O 14º Convívio da Cart.3514 realizou-se no passado dia 19 de Maio em Alenquer, pelo nosso camarada e amigo, Fernando Carrusca e pela família, Margarida e as Filhas, anfitriões e organizadores desta nossa festa, a quem agradecemos a simpatia e disponibilidade sempre presente e felicitamos pelo excelente ambiente de festa, nesta bonita vila, situada na transição da serra para a lezíria. Esta urbe terra de Damião de Góis, construída nas colinas a sul da serra de Montejunto, ostenta o título de vila presépio desde 1968, obra de Álvaro Duarte de Almeida, composto de figuras gigantes, algumas com mais de seis metros de altura. A Museologia é vasta, com o Museu Damião de Góis, Castelo, Palácio, Convento e a ruína imponente da antiga Fábrica de Lanifícios Tejo, inaugurada em 1889, que impressiona apesar da sua vetustez, á espera de voltar a brilhar no contesto arquitectónico.
Região vinícola por excelência onde predominam alguns dos néctares mais conhecidos da região do Ribatejo como a Quinta de Pancas, do Rocio e do Chocapalha, mas também terra de cereais e azeite. Na gastronomia o carneiro guisado, a tiborna, o turricado, o sarrabulho são pratos típico de eleição. Na doçaria, os bolos de ferradura, arrobe e as brindeirinhas de Nossa Senhora da Piedade e de Santa Quitéria são património conventual que se perde no tempo. Na Idade Média, a carne de toiro cozida, em água e vinagre, acompanhada de pão servida aos pobres, nos bodos do Espírito Santo, são uma tradição secular que se perde no tempo. Este ano o local do encontro foi o parque do Quartel dos Bombeiros Voluntários locais, pelas dez horas da manhã, comparecendo à chamada 32 companheiros, um dos quais pela 1ª vez ao fim de 45 anos (Joaquim Manuel Leal dos Santos, antigo Sold.Ap.Mort. do 2º Gr. da Cart3514) num total de setenta e tal participantes, com muitos abraços, muitas recordações e palavras de ocasião, ás onze rumamos ao Museu, João Mário Ayres d'Oliveira, para um colóquio e visita guiada pelo Mestre, ao seu espólio sobre pintura, escultura e arte figurativa. Seguimos para a Quinta do Canavial onde nos esperava o já tradicional almoço de confraternização para repor energias, no hall relvado, um buffet recheado de iguarias, rissóis, croquetes, presunto, queijos e grelhados, acompanhados duns brancos e tintos com muita animação, seguiu-se um belo almoço de bacalhau recheado e um arroz à valenciana, seguido de doces, cafés, digestivos, depois as memórias e as histórias passadas no leste e um pezinho de dança, fizeram da tarde um momento aprazível, a finalizar como manda a tradição, o bolo o champanhe, o hino da Cart, um abraço apertado.
Adeus até ao meu regresso