o0o A Companhia de Artilharia 3514 voou para Angola no dia 2 de Abril de 1972 (Domingo de Páscoa) num Boeing 707 dos Tams e regressou no dia 23 de Julho de 1974, após 842 dias na ZML de Angola, no subsector de Gago Coutinho, Provincia do Moxico o0o Rendemos a CCAÇ.3370 em Luanguinga em 11 de Abril de 1972 e fomos rendidos pela CCAÇ.4246 na Colina do Nengo em Junho de 1974. Estivemos adidos ao BCav3862 e depois ao BArt6320 oOo O Efectivo da Companhia era composto por 172 Homens «125 Continentais, 43 Cabo-Verdianos e 4 Açorianos» oOo

sábado, 17 de julho de 2010

Terra do Cacimbo 19/7/73

Há dias cometi um lapso num comentário a um "post" do Botelho sobre a data e local da foto que  ilustrava o artigo. Depois duma pesquisa, deduzo que a razão das malas de porão novas naquela data, Fevereiro ou Março de 73, eram o pronúncio de uma mudança, tantas vezes anunciada num dia e adiada no outro, estória que esteve em cena  mais de seis meses, até chegarmos á conclusão que nunca tinha passado duma miragem no deserto, mas isso já lá vai há muito tempo, é dor passada, perdoada mas não esquecida. Vasculhando a minha correspondência da época, Março de 73, encontrei uma alusão ás ditas malas, mas também uma ilusão em relação á rotação, que passo a citar "Fui  hoje a Gago Coutinho comprar uma mala forrada a chapa, mas são muito fraquinhas, e já não consegui o tamanho grande, tive de trazer o médio pois a malta da companhia, andaram para esgotar a loja do Sr. Aníbal, por causa da rotação lá para Maio, se calhar ainda saímos primeiro que o Albino Félix (PAD.2285), vamos a ver se isto não se atrasa pois já marquei as férias  para a 2ª semana de Julho com o Carrilho".
Encontrei também esta carta em anexo, recebida em minha casa quando estava de férias, enviada pelo Elisio Soares, com umas fotos do aniversário do Arlindo de Sousa, e algumas noticias maliciosas do quotidiano na Colina do Nengo, que retratam o pensamento generalizado sobre um tema sempre dúbio e mal contado até aos dias de hoje.
Adeus até ao meu regresso

1 comentário :

  1. Anónimo(nn), para não colacar mais lenha na fogueira...

    Parabéns Carvalho.
    Embora muito subtilmente, tocaste num assunto que me remoi, há quase quatro décadas. Gostei das tuas palavras: " até chegarmos á conclusão que nunca tinha passado duma miragem no deserto, mas isso já lá vai há muito tempo, é dor passada, perdoada mas não esquecida". Não encontraria melhores termos para qualificar esse mesmo assunto e exteriorizar o que me vai na alma - "perdoado mas não esquecido". Na minha modesta opinião, acho que estás a ficar como o "Vinho do Porto", quando é de boa qualidade, melhora com a idade.
    Um forte abraço.

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