o0o A Companhia de Artilharia 3514 voou para Angola no dia 2 de Abril de 1972 (Domingo de Páscoa) num Boeing 707 dos Tams e regressou no dia 23 de Julho de 1974, após 842 dias na ZML de Angola, no subsector de Gago Coutinho, Provincia do Moxico o0o Rendemos a CCAÇ.3370 em Luanguinga em 11 de Abril de 1972 e fomos rendidos pela CCAÇ.4246 na Colina do Nengo em Junho de 1974. Estivemos adidos ao BCav3862 e depois ao BArt6320 oOo O Efectivo da Companhia era composto por 172 Homens «125 Continentais, 43 Cabo-Verdianos e 4 Açorianos» oOo

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Nova Lisboa 08.04.72

Estação do CFB em Nova Lisboa - Na imagem Arlindo Moeda, Carvalho, dois amigos de Évora, Parreira, Joaquim Gonçalves (Beringel) e alf. Brás mais ao fundo, nos preparativos do embarque.
Estação do CFB no Huambo
Esta é a minha primeira foto em Angola á 37 anos atrás, na estação dos Caminhos de Ferro em Nova Lisboa, momentos antes da partida no Mala na 2ª etapa que nos levaria até à cidade do Luso capital do Moxico numa viagem de 22 horas. A companhia saiu do Grafanil em Luanda na manhã de sexta-feira dia 7 de Abril em quatro autocarros da Eva num percurso com cerca de 500 kms passando por Catete, Dondo, Quibala, Catofe, Cassamba, Cela (Wako-Kundo), Alto-Hama, Chipipa e Nova Lisboa onde chegaram ao final da tarde do mesmo dia e pernoitaram. Não os acompanhei nessa viagem, decerto não se lembram, fiquei em Luanda com três camaradas, recordo apenas um deles o 1º Cabo Pimenta, com a missão de receber o armamento ligeiro (Pistolas, esp.lig.G3, metr.Hk21, MG42, Morteiros 60mm e cartucheiras), cunhetes de munições, equipamento individual (Ponche, cantil, arreio, bornal e saco de campanha) e alguns caixotes com as célebres rações de combate para os 4 dias de viagem. Saímos do depósito de Armamento em Luanda ao final da tarde com duas berlietts carregadas, a caminho do Huambo, numa viagem de 16 horas, os condutores nunca tinham saído de Luanda, não conheciam o caminho, faziam a viagem de noite num percurso bastante sinuoso, com subidas íngremes e descidas acentuadas, não foi fácil para eles, nem para mim, recordo ainda hoje o frio que suportamos naquela madrugada na zona do Alto Hama numa viatura sem portas e capô, apenas com para-brisas, mas apesar de tudo correu muito bem, chegamos á estação do CFB às dez e tal da manhã, com toda a gente já à espera e preocupados com a demora, pois o comboio tinha de cumprir horários. Foi chegar distribuir o armamento e equipamento a cada um, aliviar as costas da carga e relaxar com uma nocal, naquela altura tudo era fácil, mas a idade dos vinte anos só se vive uma vez....!!!

1 comentário :

  1. Caro Carvalho:
    Com este novo capítulo, se acrescenta, por teu desígnio e vontade de expandir o nosso blogue que assim,paulatinamente, se vai enriquecendo e aumentando progressivamente, contribuíndo assim para a prepetuação do historial da nossa CArt que, embora extinta orgânicamente há 35 anos, por esta via, continuará a existir na nossa memória colectiva e, ao mesmo tempo,no imaginário dos nossos descendentes e vindouros, como uma época da história dos seus ascendentes que mantêm e manterão, enquanto lhes for possível, a registar os anais da sua História pretérita e recôndita e que, sem estes registos continuariam num secretismo ignorado.
    Continua com a tua missão, que também é dos restantes colaboradores do blogue, a quem se pede que sejam mais produtivos em pequenas histórias que, mesmo sendo pequenas, continuarão a enriquecer a História desconhecida dos "Panteras Negras".
    Os meus parabéns e um abraço que torno extensivo aos restantes colaboradores.

    ResponderEliminar