o0o A Companhia de Artilharia 3514 voou para Angola no dia 2 de Abril de 1972 (Domingo de Páscoa) num Boeing 707 dos Tams e regressou no dia 23 de Julho de 1974, após 842 dias na ZML de Angola, no subsector de Gago Coutinho, Provincia do Moxico o0o Rendemos a CCAÇ.3370 em Luanguinga em 11 de Abril de 1972 e fomos rendidos pela CCAÇ.4246 na Colina do Nengo em Junho de 1974. Estivemos adidos ao BCav3862 e depois ao BArt6320 oOo O Efectivo da Companhia era composto por 172 Homens «125 Continentais, 43 Cabo-Verdianos e 4 Açorianos» oOo

quinta-feira, 16 de junho de 2016

O Útimo Pelotão na Pedreira do Nengo

Breves histórias do Batalhão 4910/74
Domingo, dia 15 de Setembro de 1974, chegada ao Munhango, 08h45 da manhã, nova paragem, recomeço da viagem às 10h30. Pelas 18h20 minutos o nosso comboio movido a carvão, está a chegar finalmente à Estação da cidade do Luso. Segunda-feira dia 16 de Setembro, pelas 05h15 da manhã partimos em camiões civis, rumo a Gago Coutinho fazia um frio de rachar. A nossa Ccaç. está neste momento a entrar no aquartelamento de Gago Coutinho (11h35). Aqui será a sede do Batalhão onde ficará instalada a CCS (companhia de comandos e serviços). Ali estão instalados os Katangas, soldados congoleses partidários de Moisés Tchombé.
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Britagem na Pedreira do Nengo em final de 1973
Segunda-feira dia 23 de Setembro. A partida dum pelotão da 2º Ccaç. para o destacamento da Pedreira do Nengo 30 kms a sul de Gago Coutinho, o Alferes Antunes comanda o pelotão do qual faço parte (somos 22 homens). Temos aqui os furriéis Almeida e Martinho, o Nelson Enfermeiro, Rodrigues o machiqueiro, Furriel Pacheco o Açoriano, Dúlio o Condutor, Agostinho o Cabo Radiotelegrafista, Alberto o "mini-cabo", Cabo Clemente do Caniço, Cabo Esteves, Max o Cozinheiro, soldado Hilário, António "o Quinta Grande", Correia o "reguila" (condutor), entre outros. Aqui neste destacamento damos protecção ao pessoal civil que está a asfaltar a estrada de Gago Coutinho para Ninda. Fazemos escolta aos camiões cheios de brita que vão para a frente da obra todas as manhãs). A TECNIL é a empresa construtora. Segunda Feira dia 14 de Outubro, regressámos a Gago Coutinho para junto da nossa Companhia e fomos rendidos por outro pelotão. 
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Instalação de Britagem na Pedreira do Nengo em final de 1973
Sexta-feira 18 de Outubro,  fizemos uma escolta à comuna do Mussuma para levar víveres a 3ª Ccaç. do nosso Batalhão. Domingo dia 20 de Outubro, o Capitão Paulo está de oficial dia ao Batalhão em Gago Coutinho. Segunda-feira, entrego um texto escrito por mim ao 1º Cabo Cripto, Óscar da CCS afim de ser publicado no jornal do nosso Batalhão, o jornal era coordenado pelo 1º Cabo Escrit. Sidónio. A zona a vermelho, no mapa a esquerda, foi o nosso teatro de operações no leste de Angola em 1974/75. Tínhamos uma companhia operacional destacada no Mussuma Mitete, quase na fronteira com a Republica da Zâmbia, outra em Ninda. A sede do Batalhão era na vila de Gago Coutinho, onde estavam a C.C.S. e a 2ª Ccaç. Segunda-feira 11 de Novembro, o Coronel Baptista informa-nos que a 2ª Ccaç. à qual pertenço, vai para o Luvuéi e Lutembo.
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Lago no rio a montante da ponte construída com troncos de árvores, pedra e laterite e a exploração de rocha granítica no outro lado do rio na Pedreira de Nengo em 1974
Previne que é muito perigoso andar lá a pé pelas redondezas por causa das minas anti-pessoal. Segunda-feira 18 de Novembro, o Coronel Baptista, ameaça na formatura geral, castigar os soldados que vão para o restaurante civil comer e depois saem sem pagar, como acontecia em Gago Coutinho, seriam expulsos do Batalhão acrescentou. Quarta-feira 20 de Novembro, a Companhia saiu para o Luvuéi, situada a 128 kms a norte de Gago Coutinho, partimos as 08h35 e chegamos as 11h30 a Berliet em que viajei era conduzida pelo Comes, cabo condutor, moço natural do Porto. Quinta-feira, dia 21 de Novembro, ás 9h00 recebemos no Luvuéi a visita Coronel Baptista, que veio de helicóptero afim de inspeccionar as nossas instalações. Aqui os africanos fazem uma aguardente de milho muito boa a qual chamam Cachipemba.
Noticias in do Blog: Pravda Ilhéu / Voz do Povo, de José Manuel Coelho, deputado parlamentar  da Madeira

domingo, 5 de junho de 2016

Convívio Tomar 2016

A Cart3514 realizou no 4 de Junho o encontro anual na "Quinta do Falcão", fundada no século XIX e adquirida nos anos vinte do século passado pelo Avós dos actuais proprietários. Espaço rural, património da família do Cavaleiro Tauromáquico  Rui Salvador, actualmente figura principal do panorama taurino nacional. A Quinta do Falcão encerra no seu espaço a rusticidade, a tradição do campo, e o espírito tauromáquico. Hoje em dia a agricultura a pecuária, a ganadaria, a coudelaria e mais recentemente a organização de eventos na perspectiva da divulgação dos espaços rurais de prestigio, são motivos mais que abrangentes para desfrutar dum agradável dia de passeio ao ar  livre e um regresso ás origens.
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Está afixado álbum de fotos do evento na barra lateral direita
Fomos recebidos em Tomar, pela Família César Correia, novamente organizador "deste golpe de mão", a quem felicito e agradeço em nome de todos os camaradas a preparação excelente deste 11º encontro, o cenário onde se realizou, nesta bonita região à beira do Nabão e do Bode é sempre digna de registo. Após a chegada de todos os participantes, das apresentações, dos cumprimentos, abraços e outros carinhos, partimos rumo ao local do encontro, onde fomos efusivamente recebidos com palavras de boas vindas. Tivemos o privilégio da companhia do Rui Salvador como cicerone na visita guiada  à sua emblemática quinta, onde os motivos de interesse se multiplicam a cada passo, o museu de carros antigos de tracção animal, brakes, buggys, coches, charrets, e outros, e também uma pequena mostra de automóveis do século passado, muito lustrosos, despertaram a apetência sobre o que faltava visitar, esta muito mais demorada na sala dos trajes, onde o dialogo se instalou com muitas perguntas e respostas e também fotografias sobre o espólio em exposição ligado à arte taurina, onde sobressaiam as "Casacas de Toureio a Cavalo" muito "sui generes" debruadas a ouro e bordadas a seda, ao lado dos tricórnios, das calças e das botas, uma variedade enorme de celas de montar a cavalo, para: cortesias, tourear, amazonas, obstáculos, rojoneadores, cowboys, o traje do campino com o barrete verde, do forcado de cinta vermelha e do ganadeiro com chapéu de aba larga, ao lado do cavaleiro de casaca e tricórnio, fazem deste local um dos ícones da visita. Depois um galinheiro com uma variadíssima, gama de raças de galinhas, de variados tamanhos,  com plumagens de cores e matizes variadas, cristas e caudas de plumas garridas, fizeram as delicias dos netos e não só. A cavalariça com a quadra actual de cavalos de toureio, despertou em todos admiração pela sensibilidade, mansidão, garbo e o porte desta raça de puros sangue lusitano, para finalizar no picadeiro do complexo esteve um monitor à disposição de todos os que quiseram experimentar a sensação de montar a cavalo. Veio o merecido almoço que esteve à altura do  evento, tanto nas entradas como nos pratos de reforço, sopa, peixe e carne, bebidas, doces, frutas, café e digestivos tudo QB.
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Foto de Família da Cart3514,  na bancada do "Tentadero" da Quinta do Falcão
Mais ao final da tarde rumamos ao "tentadero" onde fomos brindados com um pequeno, mas, demonstrativo espectáculo taurino, em que foram lidados dois garraios, pelo cavaleiro Rui Salvador, montando alternadamente seis cavalos da sua quadra,  coadjuvado pelos seus bandarilheiros e também pelo grupo de forcados de Tomar. Finalmente as memórias e as histórias fizeram do resto da tarde momentos de agrado, a finalizar, o bolo o champanhe, o hino da Cart, o abraço apertado.
Mais informação sobre o local abrir o link com "copy e paste" -  https://www.youtube.com/watch?v=fhAz8aQfKe8