o0o A Companhia de Artilharia 3514 voou para Angola no dia 2 de Abril de 1972 (Domingo de Páscoa) num Boeing 707 dos Tams e regressou no dia 23 de Julho de 1974, após 842 dias na ZML de Angola, no subsector de Gago Coutinho, Provincia do Moxico o0o Rendemos a CCAÇ.3370 em Luanguinga em 11 de Abril de 1972 e fomos rendidos pela CCAÇ.4246 na Colina do Nengo em Junho de 1974. Estivemos adidos ao BCav3862 e depois ao BArt6320 oOo O Efectivo da Companhia era composto por 172 Homens «125 Continentais, 43 Cabo-Verdianos e 4 Açorianos» oOo

quinta-feira, 5 de maio de 2011

O Deflector

João Medeiros, 5 Maio 2011
De João Medeiros
Conforme vou visitando o blog, cada vez fico com mais nostalgia e com a vontade de partilhar algumas coisas que me vêem á lembrança, mas tantas delas já foram lembradas por vós e de maneira tão real que fico virado ao avesso. Digo virado ao avesso pois tinha prometido a mim mesmo que nunca iria escrever alguma coisa sobre o meu passado na tropa, principalmente em África, mas mais uma vez na minha vida se vai cumprir o velho ditado (nunca digas nunca). Vamos ver se alguém se lembra? O deflector era um acessório da espingarda G3 (Não Oficial) que servia para encaminhar as cápsulas das balas para baixo em direcção ao chão depois do tiro no momento da ejecção das mesmas, quando fazíamos tiro de instrução na carreira do tiro, para não magoarmos o parceiro do lado, pois já bastava ficarmos com a maçã do rosto e o ombro magoado.
Portanto o deflector deve ter sido inventado por um artista qualquer Português pois os que eu conheci eram rudimentares (peça artesanal). Que eu me lembro devo ter sido o homem da nossa companhia que mais vezes foi á caça de helicóptero, foram tantas que perdi a conta e sabem vocês porquê?
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Deflector milagroso da G3
Não porque fosse o melhor atirador da companhia, pois tínhamos alguns bastante bons, mas por causa da peça milagrosa. “O deflector.” Pois a mesma protegia o helicóptero quando se fazia tiro em voo, evitando que as cápsulas das balas ao serem ejectadas, não fossem para cima, batendo no hélice ou na cabine.
Fiz duas destas peças com chapa de bidão, em tempos diferentes pois eram muito trabalhosas (não havia aparelhos de soldar ou outras ferramentas que facilitassem o trabalho). Qualquer uma delas levou sumiço. Quem foi não sei. A não ser que algum de vocês tenha passado a caçar mais de helicóptero do que eu. um abraço.

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