o0o A Companhia de Artilharia 3514 voou para Angola no dia 2 de Abril de 1972 (Domingo de Páscoa) num Boeing 707 dos Tams e regressou no dia 23 de Julho de 1974, após 842 dias na ZML de Angola, no subsector de Gago Coutinho, Provincia do Moxico o0o Rendemos a CCAÇ.3370 em Luanguinga em 11 de Abril de 1972 e fomos rendidos pela CCAÇ.4246 na Colina do Nengo em Junho de 1974. Estivemos adidos ao BCav3862 e depois ao BArt6320 oOo O Efectivo da Companhia era composto por 172 Homens «125 Continentais, 43 Cabo-Verdianos e 4 Açorianos» oOo

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Nengo - Natal de 1973 - O Holy Night

Embora já um tanto ou quanto fora de época(mas não muito, uma vez que a época Natalícia se prolonga até ao dia 6 de Janeiro), tive a ideia de vos apresentar um post especial, alusivo a esta quadra. Mas, vou contar como se proporcionou a oportunidade de vos presentear com este brinde especial. Foi, portanto, deste modo: Um dia destes pus-me a navegar na Internet e esbarrei com um link do Youtube que apresentava a Canção de Natal, conhecida como “O Holy Night” ou ainda “Cantique de Nöel”, que me fez recordar o Natal de 1973, passado na Colina do Nengo. Confesso que ao ouvir as magníficas vozes do Kings College de Cambridge, fiquei bastante emocionado, pois me fizeram relembrar o já referido, longínquo e nunca esquecido Natal do Nengo. Não consigo também esquecer o nosso  maestro  que dedicadamente, conseguiu que o improvisado Grupo Coral obtivesse um desempenho muito acima da média, tendo-se em conta que os elementos que o compunham eram, praticamente, analfabetos musicais, pois todos, ou quase todos, embora tivessem bons timbres de voz, não conheciam os símbolos musicais e cantavam todos “de ouvido”, sendo eu um deles. Pois, meus caros camaradas e amigos, foi como já disse: Ao escutar a excelente interpretação do Kings College, não resisti em capturá-la e colocá-la, com a ajuda do nosso blogmaster Carvalho, neste Blogue para que possam todos recordar e emocionarem-se com a maravilhosa harmonia  daquela encantadora canção que, para mim, é mais enternecedora que o Silent Night. Espero que o Vídeo lhes agrade e aproveito a oportunidade para desejar a todos vós e aos vossos familiares a continuação de Boas-Festas de Natal. Com um abraço de amizade para todos vós e para os eventuais visitantes deste blogue, onde quer que se encontrem, do Camarada e Amigo,
Octávio Botelho

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

FELIZ NATAL E ...

Se eu fosse um poeta, escreveria hoje algo muito poético e bonito sobre o Natal. Se eu fosse um escritor saberia os vocábulos certos para descrever, nas minhas palavras, os meus sentimentos sobre o Natal. Se eu  fosse um letrista a harmonia das palavras certas escorreria para o papel como a água fluída e límpida de uma fonte em plena concordância com música própria. Se eu fosse tudo isso o poema seria criado de imediato na minha mente e a pena seria o elo transmissor para chegar a todos que me lerem. Mas como não sou nada do que atrás ficou expresso, limito-me a dizer-vos o trivial, simplesmente o que sinto e o que vos quero aqui deixar:
Para todos os "velhos" Camaradas da CART3514, amigos da grande família "PANTERAS NEGRAS" e seus familiares, um NATAL FELIZ, um ANO NOVO com muita saúde e tudo o que mais desejarem, com um forte abraço do camarada e amigo,
Manuel Monteiro

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Feliz Aniversário

Neste memorável dia 03DEZ12 venho, por este meio, apresentar ao nosso Blogmaster, António José Rosado Carvalho, os mais sinceros votos de um Feliz Aniversário, na companhia de todos os seus familiares e amigos mais próximos, no gozo de uma boa saúde e ainda com muita paz, tranquilidade, felicidade e tudo de bom e do melhor e ainda com os desejos de que esta comemoração se repita por muitos e muitos anos (no mínimo, até aos cento e tal, mas com muita saúde!...). Aproveito a oportunidade para apresentar os meus cumprimentos para os seus familiares, para quem desejo também as maiores felicidades e muito boa saúde. Para ele vai um abraço de amizade enviado do meio do Atlântico, pelo Camarada e Amigo, Octávio Botelho

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Noticias de Lumbala Nguimbo

Saúde
25/10/12 – O Hospital Municipal dos Bundas precisa de 200 enfermeiros e cinco médicos especializados em medicina geral, cirurgia e pediatria, para melhorar a assistência médica e medicamentosa dos pacientes que procuram os seus serviços. A preocupação foi exteriorizada pelo administrador do hospital, Marvão César, que disse existirem 32 enfermeiros e três médicos cubanos, número que considerou insuficiente para atender os mais de 150 pacientes que por dia afluem àquela unidade sanitária. A malária, infecções transmissível sexualmente (ITS), doenças diarreicas e respiratórias agudas são as principais patologias na região, com 23 doentes internados, informou a fonte. O hospital tem serviços de pediatria, medicina geral, cirurgia, ortopedia, ginecologia, banco de urgências, consultas externas, entre outros. Marvão César disse, por outro lado, que o hospital carece de meios de transporte quer para evacuação de casos graves quer de apoio às actividades administrativas e supervisão hospitalar, por avaria das duas ambulâncias. Quanto aos medicamentos, a administração municipal através do programa de municipalização dos serviços de saúde adquire regularmente fármacos. O hospital tem a capacidade de internar 50 pacientes e em todo o município estão controlados nove postos médicos que funcionam com três a quatro enfermeiros.

Agricultura
23/10/12 – A Administração  Municipal dos Bundas vai apoiar os camponeses na campanha agrícola 2012/2013, visando aumentar a produção agrícola na localidade, disse hoje o seu administrador, José Miguel Mandumba. Ao falar à imprensa, explicou que, além da agricultura, o apoio vai abranger a piscicultura e pecuária, com distribuição de “inputs” às associações e cooperativas.  A campanha agrícola que naquela circunscrição será aberta oficialmente no próximo mês de Novembro. Quanto ao escoamento dos produtos para a cidade do Luena, o maior centro comercial da provincial, José Mandumba garantiu estarem criadas as condições de transporte, com a reabilitação da estrada principal e a existência de camiões para o feito. As autoridades locais controlam 12 associações de camponeses e uma cooperativa, com um total de 680 camponeses. Para a presente campanha agrícola foram preparados 425 mil hectares, para diversas culturas, com uma previsão de colher mais de duzentas mil toneladas de milho, feijão, mandioca, batata-doce e diversas hortícolas.

Politica
19/10/12 – O Primeiro Secretário  Provincial do MPLA no Moxico, João Ernesto dos Santos “Liberdade”, iniciou hoje, sexta-feira, uma digressão aos municípios dos Bundas e Luchazes, para inteirar-se da situação da juventude. Segundo o programa a que a Angop teve acesso, João Ernesto dos Santos faz-se acompanhar de responsáveis do MPLA e das organizações juvenil e feminina do partido. Indica que a delegação deverá examinar as principais preocupações que afligem os jovens daquelas circunscrições situadas a sul do Luena, capital do Moxico. A inserção da juventude na vida activa da sociedade faz parte dos eixos do programa de Governo do MPLA apresentado aos eleitores nas eleições de 31 de Agosto último.

 Administração Local
14/10/12 - O Governador Provincial, João Ernesto dos Santos “Liberdade”, no uso das faculdades que a Lei sobre Organização e Funcionamento dos órgãos da Administração Local do Estado lhe confere, reconduziu, sábado, nove administradores municipais. No despacho, o governador provincial reconduziu Zaqueu Isaac, administrador municipal do Moxico (sede), Adelina Chilica, administradora do município do Alto-Zambeze, José Miguel Mandumba, administrador de Bundas, e Artur Emanule Lemos Sapalo, do Kamanongue. Para os municípios da Cameia, Léua, Luacano, Luau e Luchazes foram reconduzidos, respectivamente, Rodrigues Chipango Sacuaha, Quinta Camiji Pinto, Pascoal Mucazo, Juvenal Mutunda e Pinto Luís. Num outro despacho, João Ernesto dos Santos “Liberdade”, nomeia nove administradores adjuntos, Bento Luembe Paulino para o município sede Moxico, Anastácia Ginda (Camanongue), Domingos Lucunga Catepa (Luacano). Todos exerciam as mesmas funções nas respectivas circunscrições. Constam ainda Francisco Caiombo Catenga (Luchazes), Nora Mahongo Isaac (Luau), Jeremias Ussoma Loloji (Léua), arcelina Chipuleno Cassauié (Bundas) e José Brás Cassessa Luís (Alto-Zambeze). Os três últimos é pela primeira vez que integram o aparelho administrativo a esse nível.

Economia
08/10/12 - O Banco de Poupança e Crédito (BPC) inaugurou hoje, sábado, cinco agências bancárias na província do Moxico, no âmbito do programa de expansão dos serviços bancários daquela instituição em todo o país. Trata-se dos balcões dos municípios dos Bundas, Luchazes, Léua e Moxico (sede), sendo este último com serviços duplos, para atendimento às empresas (rede azul9 e ao público em geral. A Angop apurou que nos cinco balcões inaugurados esta semana foram criados mais de 40 novos postos de serviço para a juventude. Segundo o presidente da comissão de administração do BPC, Paixão Júnior, a “rede azul” está vocacionada para questões empresariais, como concessão de créditos bancários, de forma a dar uma celeridade aos processos ligados à classe empresarial da região. A parte de atendimento público igualmente vai juntar-se aos outros balcões existentes na cidade do Luena e noutros municípios da província, para solucionar em tempo real o pagamento dos salários dos trabalhadores da função pública e não só. Por seu turno, o empresário César Amândio mostrou-se regozijado com abertura destes balcões, que para si vão estimular e engrandecer a actividade comercial na província. Com a abertura deste balcões, elevam para 12 o número de dependências do BPC na província do Moxico, das quais duas móveis, faltando os municípios de Luacano e Kameia.

sábado, 20 de outubro de 2012

Arriar da Bandeira

Parada na Colina do Nengo
A cerimónia no ultimo feriado nacional do 5 de Outubro, com a Insígnia Nacional, a ser hasteada no cimo do mastro "de patas para o ar", à semelhança do que fizeram ao País, trouxe-me à memória uma cena, passada em 1973 na parada do quartel do Batalhão em Gago Coutinho com a cerimónia do arriar da bandeira, ao qual muitos soldados assistiam ao final da tarde, com o piquete da guarda em formatura.
O Sargento Dia deu inicio ao ritual ordenando “firme”, “sentido” “ombro arma”, “apresentar arma”, “arriar bandeira” com o clarim a marcar a cadência da descida”, o cabo partiu e a bandeira ficou presa no cimo do mastro, por mais habilidades e manobras do Soldado da Guarda, a operação não teve êxito, o Sargento pediu um voluntário para resgatar a bandeira, ao qual se aprestou um soldado que de pronto trepou ao dito, agarrando na bandeira e iniciando de imediato a descida, o 2º Comandante que presenciava o acto, interveio irritado, ordenando ao praça que voltasse a subir o pau e á ordem de comando, voltar a descer com ela ao ombro, ao ritmo do toque do clarim, uma barrigada de riso para gáudio dos presentes, que no final tiveram que destroçar com uma veemente reprimenda e ameaças de  pildra por parte do actor da comédia …!!!  
Adeus até ao meu regresso

sábado, 29 de setembro de 2012

Évora 2012

7º Convivio - 40º Aniversário da partida para Angola
Pediu-me o nosso “blogmaster” para  elaborar este “post” assinalando o aniversário em epígrafe e, para satisfação desse pedido vou tentar, de maneira sucinta, relatar o evento em questão que, conforme acordado no anterior convívio, foi realizado na milenar e monumental cidade de Évora, que se mantém inalterada e intocada como a deixámos há 40 anos, no seu núcleo central, cercado pelas suas vetustas muralhas. Na parte extramuros, revela grandes alterações, que mostram uma assinalável expansão urbanística da cidade. Mas passemos à parte descritiva da evolução do evento. Como todos sabem, vim dos Açores, mas desta vez não vim sozinho. O Medeiros, por mero acaso, acabou por fazer-me companhia e viemos no mesmo voo de Ponta Delgada.

Na hora da chegada - Serafim Gonçalves, Medeiros, Duarte, Parreira, Beja, Pereirinha, Nunes, Paulo Ribeiro, Pinto e Mauricio
Depois de uma tranquila viagem com cerca de duas horas, aterrávamos na Portela de Sacavém, onde à nossa espera, acompanhado da sua esposa, se encontrava o nosso amigo Carvalho. Tomamos a auto-estrada do Sul, rumo a Évora, atravessando a ponte Vasco da Gama, que para mim foi uma estreia a passagem por aquele local. Por alturas de Montemor-o-Novo, fizemos uma paragem na área de serviço local, para desentorpecer as pernas, fazer um pequeno descanso e comer alguma coisa. Reiniciamos a marcha em direcção a Évora, com destino à Casa do Vale Hotel, previamente marcado, onde já se encontravam o Monteiro e o Marques, acompanhados das suas esposas. Depois de arrumadas as bagagens,  rumamos todos para casa do Manel Parreira onde o  Jomi já se encontrava à nossa espera. Com a peculiar hospitalidade alentejana, o anfitrião Parreira serviu  um lanche a todos os presentes e ali passamos o resto de tarde na conversa e na petiscada. Saimos por volta das 20H30 à procura dum restaurante conhecido nas imediações da cidade  onde acabamos por jantar.

Na hora da chegada, Julio Norte, Parreira, Hélder, Pimenta, Ângelo e Cesar Correia
Por volta das 22H30, regressamos ao hotel para descansarmos. No dia seguinte, 22 do corrente, saímos por volta das 10H30 a caminho do local da concentração, no largo junto da Igreja de São Brás. De seguida, fez-se uma visita ao antigo Quartel do RAL3, hoje um pólo da Universidade de Évora onde, na escada por cima do arco ao fundo da Parada, tirámos uma foto com todos os participantes presentes. No regresso uma passagem pelo Mercado Municipal, sito nas traseiras das Casernas do Quartel, mais adiante na esplanada do Jardim Municipal uma paragem para uma bebida, depois fora das muralhas da cidade, iniciamos no Rossio de S.Brás uma caravana automóvel guiada pelo Parreira a caminho da Quinta Nova do Degebe, local da realização do evento. De assinalar, este ano, a presença de dois “Panteras Negras” que vieram ao convívio pela primeira vez, sendo eles o 1º.Cabo Mec.Arm.Lig. – Joaquim Cruz Pimenta e o Sold.CAR – Júlio Norte, ambos  algarvios.

RAL3 - Escadaria ao funda da parada
Quinta Nova do Degebe -  (1ª) - Daniel Carmo, Oliveira Mec. Parreirinha, Pereirinha, Carvalho, Nunes, Parreira, Milo, Pimenta, Ferreira da Silva, Dinis, Carrusca, Pires, Liberto Rodrigues, Ant. Oliveira. (2ª) - Porfirio Gonçalves, Jomi, Marques, Águas, Norte, Botelho, Barros, Duarte, Mauricio Ribeiro, Serafim Gonçalves, Dias Monteiro, Careca, Beja, Pinto, Melo, Hélder, Raúl Sousa, Ângelo, Medeiros, César Correia.
Do evento em si, há apenas a dizer que estava muito bem organizado e exemplarmente servido pelo pessoal do restaurante, que foi impecável em todos os aspectos. Terminado o convívio, recolhi ao hotel para descansar, mas alguns aproveitando a noite amena foram passear até ao centro de Évora, matar saudades no emblemático Café Arcada na Praça do Giraldo. No dia seguinte, 23 do corrente, o Camarada Carvalho, na sua viatura conduziu-me por mais oitenta e tal quilómetros, até Grândola, para assistir a outro convívio, este da minha segunda comissão (1968-70) e, por sinal em estreia para mim, que se iniciou às 12H30 e terminou pelas l5H00. Depois ao final da tarde desse domingo aproveitei a boleia de um Camarada, que me deixou em casa da minha irmã, no Monte da Caparica, onde fiquei até 26, dia em que regressei aos Açores.
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Quinta Nova do Degebe - O Botelho apagando as velas alusivas ao 40º aniversário da nossa partida 
 Não quero terminar, sem agradecer ao Carvalho e a sua esposa  toda a prestabilidade e atenção que me dispensaram, da qual me considero devedor. Para todos os ”Panteras Negras” e familiares, a todos os camaradas da CArt.2396/BArt.2849 e da CArt 785/BArt 786 e aos eventuais visitantes deste blog, onde quer que se encontrem e se derem à paciência de me ler, as mais cordiais saudações. Para todos um até breve e um abraço do camarada e Amigo.
Octávio Botelho

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

A Malta vai "Ressuscitando"

Te lembras do Santos, secretário do Capitão Santos e que formei companhia contigo, e bebemos muitas cervejas em Gago Coutinho no restaurante do português  (Café do Castro). Hoje estou no Brasil, recebe um forte abraço do teu amigo e companheiro da guerra e também para a todos os restantes camaradas da CArt.3514. Meu telefone no Brasil  0055 84 ........!!!!
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Colina do Nengo 1973 - Amorim dos Santos, Freitas e Elisio Soares

Colina do Nengo 1973 - Elisio Soares, Careca, Freitas e Amorim dos Santos
Mais um camarada que ressuscitou depois de 38 anos em paradeiro incerto, falo do José Augusto Amorim dos Santos 1º Cabo  Atirador - 05928671, que fazia parte do 1º pelotão mas que passou a comissão como  secretario do Capitão e passados estes anos todos deu sinal de vida, graças a estas modernices da internete , não sei os contornos da descoberta do nosso Blog, mas foi através dele que o Amorim dos Santos enviou a mensagem citada acima, falamos esta tarde por telefone, reside no municipio de Natal capital de estado do Rio Grande do Norte, jamais o reconhecia pela voz, tal o sotaque abrasileirado, está migrado desde 1977 no Brasil, falamos pouco tempo porque a ligação acabou por cair, ainda teve tempo para enviar através do blogue um abraço a todos os camaradas da Cart, para mencionar uma foto do 1º Botelho, e a vontade de enviar o seu álbum de fotos africanas para o nosso blog. ficamos aguardar pela promessa.
Adeus até ao meu regresso

sábado, 1 de setembro de 2012

Comicio no Lumbala Nguimbo

O primeiro secretário provincial do MPLA no Moxico, João Ernesto dos Santos "Liberdade", exortou quarta-feira, os militantes do seu partido e população a manterem-se vigilantes quanto às promessas, calúnias e mentiras de outros partidos concorrentes ao pleito eleitoral de 31 de Agosto. Aquele responsável do MPLA fez este apelo quando orientava um acto de massas na vila de Lumbala-Nguimbo, sede municipal do Bundas, no quadro da campanha eleitoral que decorre no país de 29 de Julho até 29 de Agosto, que serviu ainda para transmitir o programa de governo para o período de 2012/2017, que reflecte um compromisso que o MPLA tem quanto às aspirações do povo angolano. "O MPLA é um partido que ao longo da sua existência deu provas da sua maturidade política como um partido que sempre esteve interessado na resolução dos principais problemas da população para o seu bem-estar social", disse. João Ernesto dos Santos sublinhou que a realidade é sentida e vista por todos angolanos, porque em todo o país foram construídas e reabilitadas infra-estruturas sociais e económicas, que estão a proporcionar melhores condições de vida às populações e ao desenvolvimento sustentável. No caso concreto da circunscrição dos Bundas, apontou que em dez anos de paz foram construídas e recuperadas infra-estruturas escolares, hospitalares, sistemas de captação e distribuição de água, energia eléctrica, estradas, pontes, infra-estruturas administrativas, entre outras. Por este facto, pediu à população para acreditar no programa do MPLA, que visa construir mais infra-estruturas de impacto social e económicas, bem como a implementação de micro créditos aos camponeses e jovens com iniciativas de empreendedorismo. “Para que se concretize este programa de governo, o MPLA necessita de um voto de confiança dos eleitores no próximo pleito eleitoral de 31 de Agosto, razão pela qual é necessário mobilizar e sensibilizar os eleitores para votar a favor do partido e no candidato José Eduardo dos Santos.
  • AngolaPress
  • quinta-feira, 23 de agosto de 2012

    40º.Aniversário do falecimento do Cabo Ricardo

    1º.Cabo Joaquim Ricardo
     Dia 23 de Agosto de 1972, dia infausto para a CArt 3514 e para todos os seus elementos e mais ainda para os familiares do saudoso 1º.Cabo Joaquim Ricardo, do 2º.GC/CArt 3514. A história é praticamente conhecida de todos, mas pretendo evocá-la aqui e agora: Estávamos no Leste de Angola, mais precisamente no Subsector de Gago Coutinho, estando a sede  da CArt ali situada. Tínhamos quatro meses e doze dias de permanência na Zona de Acção, quando o imprevisto nos caiu em cima. Estando o 2º.GC estacionado num dos destacamentos de protecção aos trabalhos de construção da estrada Gago Coutinho-Ninda, em circunstâncias que já estão diluídas na minha memória, o Cabo Ricardo, juntamente com outros elementos, foi nomeado para um determinado serviço em que foi utilizado como transporte uma viatura civil. A viatura iniciou a marcha e ao passar com os rodados sobre umas raízes, deu origem a um solavanco que projectou o Ricardo para fora da viatura, caindo no chão sobre o lado direito do corpo. Dessa queda originou que tivesse esfacelado o fígado, o que lhe provocou uma hemorragia interna que lhe originou a morte quase instantaneamente, pois esteve vivo muitos poucos minutos, mas ainda teve ânimo para dizer aos que o socorriam: “Vou para casa primeiro que vocês!...”. A notícia foi espalhada rapidamente para a sede e os outros destacamentos, provocando um compreensível abalo moral e psicológico que se somou a um outro caso de falecimento de um outro Cabo, ocorrido há pouco mais de três meses.(Mai/72 – Gomes). Foi assim evocada a memória do nosso 1º.Cabo Joaquim Ricardo,  que permanecerá nas  nossas mentes, enquanto houver  vida nos elementos da CArt 3514 “Panteras Negras”. Podemos dizer também um “Até à vista, Camarada Ricardo"!..
    Octávio Botelho

    terça-feira, 7 de agosto de 2012

    Faleceu Rogério Santiago Duarte

    Seixal 2007
    Faleceu esta madrugada, de doença súbita o nosso antigo companheiro de armas, Rogério Santiago Duarte, 61 anos, nascido em Outubro de 1950, natural de Macinhata do Vouga - Aveiro, ex-militar do 4º pelotão da Cart.3514. Foi com pesar, que tomámos conhecimento esta manhã, através do Dias Monteiro, desta noticia triste, a partida de mais um amigo de muitas jornadas e convívios, que muito prezavamos pela sua amizade, carácter e lealdade. Em nome dos nossos camaradas, queremos associar-nos à vossa dor, deixar uma palavra de carinho e expressar  a nossa solidariedade aos familiares e amigos, em especial à sua Esposa, Filhos e Netos,  com os nossos mais sinceros votos de pesar. Queremos também reafirmar que o Santiago Duarte e todos os outros camaradas que partiram na frente serão sempre lembrados até que, a nossa memória se extinga.
    Adeus até ao meu regresso

    segunda-feira, 6 de agosto de 2012

    6 de Agosto

    Começo por recordar aqui, algumas efemérides do dia 6 de agosto, sem ordem cronológica, porque o processador do meu computador central já vai tendo as suas falhas. Vale que, às vezes, socorremo-nos da placa gráfica (fotografias) e lá vamos lembrando de algum ficheiro mal arquivado e perdido no tempo.  Carago...(desculpem o palavrão,  mas eu sou um homem  do norte), mas não era do computador que eu queria falar e vamos mudar de agulha e colocar o comboio nos carris.Em 6 de agosto aconteceram várias efemérides, como vinha querendo dizer: Lançamento pelos americanos sobre Hiroshima da bomba atómica "Little Boy" a partir do avião B-29  "Enola Gay". Foi também noutro 6 de agosto que foi inaugurada a Ponte Salazar, hoje Ponte 25 de Abril. Estas que acabo de referir, assim como outras, foram deveras significativas, algumas delas, pela sua importância ou gravidade, contribuíram até para a mudança do curso da história. Mas mesmo com a importância que lhes acabo de reconhecer, não é dessas que eu vos vou continuar a falar. Corria, então pois, o dia 6 de agosto do ano da graça de mil novecentos e setenta e dois, e esta praça que todos vós conheceis, integrada no 4º Grupo de Combate, que felizmente nunca combateu no verdadeiro sentido da palavra, tinha feito o assalto final à colina do Nengo, isto é, tinha-se lá estabelecido tendo por missão preparar o terreno onde futuramente se instalou a sede da CART3514 - OS PANTERAS NEGRAS.
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    Colina do Nengo
    (Pareço,sem ofensa para os bravos de Ivo Jima,  um dos heróis da batalha do Monte Suribachi).
    Tínhamos feito as queimadas. Uma máquina da TECNIL já tinha rasgado a picada de acesso ao cimo da colina, devastado a vegetação que tínhamos queimado, feito a terraplanagem e as barreiras de proteção, por  forma a que esta tropa fandanga pudesse, com alguma segurança, montar o seu bivaque. Nessa manhã, muito cedo, cerca das cinco horas, passou na picada de Gago Coutinho/ Ninda uma coluna de pessoal do BCAV3862 - CAVALO BRANCO, que antes de passar a chana em direção a Ninda, puseram a sua "maquinaria pesada" a trabalhar a fazer uma limpeza das imediações da picada que continuava para além da chana. Como ainda ali tínhamos chegado há uma semana e o sítio não era nada afamado em termos de vizinhança ou de visitas inusitadas, apanhamos um grande “cagaço”. Mas dia que começa mal bem acaba. Nesse dia, a minha secção tinha que dar proteção ao prospector de pedra, coisa rara no leste,  que era utilizada na base das estradas e na confeção da camada betuminosa final. A missão iria-se desenvolver na margem direita do rio Nengo da ponte para montante. Cerca das 10.00 horas da manhã chega o senhor prospector, que não era nem mais nem menos que o MENDONÇA da "JAEA" (Junta Autónoma das Estradas de Angola). A figura mais carismática e simbólica que eu encontrei em todo o leste de Angola. Segundo ele era o "preto mais branco ou o branco mais preto" de Angola. Isso devia-se ao facto de viver por ali há cerca de vinte anos, conviver e ser bastante respeitado pelos nativos e nunca ter tido problemas com as nossas tropas ou o IN. Deslocava-se para qualquer lado pelas picadas no seu jipe Land Rover a qualquer hora do dia ou da noite, acompanhado das suas boas garrafas de uísque e das famosas grades de cerveja, que funcionavam única e exclusivamente como sais de fruto, quando o índice "sangue no álcool" assim o exigisse ou aconselhava. A missão, decorreu dentro da normalidade, tendo-se nesse primeiro dia já encontrado vestígios de granito que vieram a ser estudados com mais minuciosidade e atenção nos dias seguintes. O achado foi profícuo vindo mais tarde ali a ser instalada a Pedreira do Nengo, a nossa melhor Estância de Repouso. No final do dia, regressamos ao acampamento e o Mendonça, foi convidado a jantar connosco e a partir desse momento eu passei por uma "grande aventura", que vos vou contar para encerrar este "post" que já vai muito longo. Mas como, ultimamente, tenho cá postado pouca coisa peço que me perdoem e aturem por mais umas linhas. Bem no fim de jantar, já que tínhamos convidados e como mandam as normas da hospitalidade e boa educação, puxamos do fundo da mala as nossas "bazucas" próprias para a ocasião e em cima da mesa apareceram garrafas de Uísque, de Bagaço, de licor Tia Maria e de Glayva. Mas o grande mal, foi que este doping era tomado em forma de cocktails com doses mais ou menos iguais, em copos de inox (aqueles que se usavam na tropa com mais ou menos 1/4 de litro). Eu apesar da distância no tempo não quero identificar os outros contendores desta refrega copófonica, mas garanto-vos que eu era um principiante desta modalidade. Todavia tinha na minha frente já corredores de fundo para não falar no Mendonça que já era um maratonista. Foi tão grande a bebedeira, que eu nunca me recordei como fui para a cama nessa noite. No outro dia quando acordei, ainda não coordenava bem os movimentos, mas ainda me recordo do amigo Maurício Ribeiro me levar para junto do rio e pedir para ligarem a moto-bomba de abastecimento das cisternas dos camiões e eu sentadinho num banco depois de dez minutos de água repuxada a cair-me na cabeça recuperei da ressaca e fiquei fresco e aprumado como um sargento deve estar.
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    Colina do Nengo
    (O sorriso de boa disposição deve ser a resposta a alguma piada, sobre a coppofonia)
    Assim foi o meu batismo de fogo nesta modalidade que só pratiquei por aquelas bandas e que felizmente não me deixou qualquer tipo de sequela. Por hoje termino, o que já havia de ter feito há muito tempo, mas as palavras são como as cerejas. Cordiais saudações para o "Blogmaster" e todos os outros colaboradores. Quero aqui também recordar todos aqueles nossos camaradas que já não fazem parte da nossa dimensão, mas que permanecerão para sempre na nossa memória. A todos os elementos da CART3514, a toda a família - OS PANTERAS NEGRAS - um forte abraço e até breve em ÉVORA.

    sexta-feira, 6 de julho de 2012

    Da frente Leste ao Atlântico

    O célebre Mata-Leões
    No dia 20 de Maio de 74, regressei definidamente à Colina do Nengo para coordenar o despacho para o continente da bagagem individual do efectivo da companhia, a maioria malas, muitas delas compradas na loja do Sr. Aníbal e reforçados com grades, exteriores de protecção, caixotes em madeira, adquiridos na serração em Gago Coutinho. Calhou-me partilhar essa missão, do Nengo a Luanda, com o mais “mediático” camionista do leste e o seu velho camião “MAN” de tracção ás quatro com atrelado, o célebre Mata-Leões, homem rude e astuto com um longo historial de macas, que narrava com presunção, exibia uma extensa cicatriz com afundamento na testa, que lhe transfigurava o rosto, camuflado por um velho chapéu enterrado na cabeça, baixo e atarracado, pescoço colossal, ombros largos, torso hirsuto, braços longos com tenazes de aço, que segundo rezava a história, tinha abatido dois leões com a alavanca do desmonta, quando certa vez na companhia do seu mainato, foi surpreendido e atacado, enquanto labutava na troca dum pneu na traseira da viatura, mas também, um reputado candongueiro, que não encobria a fama, de fornecer sal, fuba e peixe seco aos turras (Guerrilheiros) em troca de imunidade na picada e acesso a zonas de mata com madeiras nobres.
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    O Chasso do Mata-Leões nas picadas do Leste 
    Despedi-me da Colina do Nengo no dia 29 de Maio, com alguma emoção, gostaria de ter ficado até ao ultimo dia, assistir à “solenidade da rendição”, partilhar na recepção aos maçaricos, viver aquela agitação frenética e carregada de adrenalina na hora do regresso, custou-me deixar para trás a rapaziada, mas também o meu cão “morteiro” que naquela infinita manhã não me largou um segundo, impaciente e nervoso, pressentindo a separação e o abandono a que estava votado doravante..!! Saí nessa quarta-feira depois de almoço, na coluna semanal do MVL, pernoitamos ao final desse dia no destacamento militar do Luvuéi, com 200 kms percorridos. No 2º dia madrugamos e após o destacamento dos Fuzos no rio Lungué-Bungo tomamos a dianteira, passado o  Lucusse fizemos praticamente o resto da viagem, até ao Luso desenfiados da coluna, contestei o inédito da situação, a resposta veio célere, quero almoçar no Luena e apanhar a coluna militar da tarde para o Dala, que afinal não existia, acabamos por dormir essa noite no Luso, com mais 250 kms de estrada. No 3º dia como sempre saímos cedo integrados numa coluna militar dos dragões, a caminho da  Lunda, cruzamos ainda cedo o Buçaco, com bastantes troços alcatroados, mas também muito macadame de latrite, ficou-me na memória as quedas de água (Rio Chiumbe) á saída do Dala, almoçamos na imediação do Luachimo e chegamos a meio da tarde a Henrique Carvalho, hoje Saurimo capital da Lunda Sul,  ficamos alojados na sede do Batalhão, com mais 265 kms de estrada.
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    No 4º dia abalamos cedo, na companhia duma coluna militar, a marcha estava a decorrer em bom andamento, estrada plana alcatroada, mas perto do Cacolo numa zona em obras, baixa e húmida o trajecto foi muito difícil, havia troços intransitáveis, um autentico atasqueiro, cheguei a pensar, bem o chaço já não se mexe daqui, mas o ML tinha muitos anos de tarimba neste tipo de picadas..!! Depois do Cacolo, não havia restrições à circulação rodoviária do nascer ao pôr do sol, na estrada para Malange, ficamos por nossa conta e risco, não sabia onde íamos ficar nesse dia, tudo dependia do estado da estrada, que nesta zona tinha muitos troços apertados e sinuosos com curvas muito fechadas, deu para apreciar aquelas paisagens inigualáveis na região da Camulemba, mais a norte atravessamos o rio Cuango de onde pudemos apreciar as quedas de água do Cambolo, depois cruzamos Xá-Muteba e na descida para Caculama, uma chamada de atenção do ML, olhe aí à beira da estrada, a tumba do Zé do Telhado, sepultado debaixo dum pequeno telheiro apoiado em quatro pilares, chegamos a Malange a meio da tarde, ainda com duas horas de sol, arriscamos seguir em frente, atravessamos o Cacuso, depois Lucala, o fim da etapa aproximava-se, após treze horas de muita estrada, cruzamos a porta de armas do quartel em Salazar (D`dalatando) já depois das sete da noite, com 750 kms percorridos, desde as seis da manhã, faltava apenas a última e derradeira etapa.
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    Partimos mais tarde nessa manhã de domingo, a caminho de Luanda, atravessamos ao longo de muitos quilómetros uma paisagem luxuriante com plantações de café, a panorâmica vai mudando á medida que nos aproximamos da barragem de Cambambe, cruzamos Quiringo, mais abaixo o Alto Dondo e a fabrica da cerveja EKA, continuamos a descida vertiginosa, até à marginal do Cuanza na baixo do Dondo, onde almoçamos calmamente num restaurante virado ao rio, situado numa zona ribeirinha de rara beleza, depois, inflectimos para norte, passamos Maria Tereza, Barraca, Catete, Viana e Grafanil, entramos na Capital ao final da tarde, em direcção ao Terminal Militar de carga no porto de Luanda, com mais 285 kms, onde os caixotes foram descarregados e recenseados, terminava a minha ultima travessia de Angola com 1750 kms. de G. Coutinho na fronteira leste com a Zâmbia a Luanda na costa Atlântica.
    Ps: Fez 38 anos ás 23 horas do dia 5 Julho, que desembarquei do Navio Timor,  no cais da Rocha em Alcântara, Lisboa.
    Adeus até ao meu regresso

    domingo, 1 de julho de 2012

    Noticias de Lumbala Nguimbo

    Governador visita o município fronteiriço dos Bundas 
    O governador da província do Moxico, João Ernesto dos Santos “Liberdade” desloca-se ao município fronteiriço dos Bundas, para avaliar o nível de execução das obras de impacto social em curso.Segundo o programa de visita a que a Angop teve hoje acesso, no Lumbala-Guimbo, o governante manterá um encontro de cortesia com o administrador local, seguido da visita à reserva fundiária da comuna do Lutembo, onde serão construídas 100 fogos no âmbito do programa habitacional em curso no país. Ainda na mesma circunscrição constatará o andamento das obras da edificação do centro de saúde e das 50 casas evolutivas. Os trabalhos da construção do depósito de medicamentos, campo multi-uso, estrada da comuna do Ninda, bem como as obras do bairro social da juventude já concluídas são, entre outros empreendimentos, a serem radiografados na municipalidade pelo chefe do executivo do Moxico.
     AngolaPress

    domingo, 17 de junho de 2012

    Desterrados para Sessa

    Tínhamos passado um ano a mais “nos cus de judas”
    Em 1974, a JAEA adjudicou a construção dum troço em latrite com 90 kms. entre Sessa e Cangamba, no projectado eixo rodoviário, Silva Porto (Kuito) Tempué, Cangamba e Gago Coutinho, iniciando a desmatação em meados de Março. O efectivo militar de Sessa, era composto na época por um pelotão do Bart.6320/Mussuma apoiado por um grupo de GEs residente e também duas secções na protecção às obras da estrada, que nós rendemos em Março, ocupando as suas instalações de madeira muito toscas,  na periferia do estaleiro da Empresa, junto à cabeceira da pista. Tínhamos praticamente acabado a nossa comissão, quando fomos desterrados para Sessa, ficamos lá mês e meio, muito contrariados com um Unimog 404, que avariou, ou avariaram ao fim de uma semana, sendo substituído por uma berliett que nos dava outra segurança e autonomia. Tínhamos passado um ano a mais “nos cus de judas”, a coberto de interesses ainda hoje muito dúbios, as condições anteriores eram precárias, mas havia pão fresco e géneros quase todos os dias, porque as distancias também eram mais curtas, e quando passamos para lá do Ninda, já na picada do Chiúme, fazíamos desdobramentos a meio caminho, que permitiam uma maior operacionalidade.
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    Foto E. Barros - Comuna de Sessa em 1974
    Agora a 130 ou mais  kms, os abastecimentos passaram a bis semanais, levamos um frigorífico a petróleo para minorar o problema, mas a mudança constante do destacamento para proteger a bulldozer, era uma dor de cabeça para o Fonseca de Melo por causa da assistência ao frigorífico e da montagem das novas tendas, todas as manhãs fazíamos dezenas de kms para ir buscar água ao Lucula em Sessa, chegamos a ter de racionar o consumo, senão o auto-tanque não chegava para o dia inteiro, mas pior foram algumas manadas de elefantes, que coabitavam na zona, provocando encontros ocasionais de muita tensão e respeito, e todos estavam avisados que não havia tiro que os parasse.
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    Foto D Monteiro - Na imagem Dias Monteiro, Pina, Barros, Lagarto, Pires,
     Numa ocasião, regressava-mos de Gago Coutinho ao Sessa, com uns GEs que vinham à boleia e a meio caminho indicaram um desvio para vermos uma pequena queda de água, no rio Lucula, a pouca distancia da picada, julgo que era o Lagarto o condutor, que teimou em avançar, quando esbarramos com meia dúzia de elefantes na imediação do trilho, e um macho já crescidinho fez algumas investidas, o bom senso forçou a viatura a sair da picada e a contornar a manada a uma distância de segurança, ficamos apenas com o ruído da cascata, porque ninguém se atreveu, a por o pé no chão  para lá chegar, com receio dos animais retrocederem ao rio.
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    Tenda made in USA - Lagarto e Elisio Soares para lá de Sessa em 1974
    Quando fizemos o primeiro destacamento para além de Sessa, estreamos umas tendas “made in USA” de cor verde, que muitos não chegaram a utilizar, de 4x3 com avançado frontal, tecto duplo de duas águas, cobertura superior para arrefecer o ar, capacidade para 4+4 camas encostadas às laterais, mais luz, mais, frescas e arejadas, duas entradas, quatro janelas laterais, com cortinas mosquiteiras, mas com mais mão-de-obra a montar. Não ficamos lá “ad eternum”, porque tive de regressar ao Nengo, para coordenar o transporte da bagagem para a Metrópole, calhou ao 4º grupo esfolar o rabo ao bicho, já muito próximo da nascente do Rio Lucula, a oeste da comuna do Sessa a 190 kms da sede da nossa Companhia, onde a frente chegou em meadas de Maio, já bem perto de Cangamba, no Município dos Lhucazes.
    Adeus até ao meu regresso
    

    sábado, 16 de junho de 2012

    7º Convivio Cart.3514 / Évora 2012

    Cart. 3514 - 40º Aniversário da partida para Angola em 1972

    quarta-feira, 9 de maio de 2012

    Amália Canta em Gago Coutinho

    Descobri estas fotos da Amália no blog “ab4especialistas” tiradas em Gago Coutinho a 9 de Maio de 1972, e fiquei de certo modo admirado por não me recordar de semelhante acontecimento, pois lá no sítio as novidades corriam célere, a coincidência com o drama que vivíamos pelo desaparecimento do Ernesto e a consternação originada na mesma data, foi decerto a causa de tal omissão.
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    G. Coutinho 9 Maio 72 - Amália com esposas de miltares e civis na messe  de oficiais
    Um dia por via das dúvidas, recorri ao meu espólio dessa época, (correio) para tentar averiguar a veracidade da ocorrência e encontrei num aerograma, a seguinte referência nesse mencionado dia: “ao fim da tarde fomos ao Luanguinga,  buscar um cabo-verdiano que foi  ao médico a G. Coutinho, por causa dum abcesso num dente, trazia a noticia que esta manhã tinha chegado no avião uma fadista que vinha cantar para a tropa, mas o gajo não soube explicar quem era”.
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    G. coutinho 9 Maio 72 - Amália actuando no hangar dos hélicopteros
    Tínhamos chegado a Luanguinga, havia quase um mês, quando a Amália Rodrigues cantou na então Vila Gago Coutinho, numa deslocação a Angola, com actuações em muitos e variados locais, principalmente nas sedes de Batalhão, prática recorrente, usada na época com a ida de artistas da metrópole para animar a rapaziada. Chegou de manhã ao batalhão num avião militar, almoçou na messe com os soldados e a meio da tarde, no destacamento da FAP, num palco improvisado dentro do hangar dos helicópteros, a Diva acompanhada dos seus guitarristas cantou para militares e civis, fazendo esquecer por algumas horas o longínquo “cu de judas” onde vivíamos os dramas do dia a dia.
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    Lutembo 10 Maio 72 - O Parreira na ultima e derradeira homenagem ao Ernesto Gomes, num regresso prematuro que todos nós, temíamos.
    A nossa companhia sofria o primeiro revés, pela morte do nosso camarada, Ernesto Gomes desaparecido na fatídica tarde de Domingo, dia 7 Maio de 72 na corrente do rio Lutembo, quando se banhava com os seus colegas e somente encontrado dois dias depois ao final da tarde dessa terça-feira dia 9, uma centena de metros a jusante, na guerra aconteciam coisas bizarras, enquanto chorávamos um camarada desaparecido, ali ao lado, na sede do Batalhão ao qual estávamos adidos, era dia de festa com fado e rancho melhorado. (Informação e imagens do Blog "ab4especialistas")
    Adeus até ao meu regresso

    terça-feira, 10 de abril de 2012

    Noticias de Lumbala Nguimbo

    Camponeses dos Bundas vão receber gado bovino...
    Os camponeses organizados em cooperativas e associações agrícolas, no município dos Bundas, província do Moxico, vão receber em Abril, mais de 40 cabeças de gado bovino para o fomento de actividades agrícolas na região. A informação foi dada hoje, à Angop, pelo chefe de secção local da Agricultura, Kanhica Lastone. Segundo explicou, uma parte dos camponeses dos Bundas pratica agricultura de tracção manual, experiência adquirida da vizinha República da Zâmbia. Numa primeira fase, de acordo com a fonte, o projecto irá beneficiar 20 famílias camponesas organizadas, já identificadas. Segundo o responsável, a medida enquadrada nas estratégias da campanha agrícola 2012/2013, visa aumentar a produtividade e o rendimento dos camponeses, reforçando o programa de combate à fome e à pobreza, bem como melhorar a produção agrícola. Kanhica Lastone explicou com esta medida, o sector prevê colher na presente campanha agrícola mais de 200 mil toneladas de produtos diversos em três mil e 209 hectares de terra em cultivo. Estão envolvidos na campanha em referência 700 camponeses distribuídos em três associações e uma cooperativa. Apesar da estiagem que afectou o cultivo de arroz, em Janeiro último, a fonte augura boa colheita no final da presente época agrícola. Nos Bundas, em 2011, o sector da agricultura colheu mais de 209 mil toneladas de milho, feijão, mandioca, batata-doce e dois mil e 123 toneladas de arroz, produtos comercializados na cidade do Luena e nos mercados das vizinhas Repúblicas da Zâmbia e do Congo Democrático (RDC).
    AngolaPress

    sexta-feira, 6 de abril de 2012

    Boas - Festas da Páscoa

    Nesta quadra festiva, não quero deixar de apresentar a todos os elementos que compuseram os efectivos da ex-CArt 3514 “ Panteras Negras” , assim como a todos os seus familiares e parentes, os meus mais sinceros votos de Santa Páscoa e os meus desejos de que estas Festividades sejam repletas de muita felicidade, paz, saúde, amor, fraternidade e esperança em melhores dias, neste ano e nos que se aproximam, para bem de todos os membros que compõem a nossa comunidade em geral. Com um abraço de amizade para todos, do Camarada e Amigo,
    Octávio Botelho   

    segunda-feira, 2 de abril de 2012

    E vão 40 Anos

    No dia de embarque no RAL3
    É bom recordar o passado, como sinal de vitalidade e de sanidade mental, faz hoje quarenta anos, também era dia 2 de Abril mas do ano de 1972, muitas familias comemoravam nessa data, o domingo de Páscoa, em paz e sossego, outras viveram-no em sobressalto e angústia, nós os soldados da Cart3514, estavamos no RAL3 em Évora de malas aviadas de incertezas medos e expectativas, à espera da hora de marcha para Angola, que aconteceu nessa data em Lisboa ás 23 horas no aeroporto militar "Figo Maduro", onde embarcamos num Boeing 707 dos TAMS, aterramos em Luanda na segunda-feira dia 3 ás oito e tal da manhã debaixo de um calor húmido e abrasador.

    Na hora da partida uma recordação do Templo  Diana no largo Marquês de Marialva 
                                                                                   
    No caminho Luanda - Nova Lisboa, Elisio Soares, Pinheiro (éPe), L. Carmo com os mininos
    Adeus até ao meu regresso

    sábado, 31 de março de 2012

    Noticias de Lumbala Nguimbo

    OBRAS PÚBLICAS - A Administradora Municipal adjunta...
    A administradora municipal adjunta do município fronteiriço dos Bundas, Filomena Miza, disse hoje, sábado, no Lumbala-Nguimbo, província do Moxico, que a construção de 200 fogos na circunscrição, prevista para este ano, vai reduzir o défice habitacional que afecta à juventude local. Em declarações à Angop, a responsável confirmou a presença em Lumbala-Nguimbo da empresa de construção civil "EBOMEX", a quem foi adjudicada a empreitada, estando já a trabalhar na desmatação e loteamento do terreno para a construção das primeiras 100 moradias. Esclareceu que as outras 100 residências serão erguidas na segunda fase da empreitada prevista para o próximo ano. A administradora adjunta fez saber, por outro lado, que 50 outras casas serão igualmente construídas na região, cujo projecto contará com o envolvimento da juventude local para sua celeridade. O município por fazer fronteira com a vizinha República da Zâmbia, tem registado o regresso constante de cidadãos nacionais que se encontravam na Zâmbia na condição de refugiados, referiu Filomena Miza, acrescentando que isso obriga a administração a construir mais escolas nas aldeias, para absorver as crianças em idade escolar. Quanto à reabilitação do troço rodoviário que liga Lumbala- Nguimbo a Mungo (Zâmbia), avançou que os trabalhos estão dependentes da reposição das pontes sobre os rios Luati e Ninda, pelo Instituto Nacional de Estradas de Angola (INEA), havendo a previsão do seu arranque em Abril próximo.

    AGRICULTURA - A Administração do Município fronteiriço ...
    A administração do município fronteiriço dos Bundas, província do Moxico, investiu este ano, mais de 20 milhões de Kwanzas, para o desenvolvimento da actividade agrícola na região, anunciou hoje, sábado, a sua administradora adjunta, Filomena Miza. Falando à Angop, a responsável disse ter dado prioridade à agricultura por constituir a base no combate à fome e à pobreza, bem como o garante da subsistência alimentar das famílias camponesas. Para o relançamento da actividade do campo, referiu que a administração distribuiu terrenos férteis aos camponeses organizados em associações e cooperativas agrícolas que aguardam pela recepção de fertilizantes, sementes e instrumentos agrícolas (enxadas, catanas e machados). Também, acrescentou, a administração municipal tenciona trabalhar junto do Executivo provincial para mobilizar as agências bancárias que operam na região a cederem aos camponeses o crédito de campanha agrícola, para contribuir para o fomento deste sector. Para a responsável, se o governo deixar de apostar na actividade agrícola, impossível será o desenvolvimento da região, daí o empenho da administração municipal no desenvolvimento desta área. Disse que o executivo local vai nos próximos tempo procurar equilibrar o comércio transfronteiriço, (Via Fluvial, Mussuma) que funciona em média escala, por receber apenas produtos vindo da vizinha República da Zâmbia, sem o retorno para o outro lado. Apontou que o município dos Bundas é potencial em actividade agrícola, exemplificando que neste momento, tem grandes celeiros de arroz que enfrentam dificuldades no descasque do cereal e sua evacuação para os maiores centros comerciais do país.

    SOCIEDADE - Programa Municipal Integrado...
    Programa Municipal Integrado de Desenvolvimento Rural e de Combate à Pobreza regista avanços significativos no município dos Bundas (Moxico), com a melhoria das condições sociais básicas da população. Segundo a administradora em exercício, Filomena Miza, que prestou hoje a informação à Angop, a execução do programa já permitiu erguer uma escola e residências para os quadros da educação e saúde na comuna do Lutembo. Ainda na comuna do Lutembo, acrescentou a administradora em exercício, está em curso a construção de um centro médico, com capacidade para mais de vinte camas. Indicou ainda que no âmbito da implementação projecto, o executivo local projectou a construção de uma escola e um posto de saúde na comuna do Luvuei, bem como duas residências para os quadros da educação e saúde. Na sede municipal (Lumbala–Nguimbo), fez saber que está em construção e reabilitação uma escola, centro de saúde, ponte sobre o rio Lucula, o sistema de captação, tratamento e distribuição de água potável, no quadro do programa nacional “Água Para Todos”. O Programa Municipal Integrado de Desenvolvimento Rural e de Combate à Pobreza foi aprovado em 2008 pelo Executivo angolano, abrangendo os sectores da educação, saúde, água, através do programa nacional “Água Para Todos”, energia, bem como a construção e reabilitação de pontes, para facilitar a circulação de pessoas e bens.

    quarta-feira, 28 de março de 2012

    Aniversário

    Dias Monteiro
     Neste dia 28 de Março, do ano da Graça de NSJ Cristo, de 2012, completa mais um ano de vida, perfazendo um total de 62 Primaveras, o nosso comum Amigo e Camarada, Manuel Dias Monteiro, de quem, embora seja sobejamente conhecido de todos os elementos que compuseram a CArt 3514  ”Panteras Negras”, não quero deixar de anexar uma imagem,  relativamente actualizada, para que todos vejam o bom estado em que se encontra. Pode muito bem dizer-se, como é tradição” na nossa terra: “Benza-o Deus!...” E mais ainda: “ Que Deus o conserve com tão bom aspecto, por muitos e muitos anos, na companhia dos seus familiares e Amigos mais próximos”, no gozo da mais completa felicidade e prosperidade. São estes os votos mais sinceros do Amigo e Camarada “açuriano”, acompanhados de um abraço de amizade, Botelho

    quarta-feira, 21 de março de 2012

    Aventuras de Julian e o seu Fiel Escudeiro

    Há dias pesquisava o You Tube e despertou-me a curiosidade do titulo dum vídeo, sobre as "Aventuras de Julian e seu Fiel Escudeiro", abri a parte 1 e na tela surge um globo com uma trajectória animada e a  seguinte mensagem  Alenquer-Cabo Norte-Cabo Roca (I) lembrei-me dum nosso antigo camarada de armas, mas longe de o ligar a esta história, passadas algumas imagens, reconheço este afamado e reconhecido amante das duas rodas, realizando a ligação entre o Cabo da Roca, situado na parte mais ocidental da Europa, ao North Cape situado lá nos confins da Noruega muito próximo do pólo, numa viagem de moto, em velocidade de cruzeiro, à média horária de 61,9 km durante 219 horas num total de 13.487 kms, que podem apreciar clicando nos links em anexo.
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    Cardoso da Silva algures na Peninsula da Escandinavia

    Cardoso da Silva, imagens duma aventura em duas rodas
    Part 1 -  http://www.youtube.com/watch?v=vn-Z4r4cmOA

    segunda-feira, 19 de março de 2012

    Noticias de Lumbala Nguimbo

    AGRICULTURA – Esperam colher mais de 14 mil toneladas.
    Os camponeses do município dos Bundas, província do Moxico, esperam colher na presente época agrícola 2012/2013, mais de 14 mil toneladas de produtos diversos, anunciou hoje, terça-feira, em Lumbala-Nguimbo, o chefe local da secção da agricultura, Kanhica Lastony. Em declarações à Angop, o responsável explicou que dos produtos a serem colhidos se destacam, 95.840 toneladas de milho, 14 de feijão, 29 de mandioca, 66 de batata-doce e 53 de amendoim. Explicou que este ano, 700 camponeses da circunscrição distribuídos em três associações e uma cooperativa, prepararam um total de 3.209 hectares de terra para as lavouras. Enalteceu o empenho do governo provincial na distribuição de instrumentos agrícolas como catanas, enxadas, alfaias e sementes diversas, o que facilita o exercício das actividades dos camponeses e, o consequente, aumento dos níveis de produtividade em prol do combate à fome e à pobreza. Ao informar que anualmente são colhidos grandes quantidades de produtos agrícolas, fruto do envolvimento sério dos agricultores e da boa fertilidade dos solos da região, lamentou a falta de meios de transportes para evacuação dos produtos do campo para os principais centros comerciais, acabando por se deteriorarem. Quanto ao cultivo de arroz, referiu que sua a produção ainda é muito baixa, alegando a seca que assolou o município durante o mês de Janeiro último, bem como uma doença desconhecida que afectou a plantação de tomate. Nos Bundas, em 2011, o sector da agricultura colheu mais de 209.000 toneladas de milho, feijão, mandioca, batata-doce e 2.123 de arroz, cujo produto teve como destino a cidade do Luena e as vizinhas Repúblicas da Zâmbia e Congo Democrático (RDC).

    SAÚDE – Hospital necessita de médicos de especialidades.
    Pelo menos quatro médicos especializados em cirurgia, ortopedia, medicina e ginecologia são necessários no Hospital Municipal dos Bundas, província do Moxico, para atender os pacientes que afluem a essa unidade sanitária, disse hoje o seu administrador, Marvão César. Em declarações à Angop, argumentou que dada a extensão geográfica e por fazer fronteira com a República da Zâmbia, o município necessita igualmente de 425 enfermeiros para se juntarem aos 95 existentes, para garantir uma assistência médica e medicamentosa adequada aos populares. Com uma população estimada em mais de 60.000 habitantes, o município não dispõe de médicos de especialidades e os pacientes em estado grave são transferidos para a cidade do Luena, o que muitas vezes faz com que alguns doentes acabem de morrer durante o percurso. Apontou que de Janeiro até a presente data o centro hospitalar, com uma capacidade para internar 50 pacientes, registou nove óbitos por malária, dos oito mil pacientes que realizaram consultas diversas. A malária, as doenças diarreicas agudas e de transmissão sexual (ITS), bronquite são, entre outras, enfermidades que mais foram registadas no mesmo período no referido hospital que atendeu uma média de 120 pacientes. No período em balanço, segundo o administrador, foram diagnosticados 11 casos positivos de VIH/Sida, no Centro de Aconselhamento e Testagem Voluntária (CATV), dos mais de 100 pessoas que ocorreram à instituição humanitária.

    EDUCAÇÃO – O Município carece de professores e salas de aula.
    Cento e 50 novos professores e 50 salas de aula são necessários, no município dos Bundas, província do Moxico, para ministrarem aulas aos mais de sete mil alunos fora do sistema de ensino, informou hoje o chefe de Repartição da Educação, André Katongo. Falando à Angop, o responsável, que reconheceu a existência de 38 salas de aula erguidas durante os dez anos da paz e a colocação de 124 professores do ensino de base, considerou insuficientes, tendo em conta o crescimento demográfico e a explosão escolar registado no município no mesmo período. Lembrou que em 2012 foram matriculados mais de 17 mil alunos do ensino primário ao I ciclo, dos quais sete mil ficaram fora do sistema normal de educação, por insuficiência de salas de aula e professores. Na ocasião, solicitou a direcção provincial do seu sector para abranger o programa merenda escolar àquela circunscrição, visando cativar os alunos a afluírem à escola para um contínuo melhoramento da qualidade de aprendizagem.
    AngolaPress

    quinta-feira, 8 de março de 2012

    Maximbombo da Eva

    Corria o mês de Outubro de 1972, tínhamos chegado a Angola à pouco mais de seis meses, nunca me tinha passado pela cabeça, passar uns dias de férias naquele ano em Angola, quanto mais vir à metrópole. O João Medeiros, certo dia lançou o desafio, Carvalho estou a tratar da minha passagem aérea com a agência de viagens do Chico (Qualquer Coisa) em Luanda, vou aos Açores não queres vir, olha que para o ano, todos vão querer desfrutar das suas férias, fiquei aquela noite a matutar no assunto, tinha prometido a mim mesmo ser poupadinho, aforrar um pé de meia a fim de resolver a minha vida depois de cumprido o serviço militar e o S. Miguel vem-me desencaminhar, fiquei expectante, mas no outro dia fui falar com Capitão Rui Santos, da hipotética possibilidade, levei com um balde de água fria, o Araújo Rodrigues comandante do meu pelotão tinha-se antecipado, o grupo não podia ficar apenas com o Arlindo de Sousa no comando, falei com o Carrilho que se disponibilizou imediatamente a colmatar a minha ausência, o Brás e o Ramalhosa não levantaram objecções, o requerimento foi deferido sem mais atropelos.
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    Luso Outubro 1972 - Rodrigues, Medeiros, Caetano (amigo da PM), Carvalho 
    Fizemos os três a viagem do Nengo até ao Luso no MVL, ficamos alojados na Pensão Minhoto, perto da estação do caminho de ferro,  não me recordo se o Rodrigues seguiu de avião para o Lobito ou para Luanda, eu e o Medeiros fomos de comboio até Nova Lisboa onde chegamos após 20 horas de viagem, não consigo me lembrar de Nova Lisboa nem sequer onde pernoitamos. No dia seguinte mais uma longa etapa num “Maximbombo” da EVA,  até Luanda, não conhecia aquele tipo de autocarro para passageiros e carga com uma divisória a meio, na parte da frente composta de bancos duplos ao longo do corredor central, onde viajavam brancos, crioulos citadinos e outros que tal, na retaguarda um compartimento amplo com alguns assentos laterais, onde se acomodavam na maioria nativos locais em trânsito, alguns com os seus parcos haveres, outros com cestos de hortícolas, frutas, galinhas cabritos e outras espécies domésticas de pequeno porte, fazendo da retaguarda do autocarro, um autêntico mercado, com os seus sons característicos, odores e fragrâncias, numa viagem do nascer ao por do sol com mais de 450 kms do Huambo à Capital.
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    Monte Lubiri na  Serra do Humbi - Alto Wama no caminho de N. Lisboa / Luanda
    Depois de uns dias em Luanda a tratar da burocracia, voamos para Lisboa nos primeiros dias de Novembro, regressei a Luanda no dia 5 de Dezembro, onde esperei o João Medeiros, que me acompanhou de volta ao Leste numa viagem sem percalços, longe da atribulada do ano seguinte na companhia do AJC. Recordo também o azar do Rodrigues com as férias comprometidas, depois de lhe palmaram a carteira com o dinheiro do quarto de hotel onde estava hospedado, na época só se podia viajar com dinheiro no bolso, não havia cartões de crédito, nem contas bancárias à distância de um “clique” , antecipando o seu regresso forçado à Colina do Nengo, a meio da segunda semana, teso que nem um barrote, como ele inúmeras vezes afirmava, sempre que o assunto vinha à baila.   
    Adeus até ao meu regresso

    segunda-feira, 5 de março de 2012

    Regresso

    Após pouco mais de dois meses de ausência, resolvi dar sinal de vida e prestar a minha colaboração neste Blogue da CArt 3514 e dar explicação da minha falta por tanto tempo. Na realidade não tenho estado inactivo, pois tenho o meu próprio Blogue “Crónicas de Angola” em que relembro todo o meu trajecto de três comissões de serviço em Angola. É uma história que dividi em três partes, sendo a primeira dedicada à minha primeira comissão, que decorreu na ZMN/RMA, nos anos 65/67; a segunda, respeitante à minha segunda comissão, nos anos 68/70,  que me levou, inicialmente à ZMC(Nova Lisboa), depois à ZMN(Cabinda) e novamente à ZMC, onde terminou. É nesta comissão que, actualmente, estou ocupado a narrar no meu Blogue alguns dos episódios  que nela ocorreram. É um trabalho que tenho feito semanalmente e me tem ocupado muito do meu tempo. Mas consegui uma vaga e resolvi lançar mais um “post” no Blogue da CArt 3514, “Panteras Negras” e juntar algumas imagens que evocam alguns acontecimentos ocorridos na minha terceira comissão, nos anos 72/74 que,  para vós, é a primeira e a última. E, assim, lá fui vasculhar os meus arquivos à procura de uma imagem e encontrei esta em que estou, no cimo de um montículo, apontando na direcção de Gago Coutinho que se via a uma distância de uns dois a três quilómetros.

    A apontar o "objectivo",Gago Coutinho
     Foi tirada num dos passeios que dávamos até à primeira ponte sobre o rio que se encontrava no caminho para o Nengo e Ninda. Como já disse de outras vezes em imagens captadas no mesmo local e proximidades, nota-se uma grande descontracção e não nos apercebemos que se está numa zona de guerra, dada a falta do necessário armamento de defesa que não deveríamos descuidar, nem deixar de transportar para nossa própria segurança. Enfim, coisas que, não fora a sorte que tivemos, poderiam dar para o torto. Mas tudo se passou e muito bem, felizmente, apesar das imprevidências e descuidos que se cometiam.  Prosseguindo na investigação aos arquivos, fui encontrar uma outra imagem, captada no mesmo dia e nas proximidades do local da anterior.
    Sinto-me dono de uma ilha!...
     Desta vez, localizam-se referências do local, como seja, a ponte que se vê no último plano e que era, como já disse acima e repito, a ponte sobre o primeiro rio que se encontrava no caminho para Ninda, a partir de Gago Coutinho. A minha postura sobre as pedras deve ser reflexo da minha naturalidade, uma ilha, no meio das águas do Atlântico e, consequentemente, da minha condição de ilhéu e por imaginar-me dono de uma ilha só para mim, o que não quer dizer que seja açambarcador. Considero-a, unicamente para mim, uma fotografia muito significativa e simbólica.
                       Dê-me lume, por favor!...

    Por fim, e para rematar esta selecção fotográfica, junto uma outra que não passa de uma brincadeira. Está o Diogo e eu a acender o cigarro na boquilha que ele usava, o que é uma coisa que, certamente, hoje não ocorreria, pois deixei de fumar já vai fazer vinte e três anos e não me fez falta nenhuma, antes pelo contrário, só me deu mais saúde no corpo e na carteira. Por hoje vou terminar, para não me tornar maçador, enviando cordiais saudações para o nosso “Blogmaster”, todos os outros colaboradores, para todos os outros elementos da CArt 3514 e familiares e ainda para os eventuais visitantes deste Blogue, onde quer que se encontrem. Para todos um até breve e um abraço do Camarada e Amigo.
    Botelho