o0o A Companhia de Artilharia 3514 voou para Angola no dia 2 de Abril de 1972 (Domingo de Páscoa) num Boeing 707 dos Tams e regressou no dia 23 de Julho de 1974, após 842 dias na ZML de Angola, no subsector de Gago Coutinho, Provincia do Moxico o0o Rendemos a CCAÇ.3370 em Luanguinga em 11 de Abril de 1972 e fomos rendidos pela CCAÇ.4246 na Colina do Nengo em Junho de 1974. Estivemos adidos ao BCav3862 e depois ao BArt6320 oOo O Efectivo da Companhia era composto por 172 Homens «125 Continentais, 43 Cabo-Verdianos e 4 Açorianos» oOo

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Encontro da CART 3514 na Mealhada

O Carvalho presenteou-nos, mais uma vez, com uma série de fotografias, tiradas agora por satélite através do poderoso programa Google Earth, mostrando alguns dos locais por onde passaram companheiros da nossa Companhia CART 3514 e, escolheu um título deveras sugestivo - Recordar Também é Viver-.
De facto, revejo-me n,algumas dessas imagens, sobretudo as relacionadas com as do Nengo aonde se vislumbra ainda - 36 anos depois, vejam bem - uma enorme clareira de latrite e areia que foi afinal o aquartelamento aonde passámos a maior parte do tempo da nossa "comissão de serviço" e onde, uma pequena equipa de obras constituida por 4 elementos; o meu particular amigo César Correia, o Vaz, o Matos e eu próprio, mais trabalharam para o conforto e bem estar de todos nós, com construções sugestivas e inovadoras à época, suponho, muito direccionadas às necessidades para que se destinavam, às quais se denominaram, não sei bem de quem partiu a ideia, de "Bidonville".
Tudo isto para vos dizer que ao que aconteceu na Mealhada a 21 deste mês - o Encontro e Almoço dos companheiros da CART 3514 - ficaria bem receber o título de "Recordar Também é Viver", pois foi uma forma de, cerca de 40 camaradas e suas familias confraternizarem, recordarem o passado, ouvirem histórias de que eu próprio desconhecia e, deste modo, imbuídos de um espírito de sã camaradagem e amizade, lá passarmos no Restaurante/Hotel 3 Pinheiros, alguns momentos de grande prazer, alegria incontída e profundo sentimento de união que só cada qual pode registar e medir.
Impossível ignorar o Responsável deste Encontro; o Duarte, o companheiro Duarte sempre muito dedicado a esta causa, suponho até que o "Mentor" destes encontros. Inicialmente, segundo ouvi, sómente com os seus "metralhas" de quem sempre se afirmou como defensor e seu líder incontestado.
Razão para que todos nós estejamos gratos a ele e à sua esposa pelo empenho e qualidade com que nos banquetearam, não sem antes, como já acontecera em Anadia, envolverem-nos numa visita sócio-cultural, ao Museu Regional da localidade, agora para ouvirmos a história do vinho da Região, com excelente interlocutora, imagens lindíssimas, som perfeito, artefactos e quadros inéditos e de grande qualidade, quase todos eles ligados a um dos ícones da Bairrada - o seu leitão - um pouco à imagem do que acontecera na Adega S, Domingos em Anadia, sobre os Espumantes da zona.
Um obrigado sentido ao casal Duarte, à sua disponibilidade, ao AMOR como recorda colegas e compartilha saudade, simpatia em receber-nos a todos, dando especial atenção ao nosso querido amigo Abreu - merece tudo de bom porque sempre foi, para nós, um Homem Bom - e por isso temos que voltar a vê-lo e a abraçá-lo no próximo Encontro, da responsabilidade do afável e entusiasta Carrusca.
Valeu a pena viajar do Pico à Mealhada. Voltámos a abraçar, com muita saudade, companheiros, vimos pela 1ª vez outros, permitam-me que destaque o Marques, o nosso Fur. Enfermeiro, dado como "desaparecido" mas igual ao que era d,antes, só com um pouco menos de cabelo, o que também é natural já que na altura se notava essa lacuna, ficando apenas um pequeno "amargo de boca" : não termos visto outros camaradas com quem teríamos imenso gosto de os ver, abraçar e confraternizar.
Com um abraço

1 comentário :

  1. olá companheiros, tive muita pena de não ter podido estar presente no almoço mas motivos de força maior impediram-me de vos acompanhar. Tenho acompanhado com muita atenção as crónicas do companheiro Soares e não restam dúvidas de que as prosas são escorreitas e de muito bom gosto. Espero quenos reunamps todos por ocasião do 35º. aniversário do regresso ao Continente.
    Um abraço para todos
    Paulo Ribeiro

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