º Convivio - 40º Aniversário da partida para Angola
    Pediu-me o nosso “blogmaster” para  elaborar este “post” assinalando o aniversário em epígrafe e, para satisfação desse pedido vou tentar, de maneira sucinta, relatar o evento em questão que, conforme acordado no anterior convívio, foi realizado na milenar e monumental cidade de Évora, que se mantém inalterada e intocada como a deixámos há 40 anos, no seu núcleo central, cercado pelas suas vetustas muralhas. Na parte extramuros, revela grandes alterações, que mostram uma assinalável expansão urbanística da cidade. Mas passemos à parte descritiva da evolução do evento. Como todos sabem, vim dos Açores, mas desta vez não vim sozinho. O Medeiros, por mero acaso, acabou por fazer-me companhia e viemos no mesmo voo de Ponta Delgada.

    Na hora da chegada - Serafim Gonçalves, Medeiros, Duarte, Parreira, Beja, Pereirinha, Nunes, Paulo Ribeiro, Pinto e Mauricio
    Depois de uma tranquila viagem com cerca de duas horas, aterrávamos na Portela de Sacavém, onde à nossa espera, acompanhado da sua esposa, se encontrava o nosso amigo Carvalho. Tomamos a auto-estrada do Sul, rumo a Évora, atravessando a ponte Vasco da Gama, que para mim foi uma estreia a passagem por aquele local. Por alturas de Montemor-o-Novo, fizemos uma paragem na área de serviço local, para desentorpecer as pernas, fazer um pequeno descanso e comer alguma coisa. Reiniciamos a marcha em direcção a Évora, com destino à Casa do Vale Hotel, previamente marcado, onde já se encontravam o Monteiro e o Marques, acompanhados das suas esposas. Depois de arrumadas as bagagens,  rumamos todos para casa do Manel Parreira onde o  Jomi já se encontrava à nossa espera. Com a peculiar hospitalidade alentejana, o anfitrião Parreira serviu  um lanche a todos os presentes e ali passamos o resto de tarde na conversa e na petiscada. Saimos por volta das 20H30 à procura dum restaurante conhecido nas imediações da cidade  onde acabamos por jantar.

    Na hora da chegada, Julio Norte, Parreira, Hélder, Pimenta, Ângelo e Cesar Correia
    Por volta das 22H30, regressamos ao hotel para descansarmos. No dia seguinte, 22 do corrente, saímos por volta das 10H30 a caminho do local da concentração, no largo junto da Igreja de São Brás. De seguida, fez-se uma visita ao antigo Quartel do RAL3, hoje um pólo da Universidade de Évora onde, na escada por cima do arco ao fundo da Parada, tirámos uma foto com todos os participantes presentes. No regresso uma passagem pelo Mercado Municipal, sito nas traseiras das Casernas do Quartel, mais adiante na esplanada do Jardim Municipal uma paragem para uma bebida, depois fora das muralhas da cidade, iniciamos no Rossio de S.Brás uma caravana automóvel guiada pelo Parreira a caminho da Quinta Nova do Degebe, local da realização do evento. De assinalar, este ano, a presença de dois “Panteras Negras” que vieram ao convívio pela primeira vez, sendo eles o 1º.Cabo Mec.Arm.Lig. – Joaquim Cruz Pimenta e o Sold.CAR – Júlio Norte, ambos  algarvios.
    
    RAL3 - Escadaria ao funda da parada
    Quinta Nova do Degebe -  (1ª) - Daniel Carmo, Oliveira Mec. Parreirinha, Pereirinha, Carvalho, Nunes, Parreira, Milo, Pimenta, Ferreira da Silva, Dinis, Carrusca, Pires, Liberto Rodrigues, Ant. Oliveira. (2ª) - Porfirio Gonçalves, Jomi, Marques, Águas, Norte, Botelho, Barros, Duarte, Mauricio Ribeiro, Serafim Gonçalves, Dias Monteiro, Careca, Beja, Pinto, Melo, Hélder, Raúl Sousa, Ângelo, Medeiros, César Correia.
    Do evento em si, há apenas a dizer que estava muito bem organizado e exemplarmente servido pelo pessoal do restaurante, que foi impecável em todos os aspectos. Terminado o convívio, recolhi ao hotel para descansar, mas alguns aproveitando a noite amena foram passear até ao centro de Évora, matar saudades no emblemático Café Arcada na Praça do Giraldo. No dia seguinte, 23 do corrente, o Camarada Carvalho, na sua viatura conduziu-me por mais oitenta e tal quilómetros, até Grândola, para assistir a outro convívio, este da minha segunda comissão (1968-70) e, por sinal em estreia para mim, que se iniciou às 12H30 e terminou pelas l5H00. Depois ao final da tarde desse domingo aproveitei a boleia de um Camarada, que me deixou em casa da minha irmã, no Monte da Caparica, onde fiquei até 26, dia em que regressei aos Açores.
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    Quinta Nova do Degebe - O Botelho apagando as velas alusivas ao 40º aniversário da nossa partida 
     Não quero terminar, sem agradecer ao Carvalho e a sua esposa  toda a prestabilidade e atenção que me dispensaram, da qual me considero devedor. Para todos os ”Panteras Negras” e familiares, a todos os camaradas da CArt.2396/BArt.2849 e da CArt 785/BArt 786 e aos eventuais visitantes deste blog, onde quer que se encontrem e se derem à paciência de me ler, as mais cordiais saudações. Para todos um até breve e um abraço do camarada e Amigo.
    Octávio Botelho

    sexta-feira, 21 de setembro de 2012

    A Malta vai "Ressuscitando"

    Te lembras do Santos, secretário do Capitão Santos e que formei companhia contigo, e bebemos muitas cervejas em Gago Coutinho no restaurante do português  (Café do Castro). Hoje estou no Brasil, recebe um forte abraço do teu amigo e companheiro da guerra e também para a todos os restantes camaradas da CArt.3514. Meu telefone no Brasil  0055 84 ........!!!!
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    Colina do Nengo 1973 - Amorim dos Santos, Freitas e Elisio Soares

    Colina do Nengo 1973 - Elisio Soares, Careca, Freitas e Amorim dos Santos
    Mais um camarada que ressuscitou depois de 38 anos em paradeiro incerto, falo do José Augusto Amorim dos Santos 1º Cabo  Atirador - 05928671, que fazia parte do 1º pelotão mas que passou a comissão como  secretario do Capitão e passados estes anos todos deu sinal de vida, graças a estas modernices da internete , não sei os contornos da descoberta do nosso Blog, mas foi através dele que o Amorim dos Santos enviou a mensagem citada acima, falamos esta tarde por telefone, reside no municipio de Natal capital de estado do Rio Grande do Norte, jamais o reconhecia pela voz, tal o sotaque abrasileirado, está migrado desde 1977 no Brasil, falamos pouco tempo porque a ligação acabou por cair, ainda teve tempo para enviar através do blogue um abraço a todos os camaradas da Cart, para mencionar uma foto do 1º Botelho, e a vontade de enviar o seu álbum de fotos africanas para o nosso blog. ficamos aguardar pela promessa.
    Adeus até ao meu regresso

    sábado, 1 de setembro de 2012

    Comicio no Lumbala Nguimbo

    O primeiro secretário provincial do MPLA no Moxico, João Ernesto dos Santos "Liberdade", exortou quarta-feira, os militantes do seu partido e população a manterem-se vigilantes quanto às promessas, calúnias e mentiras de outros partidos concorrentes ao pleito eleitoral de 31 de Agosto. Aquele responsável do MPLA fez este apelo quando orientava um acto de massas na vila de Lumbala-Nguimbo, sede municipal do Bundas, no quadro da campanha eleitoral que decorre no país de 29 de Julho até 29 de Agosto, que serviu ainda para transmitir o programa de governo para o período de 2012/2017, que reflecte um compromisso que o MPLA tem quanto às aspirações do povo angolano. "O MPLA é um partido que ao longo da sua existência deu provas da sua maturidade política como um partido que sempre esteve interessado na resolução dos principais problemas da população para o seu bem-estar social", disse. João Ernesto dos Santos sublinhou que a realidade é sentida e vista por todos angolanos, porque em todo o país foram construídas e reabilitadas infra-estruturas sociais e económicas, que estão a proporcionar melhores condições de vida às populações e ao desenvolvimento sustentável. No caso concreto da circunscrição dos Bundas, apontou que em dez anos de paz foram construídas e recuperadas infra-estruturas escolares, hospitalares, sistemas de captação e distribuição de água, energia eléctrica, estradas, pontes, infra-estruturas administrativas, entre outras. Por este facto, pediu à população para acreditar no programa do MPLA, que visa construir mais infra-estruturas de impacto social e económicas, bem como a implementação de micro créditos aos camponeses e jovens com iniciativas de empreendedorismo. “Para que se concretize este programa de governo, o MPLA necessita de um voto de confiança dos eleitores no próximo pleito eleitoral de 31 de Agosto, razão pela qual é necessário mobilizar e sensibilizar os eleitores para votar a favor do partido e no candidato José Eduardo dos Santos.
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