o0o A Companhia de Artilharia 3514 voou para Angola no dia 2 de Abril de 1972 (Domingo de Páscoa) num Boeing 707 dos Tams e regressou no dia 23 de Julho de 1974, após 842 dias na ZML de Angola, no subsector de Gago Coutinho, Provincia do Moxico o0o Rendemos a CCAÇ.3370 em Luanguinga em 11 de Abril de 1972 e fomos rendidos pela CCAÇ.4246 na Colina do Nengo em Junho de 1974. Estivemos adidos ao BCav3862 e depois ao BArt6320 oOo O Efectivo da Companhia era composto por 172 Homens «125 Continentais, 43 Cabo-Verdianos e 4 Açorianos» oOo

sábado, 26 de julho de 2008

QUINTA DOS TRÊS PINHEIROS 21/06/2008

Foto de Família do 3ª Encontro de Convívio da CART 3514
realizado em 21/06/2008 na Quinta dos Três Pinheiros em Mealhada, este ano a cargo do nosso camarada António Duarte que de facto está vocacionado, para bem saber receber os amigos, pois presenteou-nos com uma visita ao Museu do vinho da sua Cidade e depois num lugar maravilhoso, um lauto almoço que a todos agradou e deliciou, na companhia de todos os camaradas e familiares presentes.
Foto reportagem deste belo encontro na Mealhada
que ficará na nossa memória até que Deus queira..!!
1: Parreirinha, Zé Abreu, Careca, Carvalho, Pires, Ruivo e Barros
2: Fernando Oliveira, V. Dinis, Gonçalves, Parreira, Duarte, Carrusca, Gaspar e S. Gonçalves
3: S.Duarte, M.Oliveira, Vieira, A.Águas, Melo, Jomi, Marques, Carreira e Correia
4: C.Silva, Soares, Medeiros, A.Rodrigues e Raúl de Sousa

Santiago Duarte, Carvalho, Parreira, Zé Abreu e Careca no Museu do Vinho em Anadia

Na Praça do Município da Anadia com o Duarte e o Jomi

Careca, Costa e Silva, Rodrigues, Carvalho, Melo e Gaspar

Soares e Medeiros na companhia das Esposas

Soares, Medeiros, Pires, Filho e Esposa

Jomi, Careca, Costa e Silva e Rodrigues

Melo, Gaspar e Famílias

Jomi, Santiago Duarte e Esposa

Zé Abreu, André Águas e Famílias

Zé Abreu, Águas e Famílias

M. Oliveira, Marques, R. Sousa, Parreira e Esposas

Raul de Sousa Parreira e Esposas

M. Oliveira, Marques e Esposas

Duarte e Serafim Gonçalves e Esposas
Casal Correia e Casal Carrusca

Correia, Carrusca, Gonçalves e Esposas

Barros, Vieira Esposa e Filho
Casal Gonçalves e as Esposas do Carrusca e do Duarte

Victor Dinis, Fernando Oliveira e Esposas

As Famílias Vieira, Dinis, Fernando Oliveira e Esposa do Barros

Ruivo, Carreira e Esposas

Parreirinha, Ruivo e Esposas

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Recordações

Caros amigos:
Li e tomei boa nota das v/mensagens e verifiquei que, por um qualquer lapso da parte da minha assistente (minha neta Rita), e também meu, por estar a iniciar-me nestas andanças da Net, as fotos de que falei na comunicação anterior, não foram enviadas. Agora, após terem sido cumpridas as necessárias formalidades, vão ser, efectivamente, enviadas as referidas fotos.
As vossas mensagens reacenderam em mim saudades de muitas ocorrencias do nosso tempo de comissão.Oportunamente, irei enviando mais algumas colaborações.
Sem mais, um abraço do amigo.Botelho

No RAL3 na entrega do Estandarte da CART.3514, com o 1º Grupo em 02/04/72 (Domingo de Páscoa)
No Bar de Gago Coutinho com o Carvalho, Pinto, o nosso padeiro Freitas, Pires, Melo, Arlindo Sousa, Castro, e o saudoso Simplicio Caetano

Em Gago Coutinho á porta da arrecadação de armamento

No alpendre do Comando no Nengo na companhia do Cap. Crisóstomo dos Santos e do Fur. Silva

Esta fora do contexto, apresenta o meu actual aspecto

PRIVILÉGIOS

Para a memória de todos que visitam este blog. temos o companheiro Octávio Barbosa Botelho na companhia de uns quantos amigos, entre eles o Duarte, Parreira, Cardoso da Silva, Diogo e o Fonseca Marques em cima, ao meio o Costa e Silva, Carrusca, Carvalho, António Soares, Parreirinha, Pereirinha e o saudoso Arlindo Pais, em baixo o Nunes e o Guerra do 3º pelotão.

Foi com grande satisfação e surpresa que ao consultar o nosso blog. leio um comentário do nosso grande amigo 1º Sargento Octávio Barbosa Botelho.
Tinha pedido ao Medeiros já algum tempo se não conseguia o contacto deste amigo açoriano, afim de lhe mandar uma mensagem, pois sempre que nos encontramos, lembramos com muita saudade o seu companheirismo a sua dedicação para com todos nós. A sua Biblioteca itinerante que sempre o acompanhava, os seus conhecimentos de cultura geral, muito para além da média, os seus hábitos de leitura, que tão bem nos soube transmitir nesses longos meses em que tivemos o privilégio da sua companhia do seu saber e da sua amizade.
Muitas vezes não é a distância que resfria amizades, porque homens bons estejam longe ou perto, têm sempre o seu lugar cativo na memória das nossas melhores recordações, isto para dizer que o Botelho foi sempre da nossa idade quando connosco confraternizava, foi sempre igual a si próprio quando tinha que tomar decisões, sempre com respeito e verticalidade, foi um companheiro de corpo inteiro sempre solidário com qualquer um dos camaradas.
Por tudo isto e pela vontade de recordar os nossos belos tempos de África, faço questão de que este amigo de longa data nos acompanhe nesta página de ontem e de hoje a fim de preservar o que de melhor criámos entre nós a amizade e o respeito entre todos.
Um grande abraço em nome de todos os camaradas a este amigo de ontem e de sempre.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Aleluia!

Foi com esta palavra de exaltação, exuberância e alegria com que me expressei, ao ler um comentário de hoje mesmo, do inesquecível amigo Octávio Botelho, então 1º Sargento da CART 3514 !
Ainda há dias no Encontro da Mealhada falámos dele - perdoa-me amigo mas sinceramente julgava que já tinha falecido - mas ao saber que ainda se conservava vivo e bem vivo, combinei na altura com o Medeiros, seu conterrâneo micaelense, que quando me deslocasse a S. Miguel entraria em contacto com o João para que, via telemóvel, tentássemos contacto para Água Retorta, aonde vive, não é?, a fim de ouvirmos a voz deste nosso ilustre conterrâneo.
Depois do nosso regresso, penso só o ter visto uma vez em Ponta Delgada, ainda como militar, há muitos e muitos anos. Nunca mais o vi...
Lembro-me dele com saudade. Sabem porquê ? Porque tinha várias especificidades que lhe reconheci em Angola, não muito comuns num cidadão qualquer.
A 1ª de todas porque era, reconhecídamente, um HOMEM BOM ! Estirpe de pessoas cada vez menos comum e vulgar. De grande educação, simplicidade e honestidade. Sendo por via disso, por nós todos, respeitado e admirado.
A 2ª foi por ser a única pessoa que conheci, até aos dias de hoje, que gostasse muito de ler, mas... quase exclusivamente só, o Dicionário Português. Na altura já o lera, do principio ao fim, 4 vezes. Vejam bem ! Que coisa incrível mas ao mesmo tempo admirável ! Não é? Era, por natureza, um autodidacta, ou seja, pessoa que dirige livremente o seu processo de ensino e aprendizagem.
Adorava falar com ele sobre terminologias, pois eu também, enquanto estudante, gostava muito do Português, de palavras novas, de significados diferentes mas sobretudo da origem etimológica e evolução semântica dessas palavras. Suponho que ele tinha a antiga 4ª classe mas era de facto um homem rico em saberes, sobretudo no uso correcto da nossa língua.
Em 3º lugar porque foi um elemento activo, preponderante até, com uma bonita voz de barítono, no Grupo Coral que ensaiei por altura do Natal, durante os dois anos que estivémos em Angola. Achava piada um homem daquela idade estar disponível, tal como nós mais jovens, para aqueles raros momentos de prazer e cultura.
Finalmente, acrescento mais um ponto, porque era, tal como o Arlindo, o Medeiros e eu próprio, açoriano. Os únicos quatro açorianos da CART 3514 !
Que seja bem-vindo amigo Botelho e cá o esperamos também para ler as suas/nossas memórias, neste que é também o seu blogue.

P.S. Obrigado amigo Paulo Ribeiro pelo encorajamento.
Um abraço