o0o A Companhia de Artilharia 3514 voou para Angola no dia 2 de Abril de 1972 (Domingo de Páscoa) num Boeing 707 dos Tams e regressou no dia 23 de Julho de 1974, após 842 dias na ZML de Angola, no subsector de Gago Coutinho, Provincia do Moxico o0o Rendemos a CCAÇ.3370 em Luanguinga em 11 de Abril de 1972 e fomos rendidos pela CCAÇ.4246 na Colina do Nengo em Junho de 1974. Estivemos adidos ao BCav3862 e depois ao BArt6320 oOo O Efectivo da Companhia era composto por 172 Homens «125 Continentais, 43 Cabo-Verdianos e 4 Açorianos» oOo

segunda-feira, 5 de março de 2012

Regresso

Após pouco mais de dois meses de ausência, resolvi dar sinal de vida e prestar a minha colaboração neste Blogue da CArt 3514 e dar explicação da minha falta por tanto tempo. Na realidade não tenho estado inactivo, pois tenho o meu próprio Blogue “Crónicas de Angola” em que relembro todo o meu trajecto de três comissões de serviço em Angola. É uma história que dividi em três partes, sendo a primeira dedicada à minha primeira comissão, que decorreu na ZMN/RMA, nos anos 65/67; a segunda, respeitante à minha segunda comissão, nos anos 68/70,  que me levou, inicialmente à ZMC(Nova Lisboa), depois à ZMN(Cabinda) e novamente à ZMC, onde terminou. É nesta comissão que, actualmente, estou ocupado a narrar no meu Blogue alguns dos episódios  que nela ocorreram. É um trabalho que tenho feito semanalmente e me tem ocupado muito do meu tempo. Mas consegui uma vaga e resolvi lançar mais um “post” no Blogue da CArt 3514, “Panteras Negras” e juntar algumas imagens que evocam alguns acontecimentos ocorridos na minha terceira comissão, nos anos 72/74 que,  para vós, é a primeira e a última. E, assim, lá fui vasculhar os meus arquivos à procura de uma imagem e encontrei esta em que estou, no cimo de um montículo, apontando na direcção de Gago Coutinho que se via a uma distância de uns dois a três quilómetros.

A apontar o "objectivo",Gago Coutinho
 Foi tirada num dos passeios que dávamos até à primeira ponte sobre o rio que se encontrava no caminho para o Nengo e Ninda. Como já disse de outras vezes em imagens captadas no mesmo local e proximidades, nota-se uma grande descontracção e não nos apercebemos que se está numa zona de guerra, dada a falta do necessário armamento de defesa que não deveríamos descuidar, nem deixar de transportar para nossa própria segurança. Enfim, coisas que, não fora a sorte que tivemos, poderiam dar para o torto. Mas tudo se passou e muito bem, felizmente, apesar das imprevidências e descuidos que se cometiam.  Prosseguindo na investigação aos arquivos, fui encontrar uma outra imagem, captada no mesmo dia e nas proximidades do local da anterior.
Sinto-me dono de uma ilha!...
 Desta vez, localizam-se referências do local, como seja, a ponte que se vê no último plano e que era, como já disse acima e repito, a ponte sobre o primeiro rio que se encontrava no caminho para Ninda, a partir de Gago Coutinho. A minha postura sobre as pedras deve ser reflexo da minha naturalidade, uma ilha, no meio das águas do Atlântico e, consequentemente, da minha condição de ilhéu e por imaginar-me dono de uma ilha só para mim, o que não quer dizer que seja açambarcador. Considero-a, unicamente para mim, uma fotografia muito significativa e simbólica.
                   Dê-me lume, por favor!...

Por fim, e para rematar esta selecção fotográfica, junto uma outra que não passa de uma brincadeira. Está o Diogo e eu a acender o cigarro na boquilha que ele usava, o que é uma coisa que, certamente, hoje não ocorreria, pois deixei de fumar já vai fazer vinte e três anos e não me fez falta nenhuma, antes pelo contrário, só me deu mais saúde no corpo e na carteira. Por hoje vou terminar, para não me tornar maçador, enviando cordiais saudações para o nosso “Blogmaster”, todos os outros colaboradores, para todos os outros elementos da CArt 3514 e familiares e ainda para os eventuais visitantes deste Blogue, onde quer que se encontrem. Para todos um até breve e um abraço do Camarada e Amigo.
Botelho

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