o0o A Companhia de Artilharia 3514 voou para Angola no dia 2 de Abril de 1972 (Domingo de Páscoa) num Boeing 707 dos Tams e regressou no dia 23 de Julho de 1974, após 842 dias na ZML de Angola, no subsector de Gago Coutinho, Provincia do Moxico o0o Rendemos a CCAÇ.3370 em Luanguinga em 11 de Abril de 1972 e fomos rendidos pela CCAÇ.4246 na Colina do Nengo em Junho de 1974. Estivemos adidos ao BCav3862 e depois ao BArt6320 oOo O Efectivo da Companhia era composto por 172 Homens «125 Continentais, 43 Cabo-Verdianos e 4 Açorianos» oOo

terça-feira, 30 de março de 2010

A Malta vai "Ressuscitando"

Luis Manuel Ferreira Alves "Alma Grande" do 2º Grupo

   Colina do Nengo
Acabei hoje de receber esta foto do Alves, que agradeço, já que não havia nos álbuns do blog, imagens em destaque deste amigo, e alguns não se recordarão dele pelo nome. Como dizia o César Correia este camarada a quem chamavam carinhosamente o "Alma Grande" era um rapaz muito discreto, dava pouco nas vistas, mas muito generoso e tinha uma grande disponibilidade para auxiliar sem olhar a quem, grangeando no seio do 2º grupo esta peculiar alcunha, ainda hoje recordada por todos os seus companheiros da Cart3514.  

segunda-feira, 29 de março de 2010

A Sorte Sempre Nos Protegeu...!!

De José da Cunha Ramalhosa
Tenho lido algumas crónicas publicadas no blog, que a sorte sempre nos acompanhou e protegeu ao longo da comissão, opinião generalizada entre quase todos os camaradas.
Estávamos destacados na mata, quando numa madrugada, escura como breu, talvez fase de Lua Nova ou perto disso, aconteceu um episódio com dois camaradas, um cabo e um soldado de serviço no quarto de sentinela, a berliett ficava normalmente estacionada no centro do destacamento e a rapaziada de guarda tinha por hábito, sentarem-se no banco da frente para melhor poderem vigiar a periferia envolvente e sempre que ouviam algum ruído estranho na imediação utilizavam o holofote de caça para averiguar. Por qualquer motivo o cabo desceu da viatura e o seu companheiro de turno, ficou sentado acabando por adormecer.
Passado pouco tempo o cabo voltou e ao tentar subir agarrou o braço do soldado, este ao sentir-se agarrado, acordou estremunhado e aos gritos de arma em riste apontada ao cabo, e o cabo também a gritar, sou eu, sou eu, com medo que o soldado lhe desse um tiro. Acordamos todos assustados com aquela gritaria, sem tempo para pensar duas vezes, puxo da G3 e apontei-a para a entrada da tenda, pronto a disparar no primeiro vulto que aparecesse. Felizmente que nenhum camarada se lembrou de entrar na tenda naquele irreflectido momento.

António Carocinho (Beja) Ramalhosa e Zé Abreu no Mussuma
O saudoso Carrilho foi mais lesto, pegou na da arma e deu um tiro para o ar no interior da tenda, um longo e aterrador silêncio invadiu o destacamento naquela madrugada, passados alguns momentos, chamamos pelos sentinelas, e começámos a conversar sobre o que se tinha passado, depois de analisadas e concluídas as averiguações, dei uma volta pelas restantes tendas, para ver se estava tudo em ordem e vi algumas cenas caricatas…! A falta de comunicação entre os dois sentinelas foi um erro tremendo, que poderia ter acabado numa tragédia naquela noite.
Caricato foi o buraco na nossa tenda por cima da cama do Carrilho, pois sempre que chovia tinha que montar o poncho e via-se aflito para não dormir molhado. Aproveito para desejar a todos os camaradas e suas famílias umas Santa Páscoa
Um abraço até sempre
José Ramalhosa

domingo, 28 de março de 2010

O Fantasma do Falso Alarme

23º Aniversário do Medeiros
Na noite de 29 de Março de 73, comemorava-mos o vigésimo terceiro aniversário do camarada João Medeiros, com rancho melhorado e algumas guloseimas, num jantar organizado no depósito de géneros, que servia nessa altura, também de messe ao comando. Vou recordar aqui passados muitos anos uma pequena “brincadeira” ou melhor uma encenação quase real dum ataque, que acabou por abrir algumas hostilidades no seio da companhia, acabando a curto prazo com a saída da unidade do nosso 1º Sargento Meira Torres em confronto com alguns camaradas milicianos, como devem estar ainda lembrados.
Pelas imagens do evento havia muita gente na festa natalícia do Medeiros, o cap. Santos, alf, Braz, 1º Torres, 1º Botelho, Carlos Diogo, António Soares, Marques, Parreira, o saudoso António Carrilho, Ramalhosa, Carvalho, Vicêncio Carreira o Atanáxio Vieira e o cambuta do “Caióia”, e também decerto, o  Duarte e o Cardoso da Silva que faziam parte do clã residente na Colina do Nengo.
 
Cap. Crisóstomo dos Santos, João Medeiros, João Brás, 1º Torres, Carvalho e 1º Botelho
Jantados e bem bebidos, em final de festa, cantados os parabéns ao aniversariante, estávamos, no bota acima, bota abaixo, quando soou uma sucessão de explosões para além do perímetro de segurança do destacamento, a energia eléctrica caiu e a rapaziada, saiu desenfreada porta fora á procura das armas, para tomarem as suas posições “nos abrigos ao longo da barreira periférica de protecção,” houve algumas rajadas de limpeza sobre a orla da mata do lado do pressuposto ataque, sem que houvesse alguma resposta. Depois de uma longa e enervante dezena de minutos á espera de mais “ameixas”, o Maior mandou abortar o alerta, reuniu o pessoal para saber se tudo tinha corrido de acordo com as regras de segurança, se não tinha havido falhas de cobertura, enfim se estava tudo operacional, esta manobra tinha sido efectuada, para testar a capacidade de reacção e rapidez na resposta a uma eventual situação real, que por mero acaso ou protecção divina nunca nos aconteceu.

Á esquerda  Carrilho, Diogo, Marques, Soares, Carvalho, depois Carreira, Vieira e Caióia 
Depois de desmobilizada a acção voltou tudo á normalidade, regressámos para acabar a festa comentando com alguma surpresa o sucedido, pois a maioria não tinha conhecimento, á excepção de três ou quatro envolvidos na simulação, ligaram o gerador da luz quando entravámos novamente no depósito de géneros, e qual não foi o nosso espanto, perante aquela cena hilariante, o nosso 1º Torres mais parecia um fantasma, coberto de farinha dos pés á cabeça, semblante carregado, cara de espanto, qual alma do outro mundo, na ânsia de se proteger enfiou-se no primeiro buraco que encontrou, nada mais nada menos que o caixote onde o padeiro guardava o fermento e a farinha para fazer o pão. Não houve ninguém que ficasse indiferente á situação, deu para rir e para chorar, o nosso 1º Sargento era o elemento mais idoso do efectivo, e não gostou nada daquele filme onde entrou como figurante e acabou promovido a actor principal..! Alguns levaram um correctivo verbal e outros ameaçados com participação disciplinar. A esta distância no tempo, penso que foi puro esquecimento, não terem participado a acção ao veterano da companhia, ou então decerto uma grande sacanice..!
Adeus até ao meu regresso

Aniversário e Boas Festas de Páscoa


Neste dia e nesta hora, venho apresentar os meus parabéns ao Amigo e Camarada Monteiro, com votos de saúde e boa disposição pela data que hoje decorre, com os desejos de que a mesma se repita por muitos e muitos anos, repletos de muita felicidade e boa saúde.
Aproveito a oportunidade da proximidade das festas pascais para formular os desejos de uma Santa Páscoa, votos que torno extensivos aos restantes colaboradores , assim como a todos os elementos da família "Panteras Negras e familiares.
Para todos, um grande abraço do Amigo e Camarada,
Botelho

segunda-feira, 22 de março de 2010

Antes da Guerra- Uma Excursão Primaveril


Na imagem: Pires, Augusto Silva, ???, Gonçalves e Cosme
Uma excursão primaveril
Já lá vão 38 anos, mas lembro-me, como se tivesse sido há dois ou três!... Estávamos em Évora na Primavera de 1972, a muito pouco tempo do nosso embarque para Angola!...Tinha acabado a Instrução da Especialidade e o IAO da CArt 3514, num fim de semana qualquer, foi determinado pelo Comando do RAL.3 que fosse feita uma excursão a Fátima, com os militares Cabo-Verdianos que faziam parte da Companhia. Para o efeito, foi nomeado um Oficial, que por sinal era o Capelão Militar do QG de Évora, para enquadrar essa digressão e nomeados alguns sargentos para o assessorarem nessa missão. Entre os sargentos encontrava-me eu próprio, como o mais antigo da Cart presente na Unidade, pois o 1º.Torres tinha ido a casa em fim de semana.
Saímos de Évora, de manhã, muito cedo e fazia um tal frio que, quando chegámos à estrada rural no início do itinerário, havia geada nas ervas das bermas, vestígios de uma noite de temperaturas negativas, típicas do fim de Inverno. Seguíamos em três viaturas TP-21 e um jeep, com as respectivas capotas para resguardo de qualquer chuvada que viesse a surgir. A coluna rumou para norte, passou por Arraiolos, Montargil, Ponte  Sôr e atingimos Abrantes, onde fizemos o primeiro “alto”, para uma ligeira visita à localidade, aproveitando para comer a primeira refeição, da ração de Combate que fora distribuída para o efeito. Terminada que foi a visita curta a Abrantes, seguimos viagem, rumo a Tomar, onde almoçamos, novamente da R/C, tendo em seguida sido feita uma visita ao Convento de Cristo, ao Castelo dos Templários e a outros monumentos ali existentes. Depois rumámos a Fátima, onde visitámos todos os locais de interesse do Santuário: Basílica, Capelinha das Aparições, casas dos videntes e outros locais do estilo. Após esta visita, rumámos a Leiria onde chegámos ao RAL-4, pouco antes da hora do jantar. Ali foi-nos fornecida alimentação e pernoita.
No dia seguinte e após umas voltas pela cidade, rumámos para sudoeste, passando pela Batalha, onde foi visitado o tumulo do Soldado Desconhecido, o mosteiro e igreja, prosseguindo depois com destino à Nazaré. Aqui, foi visitado o local chamado “Sítio”, onde segundo a lenda, o cavalo de D.Fuas deixou impressa a pata, ao travar sobre a ravina que se precipita em direcção ao Atlântico de uma altura vertiginosa, o que terá salvo a vida do cavaleiro que, naquele “aperto”, terá invocado a Senhora da Nazaré em seu socorro. Em seguida, um pequeno passeio pela Vila e praia respectiva.
De seguida e continuando rumo a sul e ao longo da costa, chegámos a S.Martinho do Porto, onde visitámos a célebre "Concha" e logo a seguir entrámos em Caldas da Rainha, onde visitamos o Regimento de Infantaria 5 (RI.5) que funcionava como Centro de Instrução de Sargentos Milicianos.
Ali almoçámos e de seguida uma rápida visita à cidade, continuamos para sul rumo a Torres Vedras e Mafra, onde visitamos a Igreja do Convento e apreciámos a majestosa construção pelo seu lado exterior.
Em seguida, continuando para sul, chegamos ao Estoril, depois a Cascais entrando em Lisboa e seguindo para o velho Estádio da Luz, onde fomos assistir a um Benfica-Varzim. Depois disto, rumámos a Vila Franca de Xira, onde atravessámos a velha ponte, entrando no Alentejo em direcção a Vendas Novas e dali para Évora, onde chegámos ao anoitecer, tendo feito todo este trajecto em cerca de dois dias e poucas horas.
Deste acontecimento anexo uma imagem de alguns camaradas Cabo-Verdianos, tirada na Nazaré, junto à praia. Não me recordo do nome de nenhum deles!...Se o nosso Administrador se lembrar do nome de algum deles ou de todos, far-me -á o favor de legendar a foto com os respectivos nomes. Este já vai, contra o que é habitual, bastante longo.
Termino fazendo votos de que os restantes colaboradores, todos os elementos da CArt 3514 e seus familiares, assim como os eventuais visitantes deste blogue, estejam onde quer que seja, tenham uma Santa Páscoa, com muita saúde, paz e amor.
Para todos as mais cordiais saudações e um abraço do Camarada e Amigo, Botelho

sexta-feira, 19 de março de 2010

Uma "Pirogada" da Pedreira á Ponte do Nengo


1- Destacamento, 2- Partida, 3- Chegada
O Destacamento da Pedreira do Rio Nengo foi montado para fazer protecção ao estaleiro de transformação de inertes da Tecnil, situado a montante da ponte, na picada entre Gago Coutinho e Ninda. A jazida (pedreira) da exploração, ficava na margem esquerda e os restantes equipamentos de produção de britas e a central de betuminosos, (alcatrão) na margem oposta. Na periferia nasceu um aldeamento com dezenas de palhotas rudimentares onde pernoitavam os trabalhadores indígenas que aqui laboravam e as suas famílias, durante o dia havia muito movimento e bulício com a criançada, era um local desejado por todos os pelotões, estávamos perto da sede da companhia, onde nos deslocávamos diariamente para ir buscar mantimentos, o rio corria a três centenas de metros, a água era límpida e transparente, e depois de construída uma ponte rústica com troncos de árvores, pedra e latrite, para apoio e transporte de rochas, formou-se um lago artificial, uma autêntica piscina fluvial onde passávamos boa parte do dia a dar uns mergulhos, e alguns a tentar namorar as lavadeiras que ali tratavam da roupa.

Caetano, Correia e Carvalho na preparação
Tinham encontrado no meio da vegetação adjacente, uma piroga abandonada que o tempo degradara, estava carcomida, podre e metia água, ainda resistiu algumas semanas, até que um dia afundou de vez. O Simplício Caetano e o Almeida Correia, que a tinham assenhorado, nos seus passeios rio acima na caça ás rolas, ganharam o gosto pela arte e com alguns conhecimentos de carpintaria, e o engenho dum patrício local, mestre de tanoaria e pescador, ajudou-os na procura de um tipo de arvore leve e resistente, deitaram mãos á obra, traçaram, talharam, cavaram e construíram uma piroga de três remadores. Depois de algum treino na arte de bem afundar e navegar, os mareantes aproveitando a ausência do alferes Rodrigues, que estava no Comando da Companhia a substituir o Maior, pensaram em dar uma pirogada até á ponte do Nengo. Vieram ter comigo, perguntando se autorizava, respondi que sim, com uma condição, de eu também embarcar, não calculei o risco, nem onde me ia meter.

Treino de adaptação
Partimos por volta do meio-dia, para navegar 5  km e tal em linha recta (na realidade foram aí uns 10) a favor da corrente, dois remavam e um transportava uma G3 não fosse o diabo tecê-las, o que parecia fácil á partida, tornou-se um pesadelo.
O rio serpenteia na chana, entre capim e caniço com mais de metro e meio de altura acima do nível da água, por entre vários canais, alguns deles sem saída, que o tornavam num autêntico labirinto, e nalguns locais com vegetação aquática que dificultava a locomoção e o manejo do remo, não havia pontos de referência para verificar a distância percorrida, cada vez que algum de nós tentava pôr-se em pé para ver onde se encontrava, ia tudo ao banho, era de fundo raso sem quilha o que lhe dava pouca estabilidade.

Tecnologia de ponta - Central de Betuminosos
O sol foi uma ajuda como ponto de orientação, mas também um carrasco que nos castigou impiedosamente, o final do dia aproximava-se rapidamente, sabíamos que não estávamos longe do terminus da tormenta, ouvíamos vozes do nosso pessoal ao longe que nos acompanharam na parte final do percurso, sem saberem exactamente a nossa posição, a gritarem e a incentivarem estas três maluqueiras.
Mais uma vez o canal a virar quase em sentido oposto, estamos andar para trás, depois dois canais, qual é o nosso, arriscamos, vamos em frente, azar, o canal não tem continuidade, volta para trás, foi este o refrão dessa tarde de fado, ou melhor a constante ao longo do percurso e para acabar em beleza, o lusco-fusco trouxe enxames de melgas sequiosas que não nos deram tréguas, martirizando ainda mais o já dorido canastro, deixando a rapaziada de rastros.

Central de britagem de inertes (britas)
Cinco horas e tal depois, já sol posto, avistamos os eucaliptos, depois a estrada e por fim as luzes do Unimog em cima da ponte do Nengo, os camaradas de expedição largaram as pagaias, lançaram-se ao rio e fizeram o restante percurso a nado, fartos da promessa que tinham acabado de cumprir, na minha memória, apenas um sorriso sobre esta estória, o resto são pormenores que apenas serviram para condimentarem esta pequena viagem ao passado aqui relembrada.
Adeus até ao meu regresso.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Na Senda das Recordações


Estavamos quase no fim da comissão, talvez Fevereiro ou Março de 1974 ...! Finalmente, tinha chegado a hora de fazer os preparativos para o regresso a casa, juntar os trapinhos e a mobilia, tentar aforrar algumas economias, para trazer algumas recordações, uma mala de porão era indespensável, e só havia um local onde podia-mos adquiri-la, era na loja do senhor Anibal "O Chilanganha" como os Patricios lhe chamavam! ... Uma mala onde coubessem todas as boas recordações de dois longos anos, mas também alguns maçitos de tabaco, AC, LM, Ducados, que eram  os "Difinitivos" lá do sitio, para trazer e oferecer aos meus amigos! ... Depois uns bem cheirosos after shave Old Spice, que lá eram baratinhos, fora do orçamento foi o tapete de parede que se vê na foto, ornamentado com uma paisagem da vida selvagem africana.
É esta preciosa mala, guardada religiosamente até aos dias de hoje como simbolo de um passado que não quero esquecer, lembrando todas os momentos, bons e maus daquela época que me marcaram pela positiva, num determinado aspecto, mas como não há verso sem reverso, este foi muito negativo, porque naquela idade poderiam ter sido os mais belos anos da minha vida.
Um abraço a todos os camaradas do amigo César Correia

Etiqueta de fábrica das malas de Angola Onil

A Folha de assentos da Caderneta Militar do Correia com o percurso desde a recruta, até ser mobilizado para Angola, com partida a 3 de Abril de 72 e regresso a Lisboa a 23 de Julho de 74

sábado, 6 de março de 2010

Lumbala Nguimbo



COMUNA do NINDA - Programa "Água Para Todos"
Dois mil habitantes da comuna do Ninda, no município dos Bunda, beneficiam desde 22 de Fevereiro último, de um Sistema de Captação e Distribuição de Água, no âmbito do programa "Água para Todos". Inaugurado pelo governador provincial do Moxico, João Ernesto dos Santos "Liberdade", o sistema tem capacidade de bombear oito mil litros de água por hora. A instalação do sistema durou dois meses e custou ao governo 20 milhões de kwanzas, no quadro do Programa de Investimentos Públicos (PIP). A Administradora comunal, Teresa Mussole Tchingole, mostrou-se satisfeita e disse que é uma das soluções dos problemas da população, pois que vai diminuir as longas distâncias que se percorriam para conseguir água. Por sua vez, o soba Augusto Sacatonda encorajou o governo a implementar mais projectos sociais, com vista a promover o bem-estar das populações.
 noticia  AngolaPress

sexta-feira, 5 de março de 2010

Recordações D´Outrora

 NINDA - Imagens da década de 70
(Loc-geo no Google Earth -14 48 22, 21 23 03)
Situado na margem direita do rio Ninda, a 90 kms a sul de Gago Coutinho, a Comuna de Ninda tinha um Posto Aministrativo, com uma população estimada em duas mil pessoas, havia uma pista em terra batida para aero-naves, com um destacamento militar Composto por uma Companhia Operacional apoiada por um grupo de GES. Operacionalmente dependia do Batalhão destacado na antiga Vila de Gago Coutinho, actualmente Município dos Bundas.
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Vista aérea de Ninda
Outras direcções

Sede do Posto Administractivo de Ninda 

Na pista um grupo de Paras à espera de embarcar num avião Dakota